Exercícios sobre Romantismo – Questões com gabarito

O Romantismo é um período literário bastante estudado dentro da Literatura Brasileira por ser a primeira tentativa de produção literária com paisagem nacional. No Ensino Médio, dentro do conteúdo preparatório para o Enem, estudamos todos os aspectos característicos do Romantismo e neste artigo trago alguns dos exercícios que fazem parte da lista de exercícios antes das avaliações oficiais. Você, caso seja professor, pode usar estes exercícios na formulação de avaliações e também de listas de exercícios para seus alunos. Caso você seja aluno, com estes exercícios pode se preparar para as provas oficiais.

Exercícios com gabarito sobre Romantismo

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Texto questão 1.

Chegou o dia de batizar-se o rapaz. (…) Já se sabe que houve nesse dia função: os convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é, como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio o Leonardo quis que a festa tivesse ares aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse dificuldade em encontrarem-se pares. (…) O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca. (…) Depois do minuete foi desaparecendo a cerimônia, e a brincadeira aferventou, como se dizia naquele tempo. Chegaram uns rapazes de viola e machete: o Leonardo, instado pelas senhoras, decidiu-se a romper a parte lírica do divertimento. Sentou-se num tamborete, em um lugar isolado da sala, e tomou uma viola. Fazia um belo efeito cômico vê-lo, em trajes de ofício, de casaca, calção e espadim, acompanhando com um monótono zunzum nas cordas do instrumento o garganteado de uma modinha pátria. (…)
Foi executada com atenção e aplaudida com entusiasmo. O canto do Leonardo foi o derradeiro toque de rebate para esquentar-se a brincadeira, foi o adeus às cerimônias. Tudo daí em diante foi burburinho que depressa passou à gritaria, e ainda mais depressa à algazarra, e não foi ainda mais adiante porque de vez em quando viam-se passar (…).
No trecho apresentado, do romance “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antonio de Almeida, há uma idéia de progressão que enquadra a ação das personagens entre as formas convencionais e contidas do comportamento social e a perda dos seus limites e medidas. E isso se dá de uma forma bem expressiva no uso da gradação. Indique a alternativa que contém essa gradação.

a) desafio / fado / minuete
b) burburinho / gritaria / algazarra
c) viola / rabeca / modinha
d) casaca / calção / espadim
e) português / brasileiro / corte

2. No romance “Memórias de um sargento de milícias”, considerado como um todo, há uma forte caracterização dos tipos populares entre os quais destaca-se a figura de Leonardo filho. Indique a alternativa que contém dados que caracterizam essa personagem.

a) Narrador das peripécias relatadas em forma de memórias, conforme vem sugerido no título do livro, torna-se exemplo de ascensão das camadas sociais menos privilegiadas.
b) Anti-herói, malandro e oportunista, espécie de pícaro pela bastardia e ausência de uma linha ética de conduta.
c) Herói de um romance sem culpa, representa as camadas populares privilegiadas dentro do mundo da ordem.
d) Representante típico da fina flor da malandragem, ajeita-se na vida, porque protegido do Vidigal, permanece imune às sanções sociais e em momento algum é recolhido à cadeia.
e) Herói às avessas que incorpora a exclusão social, porque, não tendo recebido amparo de nenhuma espécie, não alcança a patente das milícias e se priva de qualquer tipo de herança.

3. Considere as seguintes afirmações sobre “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida:

I. Publicado originalmente como folhetim, alcançou o patamar de cânone da literatura brasileira por inaugurar no Brasil a escola realista naturalista, muito afeita a denúncias sociais.
II. A personagem principal, Leonardo Pataca, filho, embora tendo nascido em uma família desestruturada, dá mostras de superação pessoal no longo esforço que lhe custou alcançar o cargo de sargento de milícias.
III. Na passagem do jornal para o livro, foram mantidos os elementos folhetinescos do original.
IV. Como a personagem José Dias, de “Dom Casmurro”, Leonardo Pataca, filho, é um exemplo de agregado, figura típica presente nas grandes famílias brasileiras, que ganham teto e comida em troca de pequenos favores. Assinale a alternativa correta.

a) Apenas a afirmativa III é verdadeira.
b) Apenas as afirmativas I, II e III são verdadeiras.
c) Apenas as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
e) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.

