Concordância Verbal e Nominal: Domine as Regras que Mais Caem em Concursos

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Você já errou uma questão de concordância em prova e pensou: “Eu sabia essa regra!”? Pois é, a concordância verbal e nominal está entre os temas mais cobrados em concursos. Portanto, dominar essas regras não é opcional — é fundamental para sua aprovação.

Neste artigo, vou te mostrar exatamente o que as bancas querem ver. Além disso, você vai praticar com questões reais que já caíram em provas. Consequentemente, seu desempenho vai melhorar de forma significativa.

Concordância: O que Você Precisa Saber de Verdade

A concordância é a harmonia entre as palavras da frase. Contudo, muitos candidatos decoram regras sem entender a lógica por trás delas. Isso é um erro fatal.

Concordância Verbal

O verbo precisa concordar com o sujeito em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). Porém, existem casos especiais que confundem muita gente.

Principais situações:

  • Sujeito composto antes do verbo: verbo no plural
    • ✅ CERTO: “O diretor e a coordenadora chegaram cedo.”
    • ❌ ERRADO: “O diretor e a coordenadora chegou cedo.”
  • Sujeito composto depois do verbo: verbo concorda com o núcleo mais próximo OU vai para o plural
    • ✅ CERTO: “Chegou o diretor e a coordenadora.” (singular)
    • ✅ CERTO: “Chegaram o diretor e a coordenadora.” (plural)
  • Expressões partitivas (a maioria de, parte de): verbo concorda com o núcleo ou com o complemento
    • ✅ CERTO: “A maioria dos candidatos foi aprovada.”
    • ✅ CERTO: “A maioria dos candidatos foram aprovados.”

Concordância Nominal

Os determinantes (artigos, adjetivos, pronomes) concordam com o substantivo em gênero e número. Entretanto, algumas palavras exigem atenção especial.

Casos importantes:

  • MEIO (= um pouco): invariável
    • ✅ CERTO: “Ela estava meio irritada.” (advérbio)
    • ❌ ERRADO: “Ela estava meia irritada.”
  • MEIO (= metade): variável
    • ✅ CERTO: “Comprei meia dúzia de ovos.” (numeral)
  • É PROIBIDO / É NECESSÁRIO: sem artigo = invariável; com artigo = variável
    • ✅ CERTO: “É proibido entrada.” (sem artigo)
    • ✅ CERTO: “É proibida a entrada.” (com artigo)
  • BASTANTE (= muito): invariável quando advérbio
    • ✅ CERTO: “Havia bastante pessoas.” (advérbio)
  • BASTANTE (= suficiente): variável quando adjetivo
    • ✅ CERTO: “Razões bastantes foram apresentadas.” (adjetivo)

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Como as Bancas Cobram Concordância?

As bancas adoram pegar candidatos desatentos. Nesse sentido, elas criam armadilhas clássicas:

Cebraspe/Cespe: Gosta de frases longas com sujeito distante do verbo. Além disso, cobra muito a concordância ideológica (silepse).

FGV: Prefere casos especiais de concordância nominal, especialmente com palavras invariáveis disfarçadas de variáveis.

Vunesp: Foca em situações reais de uso, testando se você consegue identificar erros em textos jornalísticos.

Principais pegadinhas:

  1. Sujeito oculto ou distante: O verbo aparece longe do sujeito para confundir você.
  2. Expressões no plural com ideia de singular: “Dois meses é pouco tempo” (concordância ideológica).
  3. Palavras invariáveis que parecem variáveis: “alerta”, “menos”, “pseudo”.

Questões Práticas de Concordância

Agora é hora de colocar a mão na massa. Portanto, resolva as questões abaixo com atenção redobrada.

QUESTÃO 1. (Unicamp-SP) Apesar de consideradas erradas, construções como “No segundo turno nós conversa”, “A gente fomos”, “Subiu os preços” obedecem a regras de concordância sistemáticas, características principalmente de dialetos de pouco prestígio social. O trecho abaixo, extraído de um editorial de jornal (portanto, representativo da modalidade culta), contém uma construção que é de fato um erro de concordância: “Pode-se argumentar, é certo, que eram previsíveis os percalços que enfrentariam qualquer programa de estabilização (…) necessário no Brasil.” (Folha de S. Paulo)

(A) Transcreva o trecho em que ocorre um erro de concordância.
(B) Lendo atentamente o texto, você descobrirá que existe uma explicação para esse erro. Qual é?
(C) Transcreva o trecho de forma a adequá-lo à modalidade culta.

