Temas de redação para vestibular

Neste artigo, dou continuidade à proposta de apresentar muitos temas de redação para trabalhar com dissertação e outros gêneros textuais no ensino Médio. São propostas originais e algumas adaptadas à realidade dos meus alunos. São 10 temas divididos entre redações dissertativas, redações narrativas e, em alguns casos, para o mesmo tema, propostas diferentes para as séries do Ensino Médio.

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Propostas de redação dissertativa e narrativa

Tema nº 1

Esta é uma proposta que está alinhada com os textos teóricos que tenho publicado em meu outro projeto de leitura e produção de textos. Lá falei sobre Narração e sobre Descrição. Leia-o antes dessa proposta e depois volte aqui para desenvolvê-la. Este é um tema da Unicamp de 2003.

Atenção: Se você não seguir as instruções relativas a este tema, sua redação será anulada.

No século XXII, um cientista resolve criar “o homem perfeito”. Para tanto, desenvolve um “acelerador genético”, capaz de registrar em pouco tempo um processo que supostamente duraria milênios.
Aplica o engenho a um pequeno número de cobaias humanas que, à idade propícia, são inseridas na sociedade, para cumprirem seu ‘destino”. Dessas cobaias, uma suicidou-se, outra tornou-se um criminoso, outra, presidente da República. A quarta é você, a quem cabe atestar o êxito ou o fracasso do experimento.

Componha uma narrativa em 1ª pessoa que contenha:

  1. Ações que justifiquem o desfecho das histórias de seus companheiros;
  2. Um desfecho inteiramente diferente para sua própria história.

Tema nº 2

Esta é uma proposta de redação adaptada do Enem e ótima para treinar a modalidade que será exigida de você logo mais no próximo exame. Muda-se o tema, claro, mas a estrutura continua sendo a mesma e os critérios de correção também.

Leia com atenção os seguintes textos:

TRABALHO INFANTIL NO BRASIL

Onde estão as crianças trabalhadoras

Há 5.438 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos que trabalham no país

IBGE. O Globo, Rio de Janeiro. 11 maio 2004. Megazine.

A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético.

MEDEIROS NETO, Xisto T. de. A crueldade do trabalho infantil. Diário de Natal, Natal, 21 out. 2000.

Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinquentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas.

MARIN, Joel B. O trabalho infantil na agricultura moderna. Disponível em: www.proec.ufg.br.

Art. 4a – E dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n. 8069, 13 jul. 1990.

Com base nas ideias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:

O trabalho infantil na realidade brasileira.

Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

Observações:

  • Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
  • O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
  • O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.

Tema nº 3

Conhecemos uma triste realidade a que estão acostumados os norte-americanos. Leia a coletânea abaixo e desenvolva seu texto seguindo as instruções dadas.

TEXTO 1:

O texto abaixo foi publicado no site Correio Brasiliense em 07/04/2011 às 10:49

Em número de mortes – 11, até agora, segundo a Polícia Militar – a tragédia ocorrida em uma escola pública de Realengo, no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (7/4), se aproxima do massacre ocorrido em Columbine, no interior dos Estados Unidos. O caso da Columbine High School, em Littleton, Colorado, ficou famosos em todo o mundo e levantou a discussão sobre o comércio de armas nos Estados Unidos, principalmente após o lançamento do filme Tiros em Columbine, do documentários Michael Moore.   O caso da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, pode ser ainda pior, pois há 22 feridos feridos, muitos em estado grave.
Um ex-aluno invadiu o colégio de Realengo e fez vários disparos, que teriam atingido mais de 30 alunos. Segundo o relações-públicas do Bombeiros, coronel Evandro Bezerra, 13 pessoas morreram. O major Machado, do 14º BPM (Bangu), afirmou que há ainda 22 feridos em estado grave apenas no Hospital Albert Schweitzer, a maioria baleada no tórax e na cabeça. O atirador foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira. Ele foi baleado na perna e depois se matou. Segundo Fernandes, fiscal do Detro, que fazia uma operação na região, Wellington deixou uma carta explicando as razões do atentado.
A carta ainda não foi divulgada, mas segundo o comandante do 14º BPM, Djalma Beltrame, o conteúdo teria características fundamentalistas.
A tragédia carioca é a pior em uma escola  no Brasil. O caso mais parecido no país é o do estudante Mateus da Costa Meira, que invadiu uma sala de cinema no Morumbi Shopping, em São Paulo, em novembro de 1999 e, usando uma metralhadora, disparou diversos tiros, que mataram 3 pessoas.
Nos Estados Unidos, as duas últimas décadas têm testemunhado massacres em instituições de ensino, um tipo de ataque que se tornou uma espécie de marca registrada da violência norte-americana. Veja abaixo os mais graves casos ocorridos nos EUA

