Categoria: MAIS PORTUGUÊS

Dominar o Português para Concursos e Enem é o diferencial entre ser aprovado ou ficar na lista de espera. No Mais Educativo, tratamos a nossa língua materna com a seriedade e a estratégia que a sua prova exige.

A melhor base de Gramática e Redação
Muitas pessoas erram questões simples por falta de base. Nossa missão aqui é oferecer conteúdos desta disciplina de forma didática e direta ao ponto, cobrindo tópicos essenciais:

Gramática: Sintaxe, Morfologia e Regência sem mistério.

Redação: Como estruturar seu texto para nota máxima.

Interpretação de Texto: Técnicas para ler e entender o que a banca quer.

Aprenda com quem entende
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Explore abaixo nossos guias completos de Português para Concursos e Enem e pare de brigar com a gramática.

  • Gênero Textual Reportagem: O Guia Definitivo para Concursos e ENEM

    Você já perdeu pontos preciosos em questões de interpretação de texto porque confundiu reportagem com notícia? Não está sozinho. Esse é um dos erros mais comuns em provas de Português para concursos públicos e vestibulares. Porém, dominar as características do gênero textual reportagem pode ser o diferencial que você precisa para garantir sua aprovação.

    Neste guia completo e aprofundado, você vai aprender tudo sobre reportagem de forma clara e objetiva, com foco total nas exigências das bancas examinadoras. Prepare o seu material de anotação, pois vamos transformar esse tema em uma ferramenta de pontuação para você.

    O Que É Reportagem e Por Que Ela Cai Tanto em Provas?

    A reportagem é um gênero textual jornalístico que vai além da simples informação. Diferentemente da notícia, que se limita ao relato imediato, a reportagem apresenta análise aprofundada, opiniões e contexto sobre fatos relevantes da sociedade.

    As bancas adoram cobrar esse conteúdo porque ele permite avaliar sua capacidade de interpretar estruturas complexas. Além disso, a reportagem é o terreno perfeito para testar se o candidato consegue distinguir objetividade de subjetividade e reconhecer marcas de autoria. Portanto, conhecer profundamente este gênero não é luxo, é necessidade estratégica.

    Nesse sentido, esse conteúdo aparece frequentemente em questões de compreensão textual e análise de discurso. Dominar esses pilares demonstra que você possui o letramento necessário para interpretar textos que circulam no dia a dia da administração pública e da vida acadêmica.

    Características Fundamentais da Reportagem

    Para acertar as questões, você precisa identificar os elementos que tornam a reportagem um gênero único. Como seu mentor, destaco os pontos que os examinadores mais observam:

    • Autoria identificada: Diferente de notas informativas curtas, as reportagens são assinadas pelo repórter.

    • Linguagem formal e dinâmica: O texto deve ser claro e acessível, mas mantendo a correção gramatical rigorosa.

    • Presença de títulos atrativos: Geralmente composta por uma manchete impactante e um subtítulo (olho) explicativo.

    • Polifonia: Inclusão de diversas vozes, como depoimentos, entrevistas e citações de especialistas.

    • Subjetividade permitida: Embora baseada em fatos, a reportagem permite a análise crítica e o posicionamento do autor.

    ❌ ERRADO: “A reportagem deve ser sempre 100% imparcial e meramente objetiva.”

    ✅ CERTO: “A reportagem apresenta fatos reais, mas inclui análise, contexto e, muitas vezes, o posicionamento crítico do autor.”

    Para aprofundar seus conhecimentos em gêneros textuais e outros temas gramaticais, visite a categoria Mais Português.

    Estrutura da Reportagem: O Que as Bancas Cobram

    Conhecer a anatomia do texto é fundamental para resolver questões de organização textual. Veja como a reportagem se estrutura:

    Título (Manchete) e Subtítulo

    A manchete é o título principal, geralmente impactante. O subtítulo complementa com informação mais específica para situar o leitor antes mesmo do início da leitura.

    Lide (Lead)

    É o parágrafo inicial que resume as informações essenciais. Contudo, na reportagem, a lide não precisa ser tão rígida quanto na notícia. Ela pode começar com uma cena, uma pergunta ou uma reflexão para fisgar o leitor, embora ainda deva responder: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?

    Corpo do Texto

    Aqui ocorre o desenvolvimento exaustivo. Nesse sentido, o repórter apresenta dados estatísticos, causas, consequências e análises. É a parte mais extensa, onde o tema é “esgotado” através de pesquisa aprofundada.

    Reportagem vs. Notícia: A Diferença Que Vale Pontos

    Essa é, sem dúvida, a confusão mais explorada pelas bancas. Grave esta tabela e nunca mais erre:

    Aspecto Reportagem Notícia
    Extensão Texto longo e detalhado Texto curto e direto
    Autoria Assinada pelo repórter Geralmente não assinada
    Foco Fatos + Análise + Opinião Apenas o fato imediato
    Tempo Requer pesquisa e maturação Produção rápida (furo)
    Função Informar e formar opinião Apenas informar o ocorrido

    Portanto, enquanto a notícia é o “flash” do momento, a reportagem é o “documentário” escrito.

    Como Isso Cai na Prova? (Visão de Banca)

    • Cebraspe: Adora perguntar se o texto permite inferir a opinião do autor. Lembre-se: na reportagem, marcas de subjetividade são comuns.

    • FGV: Foca na função social. Ela pode perguntar qual a intenção comunicativa principal do texto (que é informar e aprofundar um tema social).

    • Vunesp: Prioriza a compreensão textual. Geralmente pede para identificar onde termina o fato e onde começa a interpretação do jornalista.

    Questões Práticas Comentadas

    QUESTÃO 1.

    Considerando as características do gênero textual reportagem, analise as afirmativas a seguir:

    I. A reportagem é um texto exclusivamente objetivo, sem marcas de opinião do autor.

    II. Diferentemente da notícia, a reportagem apresenta análise aprofundada dos fatos.

    III. A reportagem sempre apresenta assinatura do repórter responsável pela matéria.

    IV. O lide da reportagem deve conter apenas informações factuais, sem contexto.

    Estão corretas apenas:

    (A) I e II.

