Como fazer uma boa redação para concursos públicos

A redação dissertativa é modalidade amplamente exigida nos concursos públicos e parece guardar em si a nossa competência para opinar sobre o mundo, questionar os fatos, criticar as circunstâncias e é por isso que sempre recebo perguntas sobre como fazer uma boa redação para concursos públicos.
Ela é bastante popular nas provas que dão acesso a vagas no setor público e muitas são as pessoas que procuram saber como fazer uma boa redação já que estudar para concursos públicos exige bastante empenho e métodos que facilitem o trabalho do concurseiro.
Aulas de Português e modelos prontos de textos dissertativos são apenas alguns dos recursos que trazemos para os candidatos, pois assim como fazer uma boa redação no Enem pode ajudar um candidato a conquistar uma boa colocação no SISU e, consequentemente a vaga na universidade,a redação do concurso pode ser a garantia de um futuro com independência financeira.

ÍNDICE

Aprenda a fazer boas redações nos concursos públicos no Brasil

Aprenda a fazer boas redações nos concursos públicos no Brasil

A redação dissertativa é também um modal que se destina à especulação filosófica sobre os fatos e quer sempre “provar” alguma coisa, dadas as características específicas que possui. Para isso é que serve uma dissertação: para que os outros nos compreendam as opiniões, revelar o que pensamos sobre os acontecimentos. Ou seja: de um modo sutil, mas eficaz, ela nos desvenda.

O que nos encanta é a narração, sobre isso não há dúvida. Mas o que nos coloca frente a frente com o mundo que habitamos é a dissertação, que permite a quem nos leia nos julgar ou verificar nossa coerência e capacidade de contextualizar fatos e ideias.

Mas para que possamos escrever bem uma redação dissertativa, é preciso também levar em conta que precisaremos nos inteirar dos assuntos que nos cercam. Não há ninguém que escreva bem – já lemos isso… – quando não sabe bem sobre o que vai escrever.

Neste artigo você vai estudar o que é a dissertação, para o que serve e como pode ser classificada.

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1 – Introdução: o que é, como é, para o que serve?

Existem, em redação, como já vimos em outros artigos aqui no blog, três modais (modalidades para a construção de um texto): a narração, a descrição (modal misto) e a dissertação. Já falamos, nos artigos anteriores, a narração. E hora, portanto, de começar a entender definitivamente o que é dissertar.

Temos uma preferência por ler (ou escutar) histórias e tudo o que nos restou de qualquer civilização como registro tem como base a narrativa. Mas, com o aparecimento de filosofias, códigos e leis que regem os povos, com o advento do mundo técnico e racional, a dissertação ganha um lugar de destaque, sobretudo a partir do século XVIII, quando os jornais aparecem definitivamente e os homens célebres neles escreviam opinando ou debatendo.

No universo dos vestibulares, dissertar quer dizer analisar criticamente, discutir um tema, opinar e debater sobre um assunto de maneira ordenada (começo, meio, fim) e usando uma linguagem que se distancie da norma popular, coloquial, mas que condene o pedantismo, o purismo, o preciosismo. Ou seja: analisar, escrever sobre um tema que nos seja oferecido no vestibular usando preferencialmente a linguagem com a qual nos comunicamos (norma padrão), mas sem gírias, palavrões, lugares-comuns, os quais empobrecem o texto.

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2 – Os tipos dissertativos

A dissertação poderá ser classificada quanto ao método utilizado para sua obtenção das seguintes maneiras:

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– Expositiva

Acontece quando, no texto, o articulador das ideias utiliza dados fartamente noticiados em jornais, revistas, rádio, televisão, enciclopédias. Tais ideias são amplamente conhecidas e, por isso mesmo, inquestionáveis quanto ao conteúdo. Como o próprio nome diz, expõe os fatos, mas não apresenta necessariamente uma discussão.

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– Argumentativa

Acontece quando, ao escrever, nos dispomos a refletir sobre os assuntos enfocados, usando pontos-de-vista pessoais, aproximando ou correlacionando os fatos a fim de que cheguemos facilmente a uma conclusão. Entre as maneiras de dissertar, é considerada sofisticada: a visão sobre os fatos discutidos é crítica, há evidências e juízos que são trazidos à luz de maneira analítica.

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– Mista

Não seria preciso dizer que este último método é o melhor… Por quê? Porque guarda em si as possibilidades dos dois anteriores, ou seja: ao mesmo tempo que você expõe os fatos conhecidos de todos, que podem se transformar em exemplificação atualizada, também permite que se argumente de maneira analítica, portanto crítica, e aí sejam inseridos questionamentos, juízos de valor, elementos tão caros e necessários a qualquer texto dissertativo.