TRAGÉDIAS AMERICANAS
1/12/1997
Um adolescente armado mata 11 estudantes e fere outros cinco em Paducah, Kentuch.
24/3/1998
Dois adolescentes fazem disparos em Jonesboro, Arkansas, matando quatro alunos e um professor.
20/4/1999
Eric Harris e Dylan Klebold matam 13 pessoas (entre elas, um professor) e ferem 25 na Columbine High School, em Littleton, Colorado. Em seguida, os agressores se suicidam. O massacre reabre o debate sobre o porte de armas nos EUA.
21/3/2005
Um estudante mata nove pessoas, das quais cinco eram seus colegas, em Red Lake, Minnesota.
2/11/2006
Um homem mata cinco meninas em uma escola amish de Nickel Mines, na Pensilvânia.
16/4/2007
O sul-coreano Cho Seung-hui mata 32 pessoas, entre alunos e professores, na Universidade Virginia Tech, em Blacksburg. ‘Morri como Jesus’: leia o manifesto do atirador
15/02/2008
Estudante abre fogo contra colegas da Nothern Illinois University, matando cinco pessoas e ferindo 15.

TEXTO 2:

Abaixo você encontrará diversas charges sobre a tragédia de Realengo que ajudarão a  entender o que aconteceu e a refletir sobre o fato.

Instruções para redação sobre a violência nas escolas

  • Desenvolva seu texto usando as informações da coletânea, mas não se esqueça que outras informações mais atuais já foram divulgadas sobre o fato;
  • Escreva seu texto a tinta e faça um rascunho antes para evitar rasuras;
  • Faça aproximadamente 25 linhas;
  • Evite transgressões à norma culta;
  • Dê um título ao seu texto.

Tema nº 4

Vamos continuar na discussão da proposta anterior. Volto à questão, pois dois meses depois de vermos uma enxurrada de notícias e análises sobre o caso, a que ponto chegamos? Ficamos chocados com os desdobramentos e em meio a tudo isso chegou-se a colocar em discussão o desarmamento e o controle de armas no Brasil.
O discurso corrente é o de que o Estatuto do Desarmamento não tem surtido efeito e que somente os cidadão de bem entregaram as armas. Outros colocam o argumento de que no referendo feito em 2005, mais de 60% dos brasileiros posicionaram-se contra a proibição da comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional.

Após a leitura da coletânea, desenvolva a proposta de redação dada e observe bem as instruções dadas para cada série.

PROPOSTA DE REDAÇÃO SOBRE DESARMAMENTO

Leia a coletânea, retire as ideias principais e desenvolva seu texto.

TEXTO 1

[…] a Agência Brasil entrevistou a socióloga Maria Stela Grossi, do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da Universidade de Brasília. Ela é autora do livro Sociologia da violência.
ABr – Há razão para se retomar o debate de fazer o plebiscito sobre o desarmamento?
Stela Grossi  – O debate, sim. Mas, o plebiscito, eu tenho um pouco de dúvida. Eu sou, francamente, favorável ao desarmamento.
Ter arma em casa é ilusório. Ela não dá segurança, na maioria das vezes, quem tem arma em casa, e não sabe usar, acaba se transformando em vítima facilmente. Além do mais, o excesso de armas é o que faz com que muitos dos crimes que possam ser resolvidos por meio de um conflito administrável acabem em violência,
porque as armas acabam levando a uma sensação de poder, de onipotência quase. Por outro lado, não podemos esquecer que a origem das armas responsáveis pela esmagadora maioria dos assassinatos, como o Mapa da violência mostrou recentemente, são armas ilegais. Uma campanha de desarmamento não fará com que
as pessoas entreguem suas armas, mas o debate sobre o desarmamento tem um conteúdo simbólico muito importante, porque pode levar à tentativa de reversão de uma cultura da violência por alguma coisa de natureza mais solidária. Não sei se é o caso de voltar com o plebiscito, aquele plebiscito foi muito mal planejado, a pergunta era extremamente incompetente no sentido de captar exatamente o que se queria. Não tenho muita garantia de que o plebiscito seja a melhor alternativa, mas, certamente, o desarmamento é uma alternativa importante.