    (B) II e III.

    (C) I, III e IV.

    (D) II, III e IV.

    (E) Todas as afirmativas.

    QUESTÃO 2.

    Leia o trecho a seguir: “A biomassa já responde por quase 10% da matriz energética brasileira e hoje é uma das principais linhas de pesquisa no país.”

    Esse trecho exemplifica qual característica típica da reportagem?

    (A) Uso exclusivo de linguagem técnica e científica.

    (B) Apresentação de dados estatísticos e informações contextualizadas.

    (C) Imparcialidade total sem análise dos fatos.

    (D) Estrutura em formato de carta aberta.

    (E) Ausência de informações numéricas ou quantitativas.

    QUESTÃO 3.

    Qual é a principal diferença estrutural entre reportagem e notícia?

    (A) A notícia não possui título, enquanto a reportagem sempre tem manchete.

    (B) A reportagem é mais extensa e aprofundada, incluindo análise e contexto.

    (C) A notícia sempre apresenta opinião do jornalista.

    (D) A reportagem usa apenas linguagem informal.

    (E) Não existe diferença estrutural entre os dois gêneros.

    QUESTÃO 4.

    Em relação à função social da reportagem, é correto afirmar que:

    (A) Sua única função é entreter o leitor com histórias interessantes.

    (B) Ela não tem compromisso com a formação de opinião do público.

    (C) Busca informar e, simultaneamente, formar opinião crítica nos leitores.

    (D) Deve evitar temas polêmicos ou socialmente relevantes.

    (E) Não pode incluir dados de pesquisas ou entrevistas.

    QUESTÃO 5.

    Analise o seguinte título de reportagem: “Biomassa já responde por quase 10% de toda a matriz energética do Brasil”. Esse título exemplifica:

    (A) Manchete vaga e sem informação concreta.

    (B) Manchete informativa com dado estatístico relevante.

    (C) Título inadequado para reportagem jornalística.

    (D) Formato típico de artigo científico.

    (E) Estrutura característica de editorial.

    Gabarito Comentado:

    1. (B) A I é falsa (há opinião) e a IV é falsa (lide pode ter contexto). II e III são definições clássicas.

    2. (B) O uso de porcentagem e a explicação sobre a matriz energética mostram a contextualização por dados.

    3. (B) Extensão e profundidade são os divisores de águas entre os dois gêneros.

    4. (C) A reportagem tem um papel social de educar e instigar o senso crítico do leitor.

    5. (B) Títulos de reportagem costumam trazer dados para validar a importância do assunto abordado.

    Conclusão

    Dominar o gênero textual reportagem é fundamental para o seu sucesso. Como você viu, as bancas não querem apenas que você leia, mas que entenda a engrenagem por trás do texto. Lembre-se: se o texto é longo, assinado, cheio de dados e traz uma análise crítica, você está diante de uma reportagem.

    Continue praticando com textos reais de jornais e revistas de grande circulação. Dessa forma, você ganhará a agilidade necessária para identificar essas marcas em segundos na hora da prova.

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  • Como Começar uma Redação: 43 Frases Poderosas para Impressionar a Banca

    Você olha para a folha em branco e não sabe como começar a redação? O primeiro parágrafo trava e você perde minutos preciosos? Pois saiba que a introdução é a primeira impressão que você causa na banca — e ela precisa ser impactante. Neste guia definitivo, você vai dominar 43 formas diferentes de iniciar sua redação com segurança e elegância.

    Por que o início da redação é tão importante

    A introdução é seu cartão de visitas. Portanto, ela precisa contextualizar o tema, apresentar sua tese e despertar o interesse do avaliador. Além disso, um início bem construído dá o tom de todo o texto e demonstra seu domínio da escrita formal.

    Entretanto, muitos candidatos cometem o erro de usar sempre as mesmas frases batidas. Expressões como “Desde os primórdios da humanidade…” ou “Nos dias de hoje…” empobrecem o texto e podem irritar os corretores. Nesse sentido, variedade e adequação ao tema são fundamentais para garantir uma nota alta.

    43 formas de começar sua redação (com exemplos práticos)

    Como seu mentor, preparei este arsenal de aberturas categorizadas para você usar conforme a exigência do tema.

    Contextualização Histórica

    Esta estratégia é excelente para temas que possuem raízes profundas na sociedade.

    1. No século: “No século XIV, a Peste Negra, que assolou a população europeia, foi considerada uma das piores epidemias da história.”

    2. Há muito tempo: “Há muito tempo, a filosofia era baseada nos elementos da natureza e seus fenômenos.”

    3. A história afirma: “A história afirma que os povos da Mesopotâmia eram formados por sumérios e acádios.”

    Contextualização Temporal Recente

    Ideal para temas que surgiram com a modernidade ou eventos recentes.

    4. Recentemente: “Recentemente, muitas pesquisas na área da saúde estão sendo feitas por conta da pandemia.”

    5. Em face do cenário atual: “Em face do cenário atual, o aumento do aquecimento global tem gerado diversos problemas mundiais.”

    Apresentação Direta e Focada

    Use quando quiser ir direto ao ponto de forma técnica.

    6. Para começar: “Para começar, precisamos rever os fundamentos da democracia moderna.”

    7. Primordialmente: “Primordialmente, é fundamental analisarmos os dados do infográfico.”

    8. Primeiramente: “Primeiramente, considera-se a depressão uma das piores doenças deste século.”

    9. Em primeiro lugar: “Em primeiro lugar, devemos lembrar que o petróleo passou por diversas crises.”

    Indicação de Debate ou Discussão

    Perfeito para temas polêmicos que dividem opiniões.

    10. Muito se discute sobre: “Muito se discute sobre a importância da sustentabilidade nas indústrias.”

    11. Muito se fala do tema: “Muito se fala do tema do veganismo como forma de minimizar impactos ambientais.”

    12. Há muitas dúvidas sobre: “Há muitas dúvidas sobre a diferença entre o marketing e a publicidade.”

    13. Existem muitas discussões: “Existem muitas discussões sobre os termos publicidade e propaganda.”

    Expressões de Certeza e Afirmação

    Demonstre autoridade e segurança no seu posicionamento.