4. “Dom Antonio de Mariz, homem de valor, experimentado na guerra, ativo, afeito a combater os índios, prestou grandes serviços nas descobertas e explorações do interior de Minas e Espírito Santo. Em recompensa do seu merecimento, o governador Mem de Sá lhe havia dado uma sesmaria de uma légua com fundo sobre o sertão.” Na passagem de “O guarani”, destacam-se aspectos encontrados na ficção de José de Alencar. A respeito disso, leia as proposições.
I. Nos romances nativistas, o selo da nobreza é dado pela força do sangue, o que tanto vale para os índios como para a estirpe do colonizador branco.
II. Para dar força ao herói, Alencar costuma aproximá-lo da vida da natureza, prática que dialoga com as próprias raízes dos valores românticos.
III. Ao pintar portugueses como heróis e índios como vilões, Alencar tem em conta agradar o Marquês de Pombal e sua política antiindianista.

Está(ão) correta(s)

a) apenas II.
b) apenas I e II.
c) apenas III.
d) apenas I e III.
e) I, II e III.

5. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do texto a seguir, na ordem em que aparecem.
“Memórias de um Sargento de Milícias” é uma obra de tendência ………….. que apresenta aspectos de transição social relacionados ……………, podendo ser lida como ……………, com traços de linguagem: …………….. .

a) naturalista – ao aumento da imigração no Brasil – relato documental – subjetiva
b) romântica – ao reinado de D. Pedro II – narrativa em primeira pessoa – erudita
c) realista – à vinda de D. João VI ao Brasil – crônica de costumes – coloquial
d) romântica – à abolição da escravatura – narrativa de costumes – objetiva
e) realista – ao reinado de D. Pedro II – romance histórico satírica

6. Considere as seguintes afirmações a respeito de “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida.

I – O campo de abrangência social focalizado pelo romance, narrado com linguagem humorística e irônica, é a classe média urbana do Rio de Janeiro, sobretudo do centro da cidade, constituída por homens livres, com relações interpessoais marcadas pela irreverência e a desordem.
II – O romance introduz na literatura brasileira a figura do malandro, personagem que oscila entre as regras de conduta social e sua transgressão, entre o lícito e o ilícito, sem que esse dualismo receba tratamento moralizante por parte do autor.
III – É um romance narrado em primeira pessoa, que privilegia o ponto de vista do narrador protagonista, Leonardo, e a sua avaliação crítica da sociedade carioca da segunda metade do século XIX. Quais estão corretas?

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

7. Leia o fragmento do relato do viajante Johann Emanuel Pohl, que recolheu impressões do Brasil no início do século XIX: Se algum ponto do Novo Mundo merece, por sua situação e condições naturais, tornar-se um dia teatro de grandes acontecimentos, um foco de civilização e cultura, um empório do comércio mundial é, ao meu ver, o Rio de Janeiro. POHL, Johann Emanuel. Viagem no interior do Brasil empreendida nos anos de 1817 a 1821. Tradução Milton Amado e Eugenio Amado. Rio de Janeiro: INL, 1951. p. 38. O relato de viagem transcrito, tomado como fonte pela História, e a representação ficcional sobre o Rio de Janeiro da época de D. João VI, no romance Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, produzem discursos:

a) análogos, porque promovem imagens positivas desse período, ressaltando o desenvolvimento social da capital da colônia.
b) díspares, pois o registro histórico positivo desse período opõe-se ao retrato caricaturesco do Rio do tempo do rei, no romance.
c) imparciais, na medida em que representam um quadro despretensioso da sociedade carioca do tempo do rei.
d) complementares, pois o fragmento projeta um futuro promissor para o Rio de Janeiro, e o romance confirma essa ideia.
e) satíricos, visto que promovem uma visão crítica do Brasil colonial, retratado pelas falhas morais de sua sociedade.