Gilberto Costa. “Massacre de Realengo reacende debate sobre violência e desarmamento no país”. Agência Brasil.

TEXTO 2

A falácia do plebiscito

Com o país ainda sob o impacto da tragédia de Realengo, surge no Senado a ideia de realizar uma nova consulta popular Para tratar do desarmamento. A proposta pode soar simpática num momento de grande comoção, mas não parece ser o caminho mais adequado – nem o mais eficaz – para reduzir a circulação de armas no país.
Considere-se, em primeiro lugar, que a população foi convocada a se pronunciar sobre a questão há menos de seis anos, em outubro de 2005. Perguntava-se o seguinte no referendo: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?” Responderam 64%: “Não”.
Esta Folha defendeu naquela oportunidade a posição derrotada, mas propôs o “sim” sem alimentar ilusões. O jornal lembrava que, em termos legais, pouca coisa mudaria em relação ao que estava disposto no Estatuto do Desarmamento – em vigor desde o final de 2003 –, já bastante restritivo a respeito do registro, posse e comercialização de armas de fogo.
Em vez de recolocar em pauta, de maneira oportunista, uma questão que há pouco foi objeto da apreciação popular, e em vez de induzir a uma solução falaciosa do problema, seria melhor que o poder público se dedicasse à tarefa mais urgente de reduzir a distância entre a lei e a realidade.
Trata-se menos de mudar a legislação e muito mais de implementar a fiscalização sobre o comércio ilegal de armas.
Como afirmaram ontem em artigo neste jornal dois membros do Instituto Sou da Paz, “é preciso melhorar a qualidade das informações sobre armas em circulação e fiscalizar com mais rigor grupos e locais vulneráveis a desvios: colecionadores, atiradores, caçadores e empresas de segurança privada, além de estoques em fóruns, corporações policiais ou batalhões das Forças Armadas”.
A campanha do Governo Federal pelo desarmamento voluntário, cujo início foi antecipado para maio, merece ser apoiada. Iniciativa semelhante, nos meses que antecederam o referendo de 2005, resultou no recolhimento de mais de 500 mil armas.
Nada, porém, substitui a necessidade de combate mais eficaz das polícias ao tráfico de armas, no interior e nas fronteiras do país.
Folha de S.Paulo. Opinião, 14 abr. 2011.

PROPOSTA DE REDAÇÃO SOBRE DESARMAMENTO

Após a leitura da coletânea, inclusive dos links propostos, e de outras que você pesquisou ou de que se lembra, desenvolva um texto analisando a questão do “Desarmamento” sob a ótica do desarmamento.

INSTRUÇÕES PARA CADA SÉRIE

1º EM

Vocês desenvolverão um texto narrativo coerente com a proposta. Em sua redação narrativa, vocês devem trazer a questão à tona, isto é, em algum momento a discussão sobre o desarmamento deve aparecer. Além disso:

  • O tipo de narrador é livre. Pode ser em primeira ou terceira pessoa;
  • Os elementos da narrativa devem ser evidenciados (lugar, tempo…)
  • É permitido o uso de discurso direto;
  • Não faça rasuras;
  • Preencha o cabeçalho por completo.