    14. Sem dúvida: “Sem dúvida, o racismo ainda é um grande problema no país.”

    15. Certamente: “Certamente o governo sofrerá a maior crise associada ao petróleo.”

    16. Por certo: “Por certo, o mundo deverá mudar após esse momento de crise.”

    17. Pode-se afirmar que: “Pode-se afirmar que o Brasil possui as maiores reservas de água doce.”

    18. É indiscutível: “É indiscutível a importância da preservação da água no planeta.”

    Expressões de Possibilidade e Probabilidade

    Úteis para temas prospectivos ou especulativos.

    19. É provável: “É provável que após a crise, a taxa de desemprego aumente no mundo.”

    20. Possivelmente: “Possivelmente estamos diante de uma nova era de consciência ambiental.”

    Indicação de Propósito ou Objetivo

    Mostre que seu texto tem uma finalidade clara.

    21. Com o intuito de: “Com o intuito de melhorar a educação, novos programas são propostos.”

    22. Com o propósito de: “Com o propósito de alavancar vendas, o marketing direto tem se mostrado eficaz.”

    Indicação de Causa ou Razão

    Vá direto na raiz do problema apresentado pelo tema.

    23. Em razão: “Em razão da descontinuidade de políticas públicas, os cidadãos estão preocupados.”

    24. Em virtude: “Em virtude dos resultados das pesquisas, é necessário repensar o modelo de ações.”

    Referência a Pesquisas e Dados

    O repertório baseado em evidências é muito valorizado pelos corretores.

    25. Como resultado da pesquisa: “Como resultado da pesquisa na Universidade de Michigan, a preocupação se volta para agrotóxicos.”

    26. Segundo pesquisas recentes: “Segundo pesquisas recentes, a violência contra a mulher aumentou 45%.”

    27. Ao analisar os dados: “Ao analisar os dados do INEP, a alfabetização no Brasil vem crescendo.”

    Considerações e Reflexões

    Demonstre capacidade analítica profunda.

    28. Tendo em conta: “Tendo em conta o crescimento de ONGs, diversas empresas apostam em conscientização.”

    29. Considerando: “Considerando o conceito de responsabilidade social, nota-se o crescimento de programas.”

    30. Quando pensamos sobre: “Quando pensamos sobre a importância da leitura, é essencial que a escola atue.”

    31. Ao refletir acerca: “Ao refletir acerca das políticas culturais, fica claro que o PNC orienta a formulação.”

    Conhecimento Geral e Consenso

    Use fatos que são aceitos pela comunidade acadêmica.

    32. Todos sabem que: “Todos sabem que a Idade Média foi um momento de restrição ao acesso à escrita.”

    33. É de conhecimento geral: “É de conhecimento geral que a África sofre com falta de recursos básicos.”

    34. Convém lembrar que: “Convém lembrar que o termo ‘descobrimento do Brasil’ é visto como eurocêntrico.”

    Indicação de Frequência e Cotidiano

    Mostre como o tema se manifesta no dia a dia.

    35. Frequentemente: “Frequentemente nos deparamos com o aumento de ações culturais.”

    36. Com muita frequência: “Com muita frequência os adolescentes têm sido foco de bullying virtual.”

    Análise de Situações Específicas

    Ideal para temas que partem de um fato concreto ou obra artística.

    37. Em vista da situação: “Em vista da situação das enchentes, muitas pessoas estão desabrigadas.”

    38. Sobre o tema: “Sobre o tema do narcotráfico, fica claro que a falta de fiscalização dificulta as ações.”

    39. Acerca da obra: “Acerca da obra surrealista de Salvador Dalí, o pintor utilizou elementos do tempo.”

    40. De acordo com a ideia: “De acordo com a ideia de Edgar Morin, muito se ignora a educação contemporânea.”

    Construções com Contraste

    Demonstre maturidade ao comparar realidades distintas.

    41. Embora o panorama atual: “Embora o panorama atual passe por desafios, o acesso à cultura está aumentando.”

    42. Ao passo que a crise: “Ao passo que a crise na Europa diminuiu, a situação na Venezuela resultou em migração.”

    43. Apesar de: “Apesar de haver leis rígidas, a fiscalização ainda é insuficiente no país.”

    Para aprofundar suas técnicas de escrita e gramática, visite a categoria Mais Português.

    Como escolher a frase de abertura ideal

    A escolha da frase inicial depende do tipo de tema e da estratégia argumentativa. Analise estes critérios:

    1. Contexto Histórico: Use quando o tema tem raízes claras no passado (Ex: escravidão, revoluções).

    2. Cenário Atual: Use para problemas contemporâneos (Ex: redes sociais, epidemias recentes).

    3. Debate Polêmico: Use quando o tema propõe uma discussão de valores (Ex: aborto, maioridade penal).

    4. Base em Dados: Use se o texto motivador fornecer estatísticas fortes.

    Armadilhas que você deve evitar

    Frases Clichês Proibidas

    ❌ “Desde os primórdios da humanidade…”

    ❌ “Nos dias de hoje…”

    ❌ “Atualmente…”

    ❌ “No mundo em que vivemos…”

    Essas expressões são vazias e demonstram falta de repertório. Além disso, elas não agregam valor analítico ao texto. Substitua-as por aberturas que tragam um fato histórico ou um dado concreto.

    Generalização Excessiva

    Evite frases óbvias como “Todos sabem que a educação é importante”. Prefira especificar: “Todos sabem que a Idade Média foi um momento de restrição educacional”. A especificidade demonstra autoridade.

    Como as bancas avaliam a introdução

    As bancas como Cebraspe, FGV e Vunesp buscam quatro pilares no seu primeiro parágrafo:

    • Contextualização: Você situou o leitor no tempo e no espaço?

    • Repertório: Você trouxe algum conhecimento externo (história, filosofia, sociologia)?

    • Tese: Ficou claro qual é o seu ponto de vista sobre o problema?

    • Norma Culta: O texto segue rigorosamente as regras gramaticais?