8. Em Memórias de um sargento de milícias, Manuel Antônio de Almeida vale-se do título de memórias, normalmente associado às narrativas em primeira pessoa, para criar um romance narrado em terceira pessoa, em que personagens tecem a vida do Rio de Janeiro, no tempo do rei D. João VI. Sobre esse romance, NÃO é correto afirmar:

a) A personagem Leonardo, abandonado pelo pai e pela mãe, pratica seus atos guiado mais pela confusão das atitudes do que pelo conflito pessoal.
b) O Rio de Janeiro projetado pelo autor é constituído por elementos de diversas classes sociais.
c) A cidade do Rio de Janeiro é apresentada em seus aspectos negativos e as personagens são, muitas vezes, ridicularizadas.
d) O romance foi publicado em folhetim e só posteriormente assumiu a feição de livro, fato bastante comum para a época.
e) Memórias de um sargento de milícias é um romance que recupera o tempo pós-independência, quando o Brasil procurava se afirmar como nação autônoma.

9. Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos; foram os dous morar juntos; e daí a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão; sete meses depois teve a Maria um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói desta história. O trecho acima integra o romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida. Considerando o romance como um todo, indique a alternativa que contém informações que não são pertinentes a essa obra.

a) É classificado como romance folhetinesco, e foi publicado em capítulos no jornal carioca Correio Mercantil entre 1852 e 1853.
b) Segundo alguns críticos, pode ser considerado precursor do movimento realista, por causa da forma como caracteriza o cotidiano dos personagens, moradores dos bairros populares do Rio de Janeiro.
c) É considerado como o romance da malandragem, narrado em terceira pessoa e inteiramente aclimatado no tempo em que D. João VI governou o Brasil.
d) É considerado um romance picaresco, por causa das ações de seu herói principal, e plenamente identificado com o ideário romântico vigente na literatura da época.
e) Prende-se ao Romantismo brasileiro, ainda que apresente um certo descompasso com os padrões e o tom da estética romântica.

10. Considere as seguintes assertivas relacionadas à prosa romântica.

I. Augusto e Carolina são personagens centrais do romance A Moreninha , de Joaquim Manuel de Macedo.
II. A obra de José de Alencar pode ser dividida, didaticamente, da seguinte forma: romances urbanos ou de costumes; romances históricos e indianistas; romances regionalistas.
III. Manuel Antonio de Almeida, em Memórias de um sargento de milícias , constrói uma narrativa de costumes, que tem como cenário o Rio de Janeiro, e os personagens pertencem, na maioria, a classes populares.

A opção que apresenta a resposta correta é:

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) I, II e III.

11. Apesar de viver um pouco ao sabor da sorte, sem plano nem reflexão, movido pelas circunstâncias, como uma espécie de títere (expressões de Antonio Cândido), o protagonista das Memórias de um sargento de milícias, Leonardo (filho), como outras personagens do romance, mostra-se bastante determinado quando se trata de:

a) estabelecer estratégias para ascender na escala social.
b) assumir rixas, tirar desforras e executar vinganças.
c) demonstrar afeto e gratidão por aqueles que o amparam e defendem.
d) buscar um emprego que lhe garanta a subsistência imediata.
e) conservar-se fiel ao primeiro amor de sua vida.

12. Em Memórias de um Sargento de Milícias, Manuel Antônio de Almeida cria uma personagem principal:

a) inquieta, farta da civilização, que resolve assumir uma vida mais simples no mundo rural.
b) realista, marcada pelo desprezo e escárnio, com crises existenciais profundas, condenando o próprio cinismo ao remorso.
c) idealista, com características psicológicas profundas, cujas qualidades morais representam os heróis típicos do romantismo.
d) picaresca, um vagabundo, andarilho, aventureiro, que consegue enriquecer fora do Rio de Janeiro.
e) popular, um anti-herói, que se esforça para driblar as condições adversas, cômico e sem nobreza de caráter.