2º e 3º EM

Vocês desenvolverão um texto dissertativo analisando os prós e contras do desarmamento diante dos acontecimentos e discussões após a tragédia em Realengo. Além disso:

  • Use a norma culta em seu texto;
  • NÃO FAÇA RASURAS. Faça um rascunho de seu texto;
  • Lembre-se de que a obrigação de ser claro é sua. Faça uma letra legível;
  • Preencha o cabeçalho com todas as informações pedidas;
  • Fundamente concretamente seu texto. Use a coletânea sem copiar, é claro;
  • Use caneta preta ou azul escura.

Tema nº 5

Já sugeri em classe, há algum tempo, que meus alunos fizessem uma atividade de redação baseada na canção “Domingo no parque” do Gilberto Gil, percebi que muitos gostaram e, mais que isso, os textos produzidos ficaram muito bons. Pensando em levar adiante este trabalho, decidi voltar a algo parecido. Nesta proposta de redação narrativa, vamos usar agora a canção “Maninha” do Chico Buarque.

PROPOSTA DE REDAÇÃO NARRATIVA

Maninha

Se lembra da fogueira Se lembra dos balões Se lembra dos luares dos sertões A roupa no varal Feriado nacional E as estrelas salpicadas nas canções Se lembra quando toda modinha Falava de amor Pois nunca mais cantei, ó maninha Depois que ele chegou Se lembra da jaqueira A fruta do capim O sonho que você contou pra mim Os passos no porão Lembra da assombração E das almas com perfume de jasmim Se lembra do jardim, ó maninha Coberto de flor Pois hoje só dá erva daninha No chão que e!e pisou Se lembra do futuro Que a gente combinou Eu era tão criança e ainda sou Querendo acreditar Que o dia vai raiar Só porque uma cantiga anunciou Mas não me deixe assim, tão sozinho A me torturar Que um dia ele vai embora, maninha Pra nunca mais voltar

Chico Buarque. Álbum Chico Buarque Letra e Música.

Instruções para proposta de redação

1.  Crie uma história em que os elementos dessa canção estejam presentes.
2.  Explicite quem é “ele”.
3.  Conflito: dois irmãos vs “ele”.
4.  Foco narrativo em primeira pessoa.

Não se esqueça das instruções adicionais:

  • escrever usando caneta preta ou azul escuro;
  • fazer, no máximo, 30 linhas;
  • preencher o cabeçalho por completo.

Tema nº 6

Pode parecer que, a princípio a proposta de redação está atrasada, mas explico. Ela é uma reedição de uma outra que publiquei há um bom tempo num outro blog que agora faz parte deste. Por isso, use-a como exercício e não despreze temas mais antigos que podem ajudar na construção da argumentação em temas mais atuais. Vejamos então.

A notícia sobre a crise no Egito tomou conta dos noticiários nos últimos dias. Entender o que ocorreu ali é importante para mostrar como deve funcionar a democracia no mundo. Leia os fragmentos abaixo relacionados à crise e em seguida faça o que se pede:

Revolta no Egito

Depois de 18 dias de protestos, prisões e centenas de mortes, o ditador egípcio Hosni Mubarak cedeu: renunciou a um governo que já durava 30 anos e se afastou da capital Cairo. Em seu lugar, assume um conselho militar que pretende governar o país até as eleições de setembro. Como primeiras medidas, a junta decidiu suspender as duas casas do Parlamento e demitir o gabinete ministerial. A saída de Mubarak detonou uma onda de euforia e otimismo, em particular na simbólica praça Tahrir (Libertação), no centro da capital, espécie de quartel-general dos manifestantes. No entanto, o clima político é de incertezas, a começar pelo papel que caberá à mais organizada força de oposição a Mubarak, o grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana.

(http://veja.abril.com.br/tema/revolta-no-egito acessado em 12.02.2011)

Imprensa egípcia destaca a contribuição dos jovens na revolução

A imprensa egípcia destacou neste sábado em suas manchetes a queda de Hosni Mubarak, após três décadas no poder, e a vitória dos jovens que promoveram esta revolta popular sem precedentes.

“O povo fez o regime cair” e “Triunfou a revolução de 25 de janeiro” são as manchetes dos diários governamentais “Al-Ahram” e “Al Gumhuriya”, que até então demonstravam apoio incondicional a Mubarak.