    Estratégia Prática: Monte seu Banco de Aberturas

    Não tente decorar as 43 de uma vez. Escolha as suas 10 favoritas e divida-as em categorias:

    • 3 Históricas

    • 3 Contemporâneas

    • 2 Baseadas em Dados

    • 2 De Contraste

    Dessa forma, você terá um “kit de sobrevivência” pronto para qualquer tema. Além disso, pratique reescrever o mesmo parágrafo usando três aberturas diferentes para desenvolver flexibilidade.

    Conclusão

    Dominar diferentes formas de iniciar uma redação é essencial para impressionar a banca desde o primeiro parágrafo. Portanto, estude estas 43 opções, pratique sua aplicação e desenvolva sensibilidade para escolher a mais adequada a cada tema. Dessa forma, você conquistará introduções impactantes que garantem pontos preciosos.

    Lembre-se: variedade é fundamental, mas adequação ao tema é inegociável. Nesse sentido, treine bastante e observe redações nota máxima para internalizar os padrões de excelência.

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  • Análise Sintática para Concursos: O Guia Definitivo para Decifrar a Oração

    Você já perdeu pontos preciosos em uma questão de português porque confundiu objeto direto com indireto? Ou ficou na dúvida se aquele termo era adjunto adnominal ou complemento nominal? A análise sintática é, sem dúvida, um dos temas mais cobrados em concursos públicos e vestibulares. Contudo, poucos candidatos realmente dominam esse conteúdo com a profundidade necessária para evitar as armadilhas das bancas.

    Neste guia completo, vou te mostrar como decifrar a função de cada termo nas orações de forma prática e objetiva. Você vai aprender a identificar sujeitos, predicados e complementos com segurança, eliminando aquelas dúvidas que aparecem na hora da prova. Portanto, prepare-se para transformar a análise sintática de vilã em aliada na sua aprovação.

    A Teoria da Análise Sintática Descomplicada

    A análise sintática estuda a função que cada palavra desempenha dentro da oração. Diferentemente da morfologia, que analisa a classe gramatical isolada (como substantivo ou adjetivo), aqui o contexto é rei. Uma mesma palavra pode ter funções diferentes dependendo da posição que ocupa na frase e da relação que estabelece com as demais.

    Os termos da oração se dividem em três grandes grupos que você precisa memorizar:

    • Termos essenciais: Formam a base da oração (sujeito e predicado).

    • Termos integrantes: Completam o sentido de outros termos (complementos verbais, complemento nominal, agente da passiva).

    • Termos acessórios: Acrescentam informações extras (adjuntos adnominal e adverbial, aposto).

    Nesse sentido, entender essa hierarquia é o primeiro passo para não se perder em períodos longos e complexos, típicos de provas da FGV ou Cebraspe.

    Termos Essenciais: O Esqueleto da Oração

    Toda oração se estrutura em torno do sujeito e do predicado. Portanto, esses são os primeiros elementos que você deve identificar ao iniciar qualquer análise.

    Sujeito

    É sobre quem ou sobre o que se declara algo. Ele pode ser:

    • Determinado simples: Possui apenas um núcleo identificável. (Ex: Os candidatos estudaram.)

    • Determinado composto: Possui dois ou mais núcleos. (Ex: João e Maria aprovaram.)

    • Determinado oculto: Identificável pela desinência verbal. (Ex: Estudei a noite toda. – Sujeito: eu)

    • Indeterminado: Não se pode ou não se quer identificar. (Ex: Falaram mal do projeto.)

    • Inexistente: Orações com verbos impessoais. (Ex: Choveu ontem.)

    Predicado

    É tudo o que se declara sobre o sujeito. Como seu mentor, reforço: o predicado é tudo o que sobra quando você retira o sujeito.

    • Verbal: O núcleo é um verbo de ação. (Ex: O aluno resolveu a questão.)

    • Nominal: O núcleo é um nome (adjetivo/substantivo), com verbo de ligação. (Ex: A prova estava difícil.)

    • Verbo-nominal: Possui dois núcleos, um verbo e um nome. (Ex: Os candidatos saíram confiantes.)

    ✅ DICA DO PROFESSOR: Identificar apenas o verbo como predicado é um erro comum. Lembre-se de que o predicado engloba o verbo e todos os seus complementos.

    Termos Integrantes: Completando o Sentido

    Esses termos são fundamentais para a análise sintática em concursos. As bancas adoram testar a regência e a natureza desses complementos.

    Complementos Verbais

    1. Objeto direto: Complementa verbos transitivos diretos sem preposição obrigatória. (Ex: Comprei livros.)

    2. Objeto indireto: Complementa verbos transitivos indiretos com preposição obrigatória. (Ex: Preciso de ajuda.)

    Complemento Nominal

    Completa o sentido de um substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio. Diferente do objeto, ele sempre vem preposicionado. (Ex: Tenho necessidade de descanso.)

    Agente da Passiva

    Indica quem pratica a ação quando o verbo está na voz passiva. (Ex: O edital foi publicado pela banca.)

    ❌ ALERTA DE PEGADINHA: É muito comum confundir complemento nominal com adjunto adnominal. O segredo? O complemento nominal tem sentido passivo (sofre a ação do nome) e completa substantivos, adjetivos ou advérbios. O adjunto adnominal apenas acompanha o substantivo.

    Termos Acessórios: O Acabamento da Oração

    Embora chamados de “acessórios”, esses termos são o “tempero” que as bancas usam para criar confusão.

    • Adjunto Adnominal: Caracteriza ou determina substantivos. (Ex: O novo edital saiu.)

    • Adjunto Adverbial: Modifica verbo, adjetivo ou advérbio, indicando circunstâncias (tempo, modo, lugar). (Ex: Estudei muito ontem.)

    • Aposto: Explica, especifica ou resume outro termo. (Ex: Brasília, capital do Brasil, sediará o evento.)

    Para aprofundar seus estudos em análise sintática e outros temas essenciais, visite nossa categoria Mais Português.

    Como a Análise Sintática Cai na Prova?

    As principais bancas têm suas preferências claras. Se você quer passar, precisa conhecer o “inimigo”:

    1. Cebraspe/Cespe: Foca na identificação de sujeitos e na distinção entre complemento nominal e adjunto adnominal. Prepare-se para questões de substituição de termos.