13. Assim como as novelas de televisão da atualidade, os romances românticos foram inicialmente editados em capítulos nos jornais, aumentando extraordinariamente a tiragem dos periódicos. Esses folhetins caíram no gosto do público burguês, e para atender a essa demanda, os escritores precisavam satisfazer as expectativas e os valores ideológicos desses leitores. Nessa perspectiva, leia os trechos abaixo e analise as proposições que vêm a seguir.

– Isto tudo me parece um sonho, respondeu Augusto, porém, dê-me este breve! A menina, com efeito, entregou o breve ao estudante, que começou a descosêlo precipitadamente. Aquela relíquia era sua última esperança. Só falta a derradeira capa do breve… ei-la que cede e se descose…salta uma pedra… e Augusto, entusiasmado, cai aos pés de D. Carolina, exclamando: – O meu camafeu! O meu camafeu! A srª D. Ana e o pai de Augusto entraram nesse instante na gruta e encontraram o feliz e fervoroso amante de joelhos e a dar mil beijos nos pés da linda menina, que também chorava de prazer. (Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha)
– O que é isto, Aurélia?- Meu testamento. Ela despedaçou o lacre e deu a ler a Seixas o papel. Era efetivamente um testamento em que ela confessava o imenso amor que tinha ao marido e o instituía seu herdeiro universal. Essa riqueza causa-te horror? Pois faz-me viver, meu Fernando. É o meio de a repelires. Se não for bastante, eu a dissiparei. As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal. (José de Alencar, Senhora)

Os finais felizes, com a resolução dos conflitos que quebraram, por instantes, a harmonia da ordenação social burguesa, são característicos do gênero folhetinesco.

a. Os folhetins, assim como as novelas, trabalham com a estratégia do suspense, interrompendo a narrativa num ponto culminante, de modo a prender o leitor/telespectador até o capítulo seguinte.
b. Ao submeter-se às exigências do público e dos diretores de jornais, o escritor romântico não podia criticar os valores da época, criando uma arte de evasão e alienação da realidade.
c. O gênero folhetinesco pretendia atender às necessidades de lazer e distração do público leitor.
d. O gênero folhetinesco pretendia formar um público exigente e crítico, capaz de mudar os rumos de sua história.

14. O romance O Guarani, de José de Alencar, publicado em 1857, é um marco da ficção romântica brasileira. Dentre as características mais evidentes do projeto romântico que sustentam a construção dessa obra, destacam-se:

I. a figura do protagonista, o índio Peri, que é um típico herói romântico, tanto pela sua força física como pelo seu caráter;
II. o amor do índio Peri por Cecília, uma moça branca, sendo que esse amor segue o modelo medieval do amor cortês;
III.o fato de o livro ser ambientado na época da colonização do Brasil pelos portugueses, dada a predileção dos românticos por narrativas históricas;
IV.o final do livro marca o retorno a um passado mítico, pois Peri e Cecília simbolicamente regressam à época do dilúvio.

Então corretas:

a) I e II.
b) I, II e III
c) I, II e IV.
d) I, III e IV.
e) todas.

Leia abaixo um trecho de Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e responda às questões 15 e 16:

Vidinha era uma rapariga que tinha tanto de bonita como de movediça e leve; um soprozinho, por brando que fosse, a fazia voar, outro de igual natureza a fazia revoar, e voava e revoava na direção de quantos sopros por ela passassem; isto quer dizer, em linguagem chã e despida dos trejeitos da retórica, que ela era uma formidável namoradeira, como hoje se diz, para não dizer lambeta, como se dizia naquele tempo. Portanto não foram de modo algum mal recebidas as primeiras finezas do Leonardo, que desta vez se tornou muito mais desembaraçado, quer porque já o negócio com Luisinha o tivesse desasnado, quer porque agora fosse a paixão mais forte, embora esta última hipótese vá de encontro à opinião dos ultra-românticos, que põem todos os bofes pela boca pelo tal primeiro amor: no exemplo que nos dá o Leonardo,
aprendam o quanto ele tem de duradouro.