(http://veja.abril.com.br/tema/revolta-no-egito acessado em 12.02.2011)

A verdade, finalmente

A revolução egípcia destampou a panela de pressão do maior país do mundo árabe. Finalmente saberemos o que anda de fato cozinhando dentro dela.

Os Estados árabes, desde sua constituição, reprimiram suas sociedades: os direitos políticos, os direitos civis, as mulheres, a imprensa, a cultura, a confiança, o desenvolvimento econômico, social e individual.

No final dos anos 1990, quando estive no Iraque de Saddam Hussein, passei 11 dias com um simpático motorista que me levou para conhecer sua família. Falávamos de tudo, mas sempre que perguntava sobre Saddam, ele se calava e balançava a cabeça para enfatizar que aquele era assunto proibido, mesmo na intimidade.

Os egípcios, em poucos dias e de forma pacífica, derrubaram essa barreira do medo, pilar das autocracias árabes.

Por isso, a revolução é o evento mais transformador da história pós-colonial da região. Mostrou como sociedades mais conectadas e globalizadas conseguem se organizar e mobilizar contra estruturas arcaicas, sob a proteção das lentes da imprensa global e de incontroláveis blogueiros, twitteiros e redes sociais.

Mas transformador não é necessariamente melhor.

A história da região recomenda pessimismo. Da Revolução Iraniana que desembocou na notória teocracia islâmica, do processo de paz israelense-palestino que desembocou na sangrenta intifada e em guerra, das nascentes democracias palestina e libanesa, que desembocaram em Hamas e Hizbollah no poder.

Rodando o modelo, é mais fácil antever o Egito permanecendo sob os militares ou caminhando para um regime islâmico do que se transformando numa democracia.

Revoluções populares são muito mais eficientes para derrubar regimes do que construir democracias. Por enquanto tivemos uma revolução popular em paralelo a um golpe militar: os militares viram que seria melhor entregar Mubarak do que o poder.

Otimismo não seria recomendado dentro das premissas usuais na região. Mas há elementos muito novos aqui, principalmente a revolução tecnológica e a intensificação da globalização.

Um dos maiores líderes dessa revolução é um executivo egípcio do Google que ajudou a espalhar a revolta online e ontem estava na CNN dizendo que quer encontrar Mark Zuckerberg para agradecê-lo pelo que seu Facebook fez pelos insurgentes. Quem preveria esse tipo de coisa um mês atrás?

A forma extraordinária como se organizou os protestos, a queda rápida do longevo ditador, o acompanhamento global ao vivo dos eventos no centro do Cairo apontam para um mundo que já mudou.

As autocracias árabes sempre se justificaram como escudo contra o extremismo islâmico e a instabilidade. Esse escudo caiu e agora vamos saber o que de fato está por trás dele.

A verdade, finalmente.

(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/874671-a-verdade-finalmente.shtml)

Baseado nos textos apresentados e em suas leituras, coloque-se na posição de um articulista do caderno internacional de um jornal de grande circulação. Redija um texto opinativo sobre os recentes movimentos sociais no Egito.

Instruções:

  • Pesquise para escrever seu texto. Não se limite à coletânea;
  • Procure, em seu texto, apresentar os benefícios da queda de um ditador;
  • Se possível, mostre que outros países vivem ainda sob ditadura;
  • Dê um título ao seu texto;
  • O texto deve ter entre 20 e 30 linhas;
  • Preencha o cabeçalho da folha de redação por completo.

Tema nº 7

Segundo o Portal da Sustentabilidade (http://www.sustentabilidade.org.br), sustentabilidade é:

“…um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. (…) A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.”

É certo que está chegando ao nível máximo a nossa capacidade de produção de alimentos, moradia e demais produtos. No ritmo em que a população continua crescendo e os recursos naturais (água potável, terras cultiváveis e minerais) vão se esgotando. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”.

O termo original foi “desenvolvimento sustentável,” um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas, hoje, referem-se ao termo “desenvolvimento sustentável” como um termo amplo, pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. “Sustentabilidade”, então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas. (adaptado de http://www.sustentabilidade.org.br).