    2. FGV: É a rainha da predicação verbal. Ela vai te testar com verbos que mudam de transitividade conforme o contexto. Além disso, explora intensamente os tipos de predicado.

    3. Vunesp: Prefere a análise do período composto e a relação entre a sintaxe e o sentido (semântica) do texto.

    Além disso, todas as bancas costumam apresentar trechos longos e pedir a classificação de termos destacados. Por isso, você deve treinar com textos reais e não apenas com frases curtas de exemplos.

    Questões Práticas de Análise Sintática

    QUESTÃO 1.

    Analise sintaticamente a oração: “Falam muito mal dela naquele ambiente.” Assinale a alternativa que classifica corretamente o termo “muito mal”.

    (A) Objeto direto do verbo “falam”.

    (B) Adjunto adverbial de modo e intensidade.

    (C) Complemento nominal de “dela”.

    (D) Predicativo do sujeito.

    (E) Aposto explicativo.

    QUESTÃO 2.

    Na frase “As marchinhas cantadas por Carmem Miranda eram maravilhosas”, o termo sublinhado (“maravilhosas”) classifica-se como:

    (A) Complemento nominal.

    (B) Adjunto adnominal.

    (C) Agente da passiva.

    (D) Objeto indireto.

    (E) Predicativo do sujeito.

    QUESTÃO 3.

    Em “Meu avô e minha avó morreram felizes”, o predicado é classificado como:

    (A) Verbal, pois o núcleo é o verbo “morreram”.

    (B) Nominal, pois caracteriza o sujeito.

    (C) Verbo-nominal, pois apresenta verbo de ação e predicativo.

    (D) Verbal com objeto direto.

    (E) Nominal com verbo de ligação.

    QUESTÃO 4.

    Considerando a oração “Precisa-se da verdade urgentemente”, assinale a alternativa correta:

    (A) O sujeito é “a verdade”.

    (B) O sujeito é indeterminado.

    (C) Trata-se de oração sem sujeito.

    (D) “Da verdade” é objeto direto.

    (E) “Urgentemente” é complemento nominal.

    QUESTÃO 5.

    Na frase “Os idosos têm necessidade de afeto”, o termo “de afeto” funciona como:

    (A) Objeto indireto do verbo “têm”.

    (B) Adjunto adnominal de “necessidade”.

    (C) Complemento nominal de “necessidade”.

    (D) Agente da passiva.

    (E) Predicativo do sujeito.

    Gabarito Comentado:

    1. Resposta: B. “Muito” intensifica e “mal” indica o modo como falam. Ambos são adjuntos adverbiais que modificam o verbo “falam”.

    2. Resposta: E. “Maravilhosas” é um adjetivo que caracteriza o sujeito “as marchinhas” por intermédio do verbo de ligação “eram”. Portanto, é um predicativo do sujeito.

    3. Resposta: C. Temos um verbo de ação (“morreram”) e uma característica do sujeito (“felizes”). Dessa forma, existem dois núcleos, caracterizando o predicado verbo-nominal.

    4. Resposta: B. Verbo transitivo indireto + SE indica que o sujeito é indeterminado. “Da verdade” é objeto indireto.

    5. Resposta: C. “Necessidade” é um substantivo abstrato. O termo “de afeto” completa o sentido desse nome, agindo como complemento nominal.

    Domine a Análise Sintática e Garanta sua Aprovação

    A análise sintática exige prática constante e uma visão sistêmica da língua. Contudo, quando você domina a identificação dos termos e suas funções, ganha uma velocidade incrível na resolução de provas. Lembre-se: o contexto define a função. Portanto, analise sempre a relação entre as palavras antes de marcar sua opção.

    Continue treinando com questões de bancas diversas e revisando estes conceitos regularmente. Dessa forma, você estará blindado contra qualquer pegadinha. Quer mais conteúdo de qualidade para turbinar seus estudos? Junte-se à nossa comunidade:

  • Concordância Nominal: O Guia Definitivo para nunca mais errar

    Você perde pontos preciosos em questões de concordância nominal? Fica na dúvida entre “anexo” ou “anexa”, “meio” ou “meia”? Pois saiba que esse é um dos tópicos mais cobrados em provas de português. Neste guia definitivo, você vai dominar todas as regras de concordância nominal e garantir sua aprovação.

    O que é concordância nominal e por que ela importa

    Concordância nominal é a relação harmoniosa entre palavras que garante que os substantivos concordem com artigos, adjetivos, pronomes e numerais. Portanto, quando você escreve “Estas três obras maravilhosas”, está aplicando uma concordância perfeita.

    Nesse exemplo, observe: o pronome “estas”, o numeral “três” e o adjetivo “maravilhosas” concordam em gênero (feminino) e número (plural) com o substantivo “obras”. Além disso, as bancas adoram cobrar casos especiais que desafiam o senso comum. Nesse sentido, dominar essas regras é fundamental para sua nota máxima.

    A Teoria Explicada (Substantivos e Adjetivos)

    Como seu mentor, serei direto: a regra geral é fácil, mas o “pulo do gato” está na posição das palavras.

    1. Um Adjetivo para vários Substantivos

    • Adjetivo ANTES: Concorda com o mais próximo.

      • ✅ “Que bonita pintura e poema!”

    • Adjetivo DEPOIS: Pode concordar com o mais próximo ou ir para o plural (masculino prevalece).

      • ✅ “Pintura e poema bonito.”

      • ✅ “Pintura e poema bonitos.”

    2. Um Substantivo para vários Adjetivos

    • Com artigo: “Adoro a comida italiana e a chinesa.”

    • No plural: “Adoro as comidas italiana e chinesa.”

    Para aprofundar seus conhecimentos e não cair em pegadinhas, visite a categoria Mais Português.

    Casos Especiais (Onde o Filho Chora e a Mãe não Vê)

    Estes termos são os favoritos das bancas. Memorize estas dicas de “Tough Love”:

    • Anexo / Incluso: Concordam com o substantivo. “As faturas seguem anexas“. (Cuidado: “Em anexo” é sempre invariável!).