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3 – Características da Linguagem Dissertativa

A linguagem dissertativa tem suas próprias características: em primeiro lugar, não deve ser coloquial ou aproximada da fala, usando termos chulos, gírias. Por outro lado, não deve também ser sofisticada em demasia, a ponto de se parecer com um discurso de Rui Barbosa… Então, qual a linguagem que devemos usar quando escrevemos dissertativamente? Procure utilizar-se da norma padrão da linguagem, evitando citações pomposas, palavras que você não usa costumeiramente.

Mas, lembre-se: é grande a distância entre falar e escrever…

A dissertação expõe, inclusive, nossa formação cultural e a maneira como vemos e entendemos o mundo. Quando falamos, contamos com muitas outras possibilidades para que os outros nos entendam: tom de voz, gestos, caras e bocas… mas quando escrevemos, contamos com a nossa capacidade de dizer, sobre o assunto, o que melhor guardamos em nós, opiniões pessoais.

É difícil? Sim. E lembre-se de que um texto não vem ao mundo de uma hora para outra. Ele é um.complexo de circunstâncias. Mais: ele é o que você é… por escrito!

De qualquer maneira que escolhamos dissertar, o fazemos sempre para demonstrar aspectos do que pensamos, para persuadir o outro, para mostrar nossa capacidade de crítica, de análise sobre determinado grupo de acontecimentos. Dissertamos para demarcar um espaço intelectual, dizer algo que é ponto de vista nosso, particular, advindo do nosso esforço de compreender o mundo.

“A palavra sagra os reis, exorciza os possessos, efetiva os encantamentos. Capaz de muitos usos, é também a bala dos desarmados e o bicho que corrói as carcaças dos podres.” (Osman Lins)

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– As diferenças entre fala e escrita

Sabemos que o meio de expressão de todas as línguas humanas é o som produzido pelo aparelho fonador. Mas a maior parte delas, no entanto, possui um segundo meio de expressão: a escrita. Sua origem é o Oriente Médio, há cerca de 5 mil anos, e, como meio, ligou-se desde o início à prática dos desenhos; apesar disso, há inúmeras línguas no mundo que não dispuseram e nem dispõem de registros com caracteres impressos e significativos.

A necessidade da escrita parece ligar-se ao grau de complexidade das culturas humanas. E, em algumas culturas fundamentalmente fechadas, onde é possível preservar o conhecimento do grupo transmitindo-se oralmente, de geração para geração, toda a substância essencial da memória, não há necessidade da escrita. No entanto em nossa cultura, heterogênea e aberta, registrar por escrito os fatos é valor fundamental para preservação futura.

Apesar de haver correlações entre fala e escrita, o ato de escrever é muito diferente do ato de falar. E a grande diferença reside essencialmente no fato de o interlocutor estar presente na hora da fala e ausente no momento em que escrevemos. Como localizar para quem escrevemos? Quem nos lerá? De que modo seremos interpretados e… será mesmo que nossa mensagem pôde ser decodificada?

Quando falamos, qualquer problema na interpretação ou compreensão pode ser imediatamente retomado e solucionado através de uma interrupção de quem nos ouça; além do que, quando conversamos ou somos ouvidos, outros componentes da “fala” formam um ambiente propício: gestos, expressões faciais, tons de voz que completam, modificam, reforçam o que dizemos.

Mas, no momento de escrever, falta-nos tudo isso. No concurso público, por exemplo, assim que entregamos nossa redação, ela estará longe de nós e já não poderemos complementar ideias truncadas (ah, professor, aí nesse lugar eu quis dizer isso…), nem introduzir nossos gestos, nosso tom de voz, enfim, nossas famosas “caras e bocas” de quando falamos, falamos, falamos…

Um diálogo a distância…

Quando nosso texto nos escapa das mãos, ele vai sozinho e nos representará. É, também, uma espécie de diálogo a distância, leva, de qualquer forma, a nossa mensagem, a maneira como enxergamos o mundo, os outros e os fatos. Por isso, é sempre bom lembrar, quando escrevemos, que ao colocar ideias no papel temos que nos colocar também no lugar do outro, o nosso leitor. Somos claros?

Temos dificuldades em nos expressar? Nossos argumentos são frágeis?

O leitor não deverá ter dificuldades em nos compreender e, caso tenha, a comunicação ficará truncada’, com consequências trágicas para nós.

Planejar o texto, eis a questão

A fim de expressar-se claramente na escrita, acostume-se a planejar o texto dissertativo no concurso (esquematizar o que pretende escrever) e reescrevê-lo até que as ideias estejam perfeitamente claras, compreensíveis. Pergunte a si mesmo, colocando-se no lugar do leitor, se o texto está claro e se traduz seu pensamento.

Tenha paciência com você: um bom texto não vem ao mundo de uma hora para outra…

Outra coisa: escrever não é meramente transpor a fala para o papel.