Diante de tais conceitos, fica claro que é necessário fazer algo. Pressupondo que você seja um jovem envolvido em sua comunidade, redija um texto dissertativo com o seguinte tema:

Sustentabilidade: a responsabilidade é apenas do outro?

Instruções:

  • Pesquise sobre o assunto e apresente um diferencial em relação aos outros textos;
  • Não copie trechos grandes da coletânea;
  • Dê um título ao seu texto;
  • O texto deve ter entre 20 e 30 linhas;
  • Preencha o cabeçalho da folha de redação por completo.

Tema nº 8

Abaixo você encontrará alguns fragmentos de uma reportagem publicada no Uol Educação a respeito de um caso de processo envolvendo alunos e professores. Leia e, em seguida, redija seu texto observando as instruções da atividade.

Dois professores da UnB processam estudantes; um deles será indenizado em R$ 8,5 mil

Dois conflitos entre professores e alunos chegaram à Justiça pelas mãos dos próprios docentes que, descontentes com o comportamento dos estudantes, moveram ações indenizatórias. Uma delas foi julgada na última terça-feira (1) com resultado favorável à professora Mônica Valero, do departamento de ciências farmacêuticas da UnB (Universidade de Brasília).
Mônica vai receber R$ 8,5 mil contra 17 ex-alunos que, em 2005, divulgaram um documento de quatro páginas intitulado “Manifesto da Mediocridade”, em que acusavam a professora de não dominar a disciplina que lecionava.

(…)

O caso dos 17 ex-estudantes da Ciências Farmacêuticas condenados a pagar R$ 8,5 mil a professora Mônica Valero por danos morais aconteceu em 2005. Um documento espalhado pelo departamento acusava a professora de não dominar a disciplina que lecionava. “Eu sinto que a justiça foi cumprida. Foi uma fase horrível que manchou a minha vida profissional naquele momento, mas agora estou em paz”, comentou a professora.
Mariana Vidal, uma das ex-estudantes, esperava que Mônica não fosse adiante com o processo. “Isso mostra que ela é mesmo uma pessoa medíocre. Ela poderia ter levado na brincadeira como os outros professores”, disse. Outra ex-aluna, Pollyana Sousa, afirmou que não se arrepende de ter assinado o documento. “Tudo o que está escrito lá é verdade. Ela era estúpida com a gente em sala de aula”, conta.
Além de procurar a Justiça, Mônica tentou que a universidade punisse os estudantes. O colegiado de ciências farmacêuticas encaminhou ao professor Reynaldo Felipe Tarelho, na época diretor da Faculdade de Saúde, uma solicitação para instaurar um processo administrativo.
“Na verdade não aconteceu nada. Os alunos pediram desculpas numa reunião do colegiado. Eu não queria que fossem expulsos, mas esperava que fossem suspensos”, afirma Mônica. Ela conta que, dos cinco professores citados no documento, duas docentes pediram demissão por causa da manifestação dos estudantes. “Eu fazia isso também quando estudava, mas é inadmissível denegrir a imagem de alguém”, argumenta. “Eu queria dar uma lição, não processei por dinheiro”, completa.

(Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/04/dois-professores-da-unb-processam-estudantes-uma-deles-sera-indenizada-em-r-85-mil.jhtm)

Os limites da liberdade têm se tornado cada vez menos nítidos. A liberdade para publicarmos e falarmos o que quisermos acaba fazendo com que confundamos o que é crítica com a ofensa pessoal. Baseado na leitura do texto acima e em sua experiência, redija seu texto respondendo a pergunta abaixo:

Qual o limite entre a crítica e a ofensa?

Instruções:

•    Escreva entre 20 e 30 linhas;
•    Use a modalidade culta da linguagem;
•    Use exemplos concretos para fundamentar sua argumentação;
•    Você pode citar a coletânea dada aqui;
•    Preencha o cabeçalho da folha de redação por completo;
•    Use, como sempre, caneta azul ou preta.