    • Bastante: Se puder trocar por “Muitos”, varia. “Li bastantes livros”. Se trocar por “Muito”, é advérbio e não varia. “Eles falam bastante“.

    • Meio: Se for “metade”, varia. “Tomou meia xícara”. Se for “um pouco”, nunca varia! “Ela está meio cansada”.

    • Menos: NUNCA varia. “Menas” não existe no dicionário da aprovação.

    Como isso cai na prova? (Visão de Banca)

    A Cebraspe e a FGV amam frases onde o sujeito está longe do adjetivo para te confundir. Além disso, a Vunesp foca muito no uso do “É proibido” vs “É proibida”. Lembre-se: se houver artigo (A entrada), o adjetivo varia (É proibida a entrada). Sem artigo, fica no masculino singular (É proibido entrada).

    Questões Práticas (MODO B – Formatação)

    QUESTÃO 1. (Cesgranrio) Há concordância nominal inadequada em:

    (A) clima e terras desconhecidas

    (B) clima e terra desconhecidos

    (C) terras e clima desconhecidas

    (D) terras e clima desconhecido

    (E) terras e clima desconhecidos

    QUESTÃO 2. (Acafe-SC) Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços: A entrada para o cinema foi _____, mas o filme e o desenho _____ compensaram, pois saímos todos _____.

    (A) caro – apresentado – alegre

    (B) cara – apresentado – alegre

    (C) caro – apresentados – alegres

    (D) cara – apresentados – alegres

    (E) cara – apresentados – alegre

    QUESTÃO 3. (UFF) Assinale a opção em que ocorre ERRO de concordância nominal:

    (A) Parecia meio aborrecida a mulher de mestre Amaro.

    (B) Pagando cem mil‑réis, ele estaria quites com o velho.

    (C) O seleiro sentiu o papel e a nota novos no bolso.

    (D) Floridos montes e várzeas se sucediam na paisagem.

    (E) Os partidos de cana mostravam tonalidades verde-­esmeralda.

    QUESTÃO 4. (Elaboração própria) Marque a alternativa correta quanto à concordância nominal:

    (A) Seguem anexo as certidões solicitadas.

    (B) É necessário paciência neste momento.

    (C) Ela estava meia cansada após a prova.

    (D) Vendemos bastantes produtos hoje.

    (E) Hoje temos menas pessoas no evento.

    QUESTÃO 5. (Elaboração própria) Todas as alternativas estão corretas, EXCETO:

    (A) A segunda e a terceira questão eram difíceis.

    (B) As questões segunda e terceira eram difíceis.

    (C) É proibida a entrada de animais.

    (D) Ela comprou meia dúzia de rosas.

    (E) Os alunos ficaram meio nervoso antes da prova.

    Gabarito Comentado:

    1. (C) “Desconhecidas” não pode concordar apenas com “terras” se “clima” (masculino) também faz parte do grupo.

    2. (D) Cara (entrada), apresentados (filme e desenho), alegres (todos).

    3. (B) O correto é “quite” (concordando com “ele”).

    4. (D) “Bastantes” = muitos (adjetivo). As outras têm erros clássicos (anexas, meio, menos).

    5. (E) O advérbio “meio” não varia, mas o adjetivo “nervosos” deve concordar com “alunos”.

    Conclusão + CTA

    Dominar concordância nominal é essencial para garantir pontos em qualquer concurso. Portanto, revise estas regras regularmente e não ignore os casos especiais. Dessa forma, sua escrita será impecável e sua aprovação ficará mais próxima.

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  • Guia Definitivo do Uso do Hífen: Regras Atualizadas e Exemplos Práticos

    Você ainda se sente inseguro na hora de usar o hífen? Com as mudanças do Acordo Ortográfico, muitas pessoas ficam na dúvida se devem escrever “autoajuda” ou “auto-ajuda”, “micro-ondas” ou “microondas”. Pois saiba que dominar o uso do hífen é fundamental para garantir a nota máxima na redação e em questões de gramática normativa.

    Neste guia completo, vamos desmistificar as regras de prefixação de forma clara e direta. Portanto, prepare seu material de estudo, pois vamos transformar essa dificuldade em conhecimento estratégico para sua aprovação.

    O Uso do Hífen com Prefixos: Regras de Ouro

    O segredo para não errar mais está em observar o encontro entre o final do prefixo e o início do segundo elemento. Nesse sentido, existem quatro regras fundamentais que resolvem a maioria dos casos.

    1. Letras iguais se separam

    Sempre que o prefixo terminar com a mesma vogal ou consoante que inicia a palavra seguinte, você deve usar o hífen.

    • ✅ Vogais iguais: anti-ibérico, auto-organização, contra-almirante, infra-axilar, micro-ondas.
    • ✅ Consoantes iguais: inter-racial, super-revista, hiper-raquítico, sub-brigadeiro.

    2. Letras diferentes se unem

    Se a vogal do prefixo for diferente da vogal que inicia o segundo elemento, não se usa o hífen. Dessa forma, a grafia fica contínua.

    • ✅ Exemplos: autoescola, autoajuda, autoafirmação, semiaberto, semiárido, extraoficial, intraocular.

    3. O encontro com “R” e “S”

    Quando o segundo elemento começa com as consoantes r ou s, o hífen desaparece e a consoante é duplicada. Contudo, existem exceções que você precisa memorizar.

    • ✅ CERTO: antirreligioso, minissaia, ultrassecreto, ultrassom.
    • ❌ ERRADO: anti-religioso, mini-saia, ultra-secreto, ultra-som.

    Exceção Importante: Com os prefixos hiper, inter e super, mantém-se o hífen se a palavra seguinte começar com “r”:

    • ✅ hiper-realista, inter-racial, super-resistente.

    4. O Hífen obrigatório com “H”

    Sempre que a segunda palavra começar com a letra h, o uso do hífen é obrigatório, independentemente da terminação do prefixo.

    • ✅ Exemplos: anti-herói, inter-hemisférico, sub-humano, bio-histórico, super-homem.

    Para aprofundar seus conhecimentos em ortografia e análise sintática, visite a categoria Mais Português.