Observe:

Texto I (falado)

“Ela tava ali, lindinha e nos conformes, cara… Fiquei olhando, imaginando um jeito de dizer, bem, você sabe, né? De dizer aqueles negócios que fico pensando sem ela. Era hora, agora, vou lá, dou uma chavecada nela, buzino umas no ouvidinho dela, tá na minha… Bom, tava faltando coragem, puxa, foi me dando um frio, uma coisa, um estado… Virei as costas, meu irmão, e me mandei…”

Texto II (escrito)

“Digo a você que ela estava lá, diante dos meus olhos. Perfeita. Olhei-a imaginando um jeito de dizer o quanto era importante para mim, dizer o que pensava dela quando estava a sós comigo mesmo. Pensei ser a hora certa, conversar. Mas me faltou coragem. Fugi.”

Como você pode observar, há características peculiares de um texto escrito. Ele deve se apresentar como um todo semântico, com as partes bem amarradas, desprovido das marcas de oralidade tais como repetições, pausas, inserções, expressões vulgares ou continuativas.

Em minhas aulas de Português, sempre digo que a língua escrita parece pertencer a um outro universo, embora consigamos registrá-la facilmente. Há concordâncias, regras; além do que uma outra exigência da escrita é sua apresentação formal: os parágrafos devem começar a uma distância certa da margem e com letra maiúscula; as palavras devem ser separadas umas das outras por espaços em branco; as orações devem ser pontuadas; as palavras necessitam de ortografia oficial.

No entanto, deve ficar bem claro que tais exigências não constituem a qualidade principal de um texto escrito: saber grafar corretamente as palavras ou acentuar seguindo as regras não quer dizer que se escreva bem porque saber escrever é, antes de tudo, saber transpor com clareza e eficiência as ideias para o papel. É assim que se constrói um bom texto.

Dessa forma, tenha em mente:

1) Escrevemos para dar um testemunho de nossa existência e… eficiência, não apenas para tirar uma nota, passar num vestibular;

2) É preciso que leiamos o que escrevemos com o olho do outro, ou seja, autocrítica é fundamental;

3) Precisamos nos familiarizar com a escrita, e devagar colocarmos nossos pensamentos na forma desejada.

De dentro para fora…

Mas… de nada adiantará a você saber bem regras de ortografia, pontuação, acentuação, concordância verbal e nominal, se não tiver aquilo que pode chamar de “estofo”, ou seja, sua redação só será boa caso se disponha a cuidar, antes de realizá-la, de seu intelecto.
Não se escreve sobre aquilo que não se sabe. Portanto, disponha-se a ler jornais, revistas, livros, a observar o mundo e a verificar que verdades costumam ter dois lados. Reconheça de que lado está. Afinal, você já ouviu dizer que “Quem quer conhecer o gato deve levar em consideração também o ponto de vista do rato.”

Leia bastante, discuta sobre o que leu, debata suas ideias, construa seu universo intelectual. Cresça, enfim, de dentro para fora. Invista em você, em sua criatividade, em sua capacidade de estar atento.

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4 – Divisão estrutural da dissertação

Escrever é decorrência do ato de pensar. Então, leia de tudo um pouco: filosofia, religião, política, bula de remédio, receita de bolo, história em quadrinhos, editoriais de jornais, notícias de assassinatos, out-doors, poemas, romances, resumo da sessão da tarde. Dessa forma, estará construindo seu lado de dentro, um universo muito mais rico, e buscando construir um discurso próprio, particular, marca de sua própria individualidade. Afinal, só escrevemos bem quando sabemos bem sobre o que vamos escrever.

A rigor, a dissertação é uma estrutura tripartida: tese (ou proposta), desenvolvimento (ou argumentação) e fecho (ou conclusão). Neste capítulo, vamos estudar cada uma destas três partes.
A tese equivale, como você sabe, a uma proposta que fazemos ao nosso leitor-corretor: é sobre o que vamos falar, defender. É como se você apresentasse seus pontos-de-vista iniciais e que serão desenvolvidos ao longo do que escreverá.

O desenvolvimento é a grande prova-dos-nove: é argumentação pura, exemplos, aproximações, citações. É ali que seu corretor centrará a mais aguda observação; e é ali também que você, caso não saiba adequadamente sobre o assunto, poderá tirar sua menor nota apreciativa. Quem lê, está informado sobre os fatos, passa por esta parte com facilidade e rapidez.

O fecho é a parte última, a finalização de todos os registros, ideias e especulações contidas no texto. A melhor maneira de “fechar” um texto é supondo algo, fazendo uma hipótese. Mas isso é matéria para um outro capítulo…

“De qualquer forma, o prazer não implica facilidade, ele é trabalho e procura e construção: o prazer da escritura não se separa do prazer da leitura: quem escreve é o primeiro leitor de si. próprio.”
(Joaquim Brasil – O impossível prazer do texto-ABL/UNICAMP)

Você já leu muitas vezes, ou aprendeu em todas as aulas a que assistiu sobre como dissertar, que a estrutura da dissertação é tripartida: Tese (ou Introdução), Argumentação (ou Desenvolvimento) e Conclusão (Fecho).