Tema nº 9

O início do ano letivo é uma ótima oportunidade de mudar a maneira como se encara os estudos. Quem fez o necessário para passar de ano precisa estudar mais, pois o mercado é competitivo e não é sendo um aluno mediano que se conseguirá uma vaga nas melhores faculdades. Já quem sempre foi estudioso, é hora de sistematizar os estudos para manter as médias e, consequentemente, ser aprovado em ótimas faculdades. Estudar é importante, mas a opinião do Calvin é um pouco diferente. Se a sua é a de que devemos nos preparar adequadamente para o vestibular, dê uma olhada nessas dez dicas de redação que dou neste artigo. Veja a tirinha e, em seguida, faça o que se pede.

tirinha-habitos-de-estudo

Esta é uma proposta de redação de texto narrativo. Como já vimos, é um texto de características específicas. Sabendo disso, redija um texto com as personagens que estão na tirinha. O enredo deverá apresentar não só a cena da tirinha, mas os fatos ocorridos depois. O que aconteceu no dia seguinte na escola? Sem ter estudado, como ele fez a prova?

Instruções:

  • Anote as ideias que pretenderá desenvolver antes de começar o texto;
  • Siga o enredo proposto em sala de aula;
  • Dê um título;
  • Redija o texto a caneta azul escura ou preta e apenas nessas cores;
  • Faça uso do discurso direto, mas não em excesso;
  • O texto deve ter entre 20 e 30 linhas;
  • A fala das personagens deve ser adequada a elas;
  • Preencha o cabeçalho da folha de redação por completo;

Tema nº 10

Quem, ao passar pelas ruas das grandes cidades, nunca viu uma pessoa maltrapilha nos faróis, praças, embaixo de pontes… Todas elas famintas, mendigando o que comer. Enquanto isso, muita comida é desperdiçada por aí. Olhe para sua casa. A maioria das pessoas desperdiça uma quantidade imensa de alimento todos os dias.

Pensaremos sobre isso nesta nova proposta de redação. Lembremos inicialmente que não adianta escrever que “é culpa do governo”, porque depende de cada um mobilizar-se para ajudar o próximo e também para evitar o desperdício.

Para esta proposta, é obrigatório propor uma solução para o problema do desperdício.

Proposta de redação

“O Brasil é mesmo um país pobre? As empresas brasileiras perdem de 20% a 30% do faturamento anual e as famílias jogam no lixo 15% a 20% dos alimentos que compram.”

Que desperdício!

De 30 a 40% de todos os alimentos produzidos no país vão parar no lixo. Em países desenvolvidos, esse índice não chega aos 10%. Aqui, são toneladas e mais toneladas de comida perdidas diariamente. Boa parte do desperdício ocorre logo na colheita e no transporte, mas os consumidores também têm sua parcela de responsabilidade. O brasileiro – pasme! -joga fora mais comida do que a que de fato leva à mesa. Um estudo da Embrapa Agroindústria de Alimentos mostra que só em hortaliças, por exemplo, o total de perda a cada ano é de 37 quilos por habitante, enquanto a ingestão desses vegetais não passa dos 35 quilos no mesmo período. Toda essa comida desperdiçada equivale a 12 bilhões de reais que o país despeja nas lixeiras a cada ano. Para se ter uma idéia, isso é quase metade do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome ou 24 vezes o da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Estamos, literalmente, botando dinheiro e saúde no lixo. Veja o que está ao seu alcance para mudar esse panorama desde a hora em que você seleciona vegetais fresquinhos na feira ou no supermercado até o momento em que os leva para a panela.
Fonte do texto: http://saude.abril.com.br/edicoes/0294/nutricao/conteudo_266027.shtml

Instruções

  • A fuga dos quesitos constantes do enunciado implicará anulação de seu trabalho, ou seja, sua redação valerá zero;
  • Use a norma padrão da língua portuguesa para escrever seu texto;
  • Sua redação não poderá ser escrita em versos;
  • Prefira usar caneta azul, embora seja admitido o uso de caneta preta;
  • Tente alcançar pelo menos 30 linhas

2 comentários

  1. Roseane Braga

    Amei todas as propostas, são ótimos temas para aguçar o posicionamento questionador de nossos alunos. E mais, são temas sempre atuais!!

    • Prof Rogério Souza

      Muito obrigado por seu comentário, Roseane. A ideia é trazer sempre boas discussões para nossas salas de aula. Abraço.

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