Revisão sobre Vanguardas Europeias

Você certamente já ouviu falar sobre as Vanguardas Europeias ou ismos europeus. Eles foram movimentos artísticos que inovaram na forma de fazer arte e chocaram a sociedade da época justamente por abandonar os tradicionalismos e propor uma nova forma de ver e fazer arte. Seja pela postura radical ou mesmo por dar vazão ao pensamento sem ligar muito para a lógica, os movimentos de Vanguarda influenciaram significativamente o pensamento artístico, inclusive, do modernismo no Brasil. Veja neste artigo uma Revisão sobre Vanguardas Europeias.

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Expressionismo (1905-1919)

•   Expressão dos instintos, emoções e sentimentos pela deformação das figuras e pelo exagero dos traçados.

•   Dinamismo, improvisação abrupta, inesperada.

•   Técnica violenta: o pincel e a espátula indo e vindo, empastando ou provocando explosões.

•   Principais representantes: Van Gogh (precursor,  Trigal com corvos, Auto-retrato),  Ernest Ludwig  Kirchner  (Rua  de Berlim),  Edward Munch (O Grito), Oscar Kokoschka (A sarça ardente), Anita Malfatti (A onda), Lasar Segall (Imigrantes), Di Cavalcanti (Samba).

Dadaísmo (1916)

•   Anarquismo: arte como desempenho; o espírito “dada” estava nas performances de cabaré, demonstrações, declarações, confrontações, distribuições de folhetos, revistas e jornais de tiragem pequena e curta duração.

•   Princípio dadaísta: a reação violenta e negativa é melhor que a aceitação passiva.

•   Arte abstrata na literatura e no cinema.

•   Arte em fusão com a vida cotidiana.

•   Confrontação com o público.

•   Principais  representantes: Tristan Tzara (A primeira aventura celeste de M. Antipyrine), Richard Huelsembeck (Phantastiche gebete), Mareei Janko, Hugo Bali, Hans Arp. Posteriormente, Mareei Duchamp, Francis Picabia e Vicente Huidobro juntaram-se ao grupo.

Surrealismo (1924)

•   Dissidência do Dadaísmo: a Arte não é só niilista, o artista busca a super-realidade, o surreal, acima das aparências.

•   Influência freudiana: o inconsciente na liberação das imagens: livre associação verbal (escritores) e automatismo (pintores).

•   Paisagens oníricas: formas estranhas e fantásticas; loucura, sonho e dissonância.

•   Objetos comuns em contextos incomuns: novo sentido das coisas familiares.

•   Invenção total: a Arte contém humor e fantasia (ressonância do inconsciente).

• Principais representantes: André Breton (Nadja, romance; Poemas), Salvador Dali (Angelus, O Sono, Metamorfose de Narciso), Luis Bufiuel (O cão andaluz, A Idade de Ouro), Joan Miro (Harlequinade, Maternidade), René Magritte (Tempo ameaçador, Golconda, A explicação), Ives Tanguy (Mamãe, papai está ferido; Multiplicação das Artes).

Vanguardas Europeias

Contexto histórico-cultural
– Era da máquina e da eletricidade (voo tripulado, veículos a motor, transmissões de rádio, propulsão a jato, invenção do plástico):
–   Freud e a psicanálise;
–   Teoria da Relatividade, de Einstein;
–   I Guerra Mundial (1914-1918);

Vanguardas
Movimentos artísticos da primeira metade do século XX que, por meio da renovação da linguagem e da superação das convenções estéticas vigentes, elaboraram novos modos de percepção e de leitura da realidade.

Principais correntes

Cubismo (1907)

•  Abandono da mimesis – arte como imitação da natureza – e ruptura da perspectiva tradicional.

• Figuração em formas geométricas (objetos “partidos”) correspondendo à decomposição da realidade.

•  Cubismo analítico: elementos decompostos em planos sucessivos e superpostos, mostrando simultaneamente ângulos distintos da figura.

• Cubismo sintético: reestruturação da figura, tornada reconhecível. Colagem: letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal etc.

• Principais representantes: Pablo Picasso (Les Demoiselles d’Avignon, Guernica),Georges Braque (Mulher com violão), Mareei Duchamp (Nu descendo uma escada), G. Appolinaire (Caligramas), Vicente do Rego Monteiro (Mulher sentada), Tarsila do Amaral (Estrada de Ferro Central do Brasil).

Futurismo (1909)

• Inovações tecnológicas: elogio à tecnologia, ao movimento; o homem mais máquina que homem: exaltação da força, da energia, da impessoalidade, e da violência.

• Ruptura com a tradição: ódio às bibliotecas, aos museus; “Um automóvel de corrida (…) é mais belo que a Vitória de Samotrácia”.

Vitória de Samotrácia: estátua famosa do período helenístico da Grécia antiga, exposta no Museu do Louvre. Esta magnífica estátua comemora uma vitória naval, talvez da frota de Rhodes (daí, ser posicionada sobre a proa de um navio), no século II a.C.

• Linguagem intensa, dinâmica, audaciosa, expressando espaço e movimento.

• Principais representantes: F. T. Marinetti (Manifestos Futuristas), Umberto Boccioni (Agilidade de um jogador de futebol), Giacomo Baila (Cão em movimento). Cario Carrá (Manifesto intervencionista), Luigi Russolo (Revolta), Gino Severini (Memórias de uma jornada).

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