A Tese é a “cabeça” da redação e destina-se à apresentação da ideia central que pretendemos desenvolver; consta apenas de um parágrafo; a Argumentação é a “barriga”, nela defende-se a tese proposta, argumenta-se, critica-se, dá-se exemplos, justificativas, opiniões, a fim de comprovar a ideia central da tese (contém 3 ou 4 parágrafos). O Fecho (ou conclusão) põe término à redação. São os “pés”: conclusão de nossas ideias, sintetiza o conteúdo dos nossos argumentos, oferece hipótese de solução, dá o acabamento aos nossos argumentos, permite ironias, enfeixa soluções, resume nossa opinião, veicular hipóteses de resolução.

Mas, o que significa verdadeiramente dizer que um texto tem obrigatoriamente que ostentar uma proposta, um desenvolvimento e um fecho?

Ainda: em que momento da escritura você percebe que precisa terminar uma parte e iniciar a outra?
Leia o texto publicado no site sobre análise e interpretação de textos, observando cada trecho que nele se enfeixa, como é o movimento que cada parte toma para obter-se uma ideia inteira, uma circunstância típica da dissertação: sobre o que vamos escrever (como proposta), os exemplos e contraexemplos, as associações e, por fim, o fecho ou conclusão.

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5 – Como é que se começa uma dissertação?

Muitas vezes, diante de um tema muito especial, você se flagrou pensando: e agora, como posso começar esta dissertação?

Abaixo você vai aprender dez tipos ou maneiras de abrir uma dissertação. Elas também podem ser combinadas entre si, o que daria a você uma gama enorme de possibilidades.

O que fazer quando, desesperados, estamos diante de uma folha em branco e os minutos correm nos ponteiros do relógio, em pleno exame vestibular ou concurso? Pois você poderia começar fazendo uma interrogação, ou uma sequência delas… mas deve pagar o preço: responder às questões. Que tal começar de um jeito novo, narrando um fato, como numa reportagem? Estranho? Não, perfeito para alguns tipos de redação.

Podemos escolher fazer trajetórias do passado para o presente ou do presente para o passado; podemos ainda comparar social ou política ou historicamente povos e nações.

Mas, ao escolher como quer dissertar não se esqueça de que precisa, antes de qualquer coisa, conhecer o assunto que quer discutir.

“As artes ou ciências práticas não se aprendem só especulando, senão exercitando. Como se aprende a escrever? Escrevendo. Como se aprende a esgrimir? Esgrimindo. Como se aprende a navegar? Navegando.” (Padre Vieira)

Mas, voltemos à questão de como podemos iniciar o texto dissertativo. Muitas vezes já nos perguntamos isso. Quantas vezes!

Geralmente, dois impasses são os mais evidentes ao se escrever: começar e terminar uma redação; além disso, é claro, outros: pôr título, argumentar em três ou quatro parágrafos…

A tese (parágrafo introdutório ou parágrafo inicial) pode ser obtida através de alguns procedimentos: para tanto, são usadas definições simples, afirmações, citações, sequências interrogativas, comparações de características históricas, sociais ou geográficas.

Para se elaborar a tese, deve-se ter preocupação fundamental com o tema oferecido, levando-se em conta que o parágrafo introdutório é o norteador de toda a estrutura dissertativa, aquele que carrega uma ideia nuclear a ser utilizada de maneira pertinente em todo o desenvolvimento do texto.

Podemos iniciar nossa dissertação usando os seguintes tipos de tese:

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– Tipos de tese

1. Conceituando (definindo) algo (um processo, uma ideia, uma situação)
É a forma mais comum de começar. Exemplo:

“Violência é toda ação marginal que nos atinge de
maneira irreversível: um tiro que se nos é dado, um assalto
sem que esperemos, nosso amigo ou conhecido que perde
a vida inesperadamente através de ações inomináveis…”

2.  Apresentando dados estatísticos sobre o assunto enfocado pelo tema

“Hoje, nas grandes cidades brasileiras, não existe sequer um indivíduo que não tenha sido vítima de violência: 48% das pessoas já foram molestadas, 31% tiveram algum bem pessoal furtado, 15% já se defrontaram com um assaltante dentro de casa, 2% presenciaram assalto a ônibus…”

Este tipo de tese não é aconselhável se não se mesclar a direcionamento argumentativo.