    Casos Especiais e Prefixos Específicos

    Alguns prefixos possuem regras próprias que costumam derrubar candidatos desatentos. Como seu mentor, destaco os pontos que exigem cuidado redobrado.

    • Prefixos co, pro, pre, re: Estes prefixos geralmente se aglutinam ao segundo elemento, mesmo diante de vogais iguais (coocupar, coautor, preexistir, reeleição, reescrita).
    • Prefixos ex, sota, soto, vice: O hífen é sempre utilizado com estes prefixos (ex-presidente, vice-rei, sota-piloto).
    • Prefixos circum e pan: Usa-se o hífen se o segundo elemento começar por vogal ou pelas consoantes m, n ou h (circum-navegação, pan-americano, pan-hispânico).
    • Prefixos pré, pós, pró: Quando são tônicos e acentuados, levam hífen (pré-escolar, pós-graduação, pró-ativo). Se não forem autônomos, a união é direta (predeterminado, pressupor, propor).

    Como Cai na Prova o Uso do Hífen? (Visão de Banca)

    Bancas como FGV, Cebraspe e Vunesp adoram cobrar o uso do hífen por meio de questões de reescrita ou identificação de erro ortográfico. Além disso, a Fuvest valoriza a capacidade de perceber o significado e a grafia correta em contextos reais.

    Por exemplo, questões sobre a grafia correta de termos como “recessão” e “vultosas” mostram que a atenção aos detalhes ortográficos é essencial. Portanto, pratique a escrita correta desses prefixos em seus simulados para que o processo se torne automático.

    As armadilhas mais comuns incluem:

    • Trocar a grafia de palavras com prefixos co e re (que geralmente não levam hífen).
    • Esquecer a duplicação do r e do s após prefixos.
    • Confundir pré (tônico, com hífen) com pre (átono, sem hífen).

    Conclusão

    Dominar o uso do hífen é uma questão de prática e observação das terminações. Portanto, revise estas regras regularmente e aplique-as em suas redações. Dessa forma, você demonstrará pleno domínio da norma culta e garantirá pontos preciosos em sua avaliação.

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  • Análise da Prova Fuvest 1ª Fase: Português e Literatura Comentados

    Você sente que domina a interpretação de textos, mas trava diante de questões de gramática normativa ou análise literária? Pois saiba que a Fuvest é mestre em cobrar esses temas de forma integrada. Neste guia completo, vamos analisar as questões de 1 a 26 da 1ª fase, trazendo a teoria por trás de cada acerto e a visão estratégica que você precisa para não cair em pegadinhas.

    A prova de Português e Literatura da Fuvest exige não apenas leitura, mas uma percepção aguçada do significado das expressões e do contexto das obras obrigatórias. Portanto, entender a estrutura da oração e a voz do narrador é fundamental para sua aprovação.

    A Teoria da Análise Textual e Literária Descomplicada

    A prova de Português deste ano pode ser considerada de dificuldade média para fácil. As questões de interpretação de textos exigiram um vocabulário adequado aos vestibulandos, enquanto a gramática valorizou a capacidade de perceber o significado das expressões em vez de apenas reconhecer a nomenclatura gramatical.

    A análise literária abrangeu nove dos dez livros indicados, o que reforça a necessidade de uma leitura dedicada às obras. Nesse sentido, o domínio dos recursos de estilo, como o caráter impressionista de certas descrições e o uso particular do narrador machadiano, são pontos-chave para gabaritar.

    Além disso, fique atento a figuras de linguagem complexas, como o anacoluto (quebra da estruturação lógica da frase), que costumam ser classificadas como questões difíceis.

    Como isso cai na prova? (Visão de Banca)

    A Fuvest tem padrões claros de cobrança que você deve observar:

    • Identificação de Referências: O uso de pronomes (como “este” e “esse”) para indicar a posição do narrador em relação ao objeto e ao interlocutor.
    • Variação Linguística: O reconhecimento de usos típicos da variante popular da língua em contraste com a norma culta.
    • Vozes Narrativas: A distinção entre narrador em terceira pessoa e a assimilação do ponto de vista da personagem.
    • Contexto Literário: A relação entre o progresso tecnológico e o saber cultural em poetas como Castro Alves.

    Portanto, estude as relações semânticas estabelecidas pelas preposições e conjunções, pois elas definem causas, lugares e oposições fundamentais para a interpretação correta.

    Questões Práticas

    QUESTÃO 1. (Fuvest) Considere as seguintes afirmações:

    I. A qualidade do filme encontra-se na adequação do estilo ao tema desenvolvido.

    II. Espectadores de olhar imediatista não conseguem apreciar filmes que mostram lugares distantes do meio urbano.

    III. Filmes cuja narrativa tem ritmo cadenciado exigem do espectador uma atitude diversa da que lhe é habitual.

    Está correto, em relação ao texto, apenas o que se afirma em:

    (A) I e II.

    (B) I e III.

    (C) II e III.

    (D) I.

    (E) I, II e III.

    QUESTÃO 2. O termo mérito em “Tal mérito não ocupa…” refere-se a:

    (A) Kenoma.

    (B) olhar imediatista.

    (C) acúmulo de imagens.

    (D) principal qualidade.

    (E) modo escancarado.

    QUESTÃO 3. No 2º período do texto, o advérbio não localizar-se-ia melhor se posto imediatamente antes do elemento que está negando:

    (A) tal mérito.

    (B) a tela.

    (C) de modo escancarado.

    (D) por meio do acúmulo.

    (E) de imagens.

    QUESTÃO 4. A frase em que a grafia está inteiramente correta é:

    (A) A rescessão asiática, o colapso russo e a perda de vultuosas quantias roubaram a expontaneidade do mercado de investidores.

    (B) Nessas inserções, todas as disfunções familiares, sem exceção, vêm à tona, sempre acompanhadas de forte descarga emocional.

    (C) Sua Magestade não admitiu a indiscreção do ministro, expulsando-o, imediatamente, da Corte.

    (D) As medidas tomadas pelo Governo contra a inflação não atendem às espectativas da população e, certamente, não sortirão os resultados esperados.