Gabarito:
(A) O erro está em “que enfrentariam qualquer programa”. O verbo deveria concordar com “percalços” (sujeito do verbo “enfrentar”), e não com “programa”.
(B) O erro ocorre porque o redator fez uma concordância atrativa, concordando o verbo com o termo mais próximo (“programa”) em vez do sujeito real (“percalços”).
(C) “Pode-se argumentar, é certo, que eram previsíveis os percalços que qualquer programa de estabilização enfrentaria (…) necessário no Brasil.”

QUESTÃO 2. Justifique a concordância dos termos em destaque nas frases a seguir:

(A) Vi parados no autódromo os carros da Fórmula 1.
(B) São precisos os trabalhos dos alunos para a revisão.
(C) Soldados, já estamos alerta!?
(D) Velhas partituras e instrumentos estavam lá.
(E) Dedos e mãos marcados de cortes profundos.

Gabarito:
(A) “Parados” concorda com “os carros” (plural masculino).
(B) “Precisos” concorda com “os trabalhos” (plural masculino).
(C) “Alerta” permanece invariável porque é advérbio (= atentos).
(D) “Velhas” concorda apenas com “partituras” (concordância atrativa); “estavam” concorda com todo o sujeito composto.
(E) “Marcados” concorda com todo o sujeito composto “dedos e mãos” no plural masculino (predominância do gênero masculino).

QUESTÃO 3. (Febasp) Ela estava …. irritada e, à …. voz, porém com …. razões, dizia …. desaforos.

(A) Meio – Meia – bastantes – bastantes.
(B) Meia – meia – bastante – bastante.
(C) Meia – meia – bastantes – bastantes.
(D) Meio – meia – bastante – bastante.
(E) N.d.a.

Gabarito: (D) “Meio” (= um pouco) é advérbio, portanto invariável. “Meia” em “meia voz” é numeral (metade da voz). “Bastante” antes de “razões” é advérbio (= muito), logo invariável. “Bastante” antes de “desaforos” também é advérbio, portanto invariável.

QUESTÃO 4. (Fameca-SP) Observe a concordância:

I – Entrada proibida.
II – É proibido entrada.
III – A entrada é proibida.
IV – Para quem a entrada é proibido?

(A) A número V está errada.
(B) A IV e V estão erradas.
(C) A II está errada.
(D) Todas estão certas.

Gabarito: (D) Todas as frases estão corretas. Em I, “proibida” concorda com “entrada”. Em II, sem artigo, “proibido” fica invariável. Em III, com artigo “a”, “proibida” concorda. Em IV, mesmo com a interrogação, “entrada” está determinada por “a”, então “proibida” deveria concordar — porém, admite-se “proibido” em linguagem informal ou com predicativo antecipado.

Observação: Esta questão apresenta nuances. Contudo, a banca considerou todas corretas, provavelmente aceitando variação na IV.

QUESTÃO 5. (UEPA) Baianês De Carla Perez na TV falando da cirurgia que fez no joelho: “Agradeço ao público que rezaram muito por minha recuperação.” A baiana é boa de pé mas é ruinzinha de língua. (Província do Pará 5-10-97)

O comentário jocoso do jornalista justifica-se porque na fala da artista ocorre um desvio de:

(A) Concordância verbal.
(B) Concordância nominal.
(C) Regência verbal.
(D) Regência nominal.
(E) Colocação.

Gabarito: (A) O erro está na concordância verbal. O verbo “rezaram” deveria estar no singular “rezou”, concordando com “público” (sujeito singular). Portanto, o desvio é de concordância verbal.

QUESTÃO 6. (UFSE) Todos os …. que foram chamados ao Ministério estavam …. ressabiados com os …. que por ali corriam:

(A) Vice-reitores, meios, abaixos-assinados.
(B) Vices-reitores, meio, abaixo-assinados.
(C) Vices-reitores, meios, abaixo-assinados.
(D) Vice-reitores, meio, abaixo-assinados.
(E) Vice-reitores, meio, abaixos-assinados.

Gabarito: (D) “Vice-reitores” (plural de vice-reitor: somente o segundo elemento varia). “Meio” é advérbio (= um pouco), logo invariável. “Abaixo-assinados” (plural: os dois elementos variam porque “abaixo” é advérbio e “assinados” é particípio que varia).

Conclusão

Dominar a concordância verbal e nominal é essencial para sua aprovação. Além disso, essas regras aparecem em praticamente todas as provas. Portanto, revise constantemente e pratique com questões reais.

Consequentemente, você vai perceber padrões e evitar as pegadinhas das bancas. Nesse sentido, o treino é seu maior aliado.

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