3.  Fazendo uso de linguagem metafórica ou figurativa

Esta tese é utilizada basicamente em redações dissertativas de cunho reflexivo:

“Sorteio de vagas na educação… triste Brasil! Tristes e desamparadas criaturas que transformam-se em números sem particularidade individual e acabam, como num bingo do analfabetismo, preenchendo carteias da ignorância. Triste Brasil que em vez de fazer florescer intelectos, faz gerar o desconsolo e o descontentamento, impede o progresso intelectual e faz ressaltar a maior das misérias: a marginalidade que se cria fora do saber.”

4.  Narrando, através de flashes, acontecimentos, ações

Narrando, não se espante! Bem conduzida, esta sequência integra apenas o parágrafo introdutório. Cuidado! Não se desvie da dissertação introduzida dessa forma. O perigo é, sob pressão, continuar a narração.

“Durante nove meses, agentes do serviço secreto da presidência da República realizaram gravações clandestinas na rede de telefones usada pelas diretorias do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. Por mais de 30 semanas, os espiões da Abin, Agência Brasileira de Inteligência, gravaram conversas do presidente Fernando Henrique Cardoso, de ministros, dirigentes estatais e empresários. Depois se soube: a divulgação parcial dessas fitas detonou uma crise política e acabou na demissão do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros.”

Os outros parágrafos são dissertativos. Sob pena de tirar zero, não continue narrando!

5.  Apresentando uma interrogação ou uma sequência de interrogações

É comum o aluno dirigir-se ao professor indagando se este tipo de introdução não empobrece a dissertação do vestibular. Não se for bem conduzida:

a)   em primeiro lugar, na hora do “branco”, é sempre melhor começar interrogando que não começar;
b)   em segundo lugar, tome cuidado com o número de interrogações: todas deverão ser respondidas por você nos parágrafos argumentativos pois, afinal, é você quem estará opinando e não deve esperar respostas de ninguém, muito menos de seu corretor.

“Seu bombril é da Bombril? E a gilete é da Gillette? De tão conhecidas, estas marcas viraram nomes de produtos e foram incorporadas aos dicionários de português como se fossem substantivos comuns.”

“É verdade que, depois da porta arrombada, uma tranca é sempre nela colocada? Foi pensando assim que o governo nomeou, na última semana, a procuradora aposentada Anadyr de Mendonça Rodrigues para comandar a Corregedoria Geral da União, que tem estatus de ministério porque visa à apuração de todas as irregularidades cometidas no país.”

6.  Contestando definições, citações ou opiniões

Engano do aluno imaginar que não possa contrariar o tema proposto; ele pode (e deve) expressar livremente suas opiniões. Só assim haverá registro real de seu pensamento. Não mistificar o que pensa sobre os fatos, acontecimentos, é fundamental para a obtenção de boa nota. Nós só encontramos coerência verbal eficaz quando somos verdadeiros no que dizemos.

“Embora se divulgue largamente que a mulher está conquistando espaços tipicamente masculinos, épreciso observar que isso nem sempre se configura como realidade. Os postos mais importantes deste país, quer na vida pública, quer em empresas privadas, são sempre ocupados pelo sexo masculino. As pessoas parecem não confiar muito no trabalho da mulher, embora saibamos que ela é tão competente quanto o homem.”

7.  Organizando uma trajetória que vá do passado ao presente, do presente para o passado, ao comparar social, histórica, geograficamente fatos, ações humanas, ideologias

“Na Idade Média, no Renascimento ou até mesmo durante o Século das Luzes, a mulher esteve sempre à disposição da família, dos trabalhos domésticos e da criação dos filhos; somente no século XX ela ganha, ainda que não suficientemente, coragem para inserir-se no “mundo dos homens”: pilota, dirige grandes empresas, constrói edifícios.”

8.  Evidenciando uma série de argumentos que futuramente serão usados como expansores de parágrafos argumentativos

“Poucas vagas para as crianças, muita propaganda na tevê, um número exorbitante de adultos analfabetos, um país fingindo que sabe ler…”

Observação: cada um dos argumentos acima numerados podem, individualmente, ser transformados em um parágrafo argumentativo que discuta, por exemplo, a falta de vagas na escola.

9.  Comparando social, geográfica ou historicamente nações, ações, acontecimentos, circunstâncias

O que poderia haver de comum entre jovens pobres do Harlem no final do século XX e um poeta italiano do século XIII? A equipe de McClintock mostrou que Dante, como eles, também era rebelde, incompreendido, pressionado. (Gilberto Dimenstein, Projeto Aprendiz, via Internet)

“Enquanto que em países desenvolvidos como o Japão ou Itália o índice de mortalidade infantil é inferior a 2%, na América Latina há regiões em que atinge os imorais 6,4%, como em alguns bolsões de miséria absoluta no Piauí, sul do Pará e Maranhão.”