15 . Com base no excerto acima, assinale a afirmação correta a respeito das Memórias de um sargento de milícias.

a) Romance sisudo, despido de humor e graça.
b) As Memórias são narradas pelo próprio protagonista.
c) Romance de costumes, na linha dos romances românticos da sua época.
d) Antecipa traços do Realismo, mesmo não sendo um romance de costumes.
e) A maneira de descrever Vidinha não corresponde à estética do Romantismo.

16. A leitura do excerto permite concluir que:

a) desasnado, no texto, significa que Leonardo se tornara menos esperto depois de conhecer Luisinha.
b) a paixão de Leonardo por Vidinha tornava-se mais forte do que a lembrança de Luisinha.
c) Leonardo não manifestava nenhum interesse por Vidinha.
d) Vidinha não se interessava por Leonardo pelo fato de ele ser tímido.
e) Vidinha apaixonou-se perdidamente por Leonardo.

17. Observe as afirmações abaixo:

I. O “eu” romântico, objetivamente incapaz de resolver os conflitos com a sociedade, lança-se à evasão no tempo, recriando a Idade Média Gótica e embuchada; no espaço, fugindo para ermas  paragens e para o Oriente exótico.
II. A natureza romântica é expressiva. Ao contrário da natureza árcade, decorativa, ela significa e revela. Prefere-se a noite ao dia, pois sob a luz do real impõe-se ao indivíduo, mas é na treva que latejam as forças inconscientes da alma: o sonho, a imaginação.
III. No romantismo, finda a epopéia, expressão heróica já em crise no séc. XVII, substituída pelo poema político e pelo romance histórico, livre das peias de organização interna que marcavam a narrativa em verso. Renascem, por outro lado, formas medievais de estrofação e dá-se o máximo relevo aos metros livres, de cadência popular, as redondilhas maiores e menores, que passam a competir com o nobre decassílabo.

Estão corretas:

a) todas.
b) apenas a I.
c) apenas a I e a II.
d) apenas a II e a III.
e) apenas a I e a III.

18. Em relação ao Romantismo brasileiro,todas as afirmações são verdadeiras. Exceto:

a) expressão do nacionalismo através da descrição de costumes e regiões do Brasil.
b) análise crítica e científica dos fenômenos da sociedade brasileira.
c) desenvolvimento do teatro nacional.
d) expressão poética de temas confessionais, indianistas e humanistas.
e) caracterização do romance como forma de entretenimento e moralização.

19. Que característica do romantismo percebemos na descrição abaixo?

“A alvura de sua tez fresca e pura escurecia o mais fino jaspe […] A seiva dessa mocidade, o viço dessa alma não se expandia no rubor da cútis, mas no olhar ardente e esplêndido dos grandes olhos negros e no sorriso mimoso dos lábios que eram um primor da natureza.”

a) O nacionalismo que, entre nós, expressou-se, sobretudo, através do tratamento positivo dado às mulheres brasileiras.
b) A idealização no texto ao apresentar as personagens.
c) O desvendamento do mundo psicológico das personagens que, em nosso romantismo, é traço prenunciador do realismo.
d) O panteísmo, que consiste em relacionar traços humanos com atributos de Deus.
e) O uso da natureza como reflexo dos sentimentos do narrador, produzindo a prosopopéia.

20. Identifique a afirmação correta sobre José de Alencar.

a) Seus três romances indianistas fazem parte do projeto maior: retratar aspectos típicos da realidade e dos mitos nacionais.
b) Com Memórias de um sargento de milícias, deu-nos um colorido painel da sociedade carioca ao tempo de D. João VI.
c) Embora tenha escrito belos poemas líricos, foi pela poesia abolicionista que se notabilizou como escritor.
d) Deve ser considerado o pioneiro do Naturalismo no Brasil, com obras-primas no conto, no romance e na novela.
e) Seus romances têm a marca inconfundível da prosa intimista, em que tudo se resume às memórias e pensamentos subjetivos.

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3 comentários

  1. FRANCISCA ADRIANA MAIA MATEUS

    Gostaria de saber se é possível o gabarito.

  2. Gostaria de obter o gabarito. É possível?

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