“Antigamente se dizia do FGTS que se tratava de uma “poupança forçada”. Estávamos no regime militar e, sempre que possível, punha-se ênfase no fato de que as coisas eram “forçadas”. Mas o tempo passou, e o FGTS acabou promovido “património do trabalhador”, inclusive com os sindicatos participando de sua gestão.” (Gustavo Franco, revista Veja)

10. Caracterizando aspectos físicos ou espaços (fechados e abertos), descrevendo-os

“Um corredor superlotado, pessoas deitadas pelo chão, nas macas, sobre pias, em péssimas condições de higiene e de saúde: eis uma fotografia da perversa realidade brasileira na área da saúde.”

“É num pequeno sobrado, numa rua de pouco movimento, que acontecem, entre paredes encardidas, na salta exígua, as sórdidas negociações envolvendo os incentivos oficiais da Sudam, em Belém.”

Além desses tipos que agora aprendemos, você poderá utilizar-se de um expediente interessante quando começar suas redações: mesclar os dez tipos que temos disponíveis. Que tal, por exemplo, interrogar e descrever?

“Quem poderia supor Miss Brasil 2001 totalmente biônica? Quem poderia apostar numa miss quase robótica produzida a partir de 19 cirurgias plásticas? Pois foi o que aconteceu. Juliana Borges, a gaúcha vencedora do concurso, arrumou as orelhas de abano, sugou excessos na barriga, costas e quadris, injetou silicone nas maçãs do rosto e nos lábios, além de dezenas de outras “arrumadinhas” antes de vestir o maio e desfilar, encantadora, quase perfeita, pela passarela.”

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6 – Como construir o desenvolvimento

Abaixo você aprenderá a importância de construir bons parágrafos mediais. Eles compreendem, numa redação dissertativa, o que chamamos de argumentos, ou seja, eles ressaltam todo o conhecimento que amealhamos e que, por continuidade, imprimimos a eles. É preciso estar atento para, nos parágrafos argumentativos, exemplificarmos com eficiência a fim de que não façamos os chamados textos circulares, girando ao redor de um mesmo eixo temático, o que desgasta sobremaneira a dissertação, empobrecendo-a.

Você, tal como nos parágrafos introdutórios, pode também mesclar os parágrafos mediais: interrogar e responder em seguida; citar, fazer hipóteses, comparar, traçar trajetórias e até narrar trechos pequenos.

Mas não se esqueça: eles são denunciadores de nossa competência e capacidade. Além disso, lembre-se de que as ideias devem estar colocadas aí de maneira coerente, hierarquizadas.

“Toda palavra guarda uma cilada.” (Torquato Neto)

Em uma dissertação, os parágrafos mediais compreendem o que chamamos de argumentos; eles são, comparando a redação dissertativa a um corpo humano, uma grande “barriga” que abrigará em seu bojo exemplos, aproximações, justificativas e evidências, e que propiciará o “nascimento” de um bom texto.

É preciso, no entanto, saber usá-los bem, evitando, assim, os defeitos de argumentação que tornam o texto frágil; portanto, nada de noções confusas de caráter amplo e vago, afirmações genéricas, uso de conceitos que se contradizem ou instauração de falsos pressupostos. Além disso, bana de sua dissertação gírias, clichês, lugares comuns, além do emprego de circularidade.

Tome-se aqui a palavra circularidade a repetição exaustiva dos mesmos exemplos, críticas e pontos de vista no eixo de um só texto. É defeito grave na construção dos parágrafos argumentativos porque é agente empobrecedor de argumentação. Girar ao redor de um falso eixo de argumentos, repetir o que já foi dito é, certamente, uma articulação perigosa de ideias, se é que isso possa ser chamado de “articulação de ideias”. A circularidade, dá-se um nome muito conhecido: “operação enche-linguíliça…”

Observe bem o seguinte texto:

Texto I

Ensinar o século 21

(Tese) A “crise da educação”, espectro que assombra quase todos os países, não pode ser resolvida dentro das salas de aula. Nem mesmo se houver um computador e uma conexão com a Internet em cada uma delas.

(Argumentação) Um dos objetivos primordiais da educação é o de simular, na classe, a vida real dos alunos do futuro. É por isso que se estabeleceu um sistema de educação compulsória’ para a massa quando a Revolução Industrial convocou trabalhadores para as fábricas com produção em massa e os escritórios fundados sobre o mesmo modelo. Gerações e gerações de estudantes foram enviadas à linha de produção das escolas, onde realizaram trabalho rotineiro e repetitivo ao longo de anos, e então foram submetidas a testes-padrão, como produtos recém-saídos das correias.
Hoje, em todo o mundo – até mesmo nos países “high tech” -, centenas de milhões de crianças ainda são submetidas a esse regime obsoleto, que simula um futuro que muitas delas jamais experimentarão.
Para simular a realidade com que se depararão as crianças, a educação em si mesma tem de se transformar em uma atividade na qual a hora e o lugar não tenham importância. E isso significa que muita coisa deve acontecer fora, e não dentro, das salas de aula.
Uma educação que prepare as crianças para o século 21 deve combinar cinco elementos.
Primeiro, a informática; “o computador na sala de aula” é o mantra2 da moda, deve-se aproveitar as vantagens do potencial do PC ligado à Internet, embora muitos professores saibam menos sobre computadores que os alunos. Segundo, a mídia: os meios de comunicação não podem ser ignorados pelos professores: o mundo é feito de mensagens; terceiro, os pais. O comportamento deles é sempre indicativo de como estar no mundo e, muitos deles são ausentes em tudo, senão alienados intelectuais. O quarto elemento éa comunidade: ela é responsável por fiscalizaras escolas, torná-las um universo melhor, onde realmente se ensine para o futuro e, por fim, o quinto: professores. Devem ser o máximo possível disponíveis, bem informados, acessíveis, atualizados; sobretudo, devem comprometer-se com o futuro, habilitar seus alunos ao pensamento crítico e lógico, melhorar a cada instante seu intelecto e o dos homens do futuro.

(Fecho) Projeto utópico? Não, se considerarmos que o mundo caminha para a redescoberta dos verdadeiros valores. E um valor verdadeiro é, sobretudo, aquele que não se pode, numa sociedade pasteurizada, retirar dos indivíduos: os atributos do saber, o bom desempenho pelo intelecto, a conquista através da competência. (Feidi Toffler, Folha de S. Paulo)

Como você pode perceber, embora seja um texto de jornal e tenha sofrido alterações mínimas ao ser adaptado, organiza-se sob a forma de dissertação (tese, argumentação e fecho). Os argumentos são claros e indicam saídas básicas para a crise na educação. Tais argumentos, de forma numerada, vão sendo desenvolvidos e formam um todo argumentativo, sem circularidades, lacunas, interrupções de raciocínio.

Mas, as perguntas são sempre as mesmas: como argumentar? De que forma sequenciar esses argumentos?

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– Modelos de parágrafos argumentativos

Há alguma maneira de tentar organizá-los metodicamente? Tomemos como exemplo o tema educação. É possível argumentar por:

1.  Exemplificação simples:

Exposição de dados conhecidos, divulgados pelos meios de comunicação:

“A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), Maria Helena Guimarães de Castro, calcula em 7 milhões os casos mais graves, nos quais o atraso escolar é de duas séries ou mais.” (Folha de S. Paulo)

2.  Argumentação histórica, fazendo trajetórias comparativas (sócio-político-culturais ou geográficas):

“O número de anos que um trabalhador coreano gastou estudando antes de obter um emprego chega a ser o dobro do tempo passado na escola por um empregado brasileiro. Essa diferença na qualificação da mão-de-obra faz a diferença…” (Folha de S. Paulo)

3.  Hipótese:

“Nesse ritmo, e com o decréscimo do número de jovens em idade escolar nas próximas gerações, será mais difícil para o Brasil aumentar sensivelmente a escolaridade de sua força de trabalho e, assim, conseguir competir em pé de igualdade com seus concorrentes comerciais da Ásia, por exemplo.” (Folha de S. Paulo)

4.  Interrogação, questionamento, reflexão:

“O que aconteceu historicamente? O que aconteceu socialmente? Desvalorizados no salário, desvalorizados no status, o próprio recrutamento desses professores passou a ser feito entre aqueles que tiveram acesso aos cursos de pior qualidade.” (Prof. Malta Campos, Folha de S.Paulo)

5.  Definição (abrir uma gama de definições encadeadas):

“Municipalização no ensino é quando o governo do Estado transfere para as prefeituras a responsabilidade de gerir escolas; para tanto, é preciso transferir recursos, treinar pessoal técnico-administrativos e conseguir apoio da comunidade para o desenvolvimento integral dos alunos.” (Folha de S. Paulo)

6.  Constatação (cuidado com os truísmos):

“É muito diferente a possibilidade de municipalização (da educação) em município rico, em município pobre, em município grande, em município pequeno.” (Folha de S. Paulo)

7.   Questionamento (refutação) de valores, juízos e conceitos):

“Não adianta, por exemplo, pôr muito dinheiro nas escolas sem equacionar a formação dos professores – o problema central do ensino brasileiro; também não adianta ter políticas públicas que não levem em conta as diferenças regionais.” (Folha de S. Paulo)

8.  Perspectiva (antecipações eventuais de resultados):

“Vejo quatro pontos fundamentais para melhorar a qualidade da escola. O primeiro é a busca da melhoria permanente de professores, o segundo é a direção da escola, o terceiro é autonomia da escola, o último é a autoavaliação. Caso as instituições se dignem a, insistentemente, serem seus próprios juízes, julgadores, teremos em meados do século XXI uma escola de verdade.” (Folha de S. Paulo)

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7 – Como construir a conclusão do texto dissertativo

A preocupação maior do aluno sempre tem sido abrir uma redação (construção da tese) ou construir os parágrafos mediais (argumentação). Mal sabe ele, no entanto, que o fecho da dissertação é tão importante aspecto como os dois anteriormente citados. Se comparássemos a dissertação a um corpo humano, ela teria cabeça (tese), corpo (a “barriga” argumentativa) e membros (o fecho é um suporte tão importante como os demais…). Então, como se fecha um texto de caráter argumentativo?

Há quatro propostas que poderão ser encontradas logo abaixo. As mais comuns são aquelas ensinadas em todos os manuais de redação: retomar o parágrafo inicial, resumir os argumentos (ambas as formas muito perigosas!). Nós sugerimos mais dois outros modos e enfatizamos, sobretudo, o uso de um fecho que parta de uma hipótese de solução viável. Confira logo abaixo, você verá como será bem mais fácil fechar seu texto!

“Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu dessas vogais
de um azul tão apaziguado?
E das consoantes, que lhes dirás,
ardendo entre o fulgor1
das laranjas e o soldos cavalos?
Que lhes dirás quando
te perguntarem pelas minúsculas
sementes que te confiaram ?”
(Eugênio de Andrade, português, é o ganhador do Prêmio Camões 2001)

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– O fecho no texto dissertativo

Quando dissertamos, os argumentos normalmente se encadeiam e buscamos coerência de ideias, equilíbrio e harmonia, a fim de que possamos atingir o parágrafo final, chamado também de fecho ou conclusão, ocasião em que, finalmente, o que queremos defender se completa.

Através da coerência podemos obter um texto com ideias harmônicas entre si, desde a tese, passando pelos argumentos e desembocando no fecho. É ele que dá o toque de unidade, todo, e confere ao nosso texto a ideia de completude.

Então, de que forma concluir?

Geralmente sabemos duas maneiras: retomar a tese ou sintetizar os argumentos. Esses são os fechos mais comuns, tradicionalmente usados (cheque suas redações). São os mais conhecidos dos corretores de redação de concursos. Agora aprenderemos mais dois. Os tipos deverão ser feitos a título de exercício, uma vez que é difícil colocar aqui um exemplo inteiro de redação para cada um deles:

1. Resumindo a argumentação (síntese da argumentação):

Usado basicamente em textos de caráter expositivo, condensa os argumentos dos parágrafos mediais. É preciso tomar cuidado com ele: se não for bem usado, gerará texto circular, parecerá repetição pura, falta de ideias sobre os fatos.

2.  Reapresentando e sintetizando os dados da tese:

Funciona como uma espécie de reforço da ideia central (parágrafo inicial, tese) a ser desenvolvida. Tome cuidado para não girar em torno das mesmas ideias, repetir palavras, provocar circularidade textual, o que empobreceria em demasiado a redação.

Como você deve ter notado, para se concluir um texto é preciso usar de cautela: nem sempre os caminhos mais fáceis (resumir a argumentação ou sintetizar a tese) são os mais recomendados. Melhor, então, observar o que vem logo abaixo.

3. Apontando soluções para os problemas que foram discutidos no corpo da argumentação:

Embora tenha sempre caráter hipotético, é sempre bom lembrar que a solução proposta deve ser viável.

4.  Interrogando (no sentido de ironia, humor ‘ ou crítica) ou apresentando um elemento novo, uma pequena história-encaixe, uma citação:

Tais expedientes devem ser usados apenas de forma crítica, ou fazendo com que o leitor reflita sobre a ironia que se dispõe a fazer valer. Caso seja interrogativo, nunca se dirija ao leitor; é você, e não ele, quem deverá responder às questões levantadas.

É isso. Espero que tenham gostado do artigo. Deixem um comentário abaixo, compartilhem a postagem nas redes sociais e estudem muito. Passar num concurso público não é para quem desiste facilmente.

13 comentários

  1. Ana Helena Gualberto Albergaria

    Professor Rogério, seus trabalhos são ótimos e acrescentam muito. Obrigada.

  2. Aguardo cada e-mail. Obrigada.

  3. MOISES NOVAES PEREIRA DE SOUZA

    Adorei as dicas com qualidade e conteúdo.

  4. Carlos Orlando

    gostaria de cadastrarme neste interessante site, muito obrigado

  5. Lusimar, que legal que tenha gostado do artigo e que ele tenha ajudado. Um abraço e até mais.

  6. Carlos Alfredo Tavares

    Excelente!!!!!

  7. Lusimar Carvalho de Sousa

    Professor Rogério essa matéria é simplesmente fantástica, auxilia -nos a escrever com mais segurança e propriedade. Sanou muitas dúvidas. valeu professor, Obrigado mesmo.

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