    (E) Estudiosos mostram-se apreensivos diante da eminência do recrudecimento das superstições nas sociedades capitalistas.

    QUESTÃO 5. Neste excerto de Tuim criado no dedo:

    (A) o narrador em terceira pessoa emprega o discurso indireto para assimilar o ponto de vista do menino.

    (B) repetições, diminutivos, simplicidade sintática introduzem no discurso a perspectiva do menino.

    (C) a escassez de adjetivos torna concreta a visão substantiva, própria da infância.

    (D) o narrador em primeira pessoa utiliza o discurso direto para recriar a visão infantil.

    (E) diminutivos, predominio da subordinação e sinestesias recriam o registro da percepção infantil.

    QUESTÃO 6. Das afirmações sobre o verbo assinalado em “que tem no Brasil”, qual a única incorreta?

    (A) É um uso típico da variante popular da língua.

    (B) Pode ser corretamente substituído por há.

    (C) Seu valor semântico difere daquele que apresenta nas demais ocorrências.

    (D) É um verbo impessoal cujo objeto direto é o pronome que.

    (E) Pode ser corretamente substituído por existe.

    QUESTÃO 7. Em que frase o espaço em branco deve ser preenchido apenas com pronome relativo e não com pronome relativo regido de preposição?

    (A) Trata-se de jóias de família ________ jamais me desfarei.

    (B) O candidato expôs planos ________ ninguém confiou.

    (C) Nesta rua, os serviços ________ você tem acesso são inúmeros.

    (D) Foi positivo o resultado ________ a empresa atingiu.

    (E) Eis o documento ________ cópia me refiro.

    QUESTÃO 8. Em relação às mudanças econômicas e tecnológicas mencionadas no texto, é correto afirmar que:

    (A) a avaliação delas comporta posicionamentos tanto opostos quanto intermediários.

    (B) há um acordo quanto à nomenclatura usada, embora essas mudanças sejam definidas de muitas maneiras.

    (C) a intelectualidade reconhece seu ritmo intenso, mas o faz de um modo disfarçado.

    (D) a falta de entendimento sobre sua natureza é causa da vulgarização do termo globalização.

    (E) se justifica o uso do termo globalização, uma vez que tais mudanças funcionam como instrumento de conhecimento.

    QUESTÃO 9. Substituindo por pronome pessoal oblíquo o complemento de afetariam, na mesma frase em que ocorre, obtém-se:

    (A) afetá-las-iam.

    (B) afetariam-nas.

    (C) as afetariam.

    (D) lhes afetariam.

    (E) afetar-lhes-iam.

    QUESTÃO 10. O anacoluto (quebra da estruturação lógica da frase), presente no provérbio “Quem ama o feio, bonito lhe parece”, também se verifica em:

    (A) Quem o mal deseja ao seu vizinho, vem o seu pelo caminho.

    (B) Quem anda sem dinheiro, não arranja companheiro.

    (C) Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

    (D) Quem anda depressa é quem mais tropeça.

    (E) Quem com o demo anda, com o demo acaba.

    QUESTÃO 11. Observando-se os recursos de estilo presentes na composição desse trecho (O primo Basílio), é correto afirmar que:

    (A) o acúmulo de pormenores induz a uma percepção impessoal e neutra do real.

    (B) a descrição assume caráter impressionista, dando também dimensão subjetiva à percepção do espaço.

    (C) as descrições veiculam as impressões do narrador, e o monólogo interior, as da personagem.

    (D) a carência de adjetivos confere caráter objetivo e real à representação do espaço.

    (E) o predomínio da descrição confere caráter expressionista ao relato, eliminando seus resíduos subjetivos.

    QUESTÃO 12. O segmento do texto em que a preposição de estabelece uma relação de causa é:

    (A) “ao pé de uma casa amarelada”.

    (B) “escada, de degraus gastos”.

    (C) “gradeadozinho de arame”.

    (D) “parda do pó acumulado”.

    (E) “luz suja do saguão”.

    QUESTÃO 13. O prefixo presente em semidéia tem o mesmo valor semântico do prefixo que há em:

    (A) hipotensão.

    (B) perifrase.

    (C) anfiteatro.

    (D) subalterno.

    (E) hemisfério.

    QUESTÃO 14. A relação semântica expressa pelo termo logo no verso “Não tenho, logo, mais que desejar” ocorre igualmente em:

    (A) Não se lembrou de ter um retrato do menino. E logo o retrato que tanto desejara.

    (B) Acendia, tão logo anoitecia, um candeeiro de querosene.

    (C) É um ser humano, logo merece nosso respeito.

    (D) E era logo ele que chegava a esta conclusão.

    (E) Adoeceu, e logo naquele mês, quando estava cheio de compromissos.

    QUESTÃO 15. A conjunção mas, que aparece no início do primeiro terceto, é usada para:

    (A) apresentar uma síntese das idéias contidas nos quartetos, que funcionam como tese e antítese.

    (B) opor à satisfação expressa nos quartetos a insatisfação trazida por uma idéia incompleta e pelo conformismo.

    (C) substituir o conectivo e, assumindo valor aditivo, já que não há oposição entre os quartetos e os tercetos.

    (D) iniciar um pensamento conclusivo, podendo ser substituído pelo conectivo portanto.

    (E) introduzir uma ressalva em relação às idéias que foram expressas nos quartetos.

    QUESTÃO 16. É correto afirmar que, nesse soneto (Camões):

    (A) a experiência individual e a reflexão filosófica, alternando-se e conjugando-se, encaminham o desenvolvimento do poema.

    (B) a fusão do eu e do outro, almejada no amor, produz a conversão da forma em simples matéria.

    (C) a influência platônica, patente no texto, determina a renúncia ao impulso erótico-amoroso.

    (D) a oscilação entre ascetismo e erotismo, típica do autor, resolve-se pela eleição da mulher imaterial e dessexuada.

    (E) os excessos da imaginação amorosa produzem uma confusão mental que caberá à razão disciplinar.

    QUESTÃO 17. A frase que expressa uma relação de semelhança incorreta (ou falsa) entre as personagens Lula de Holanda e mestre José Amaro (Fogo morto) é:

    (A) Os dois têm filhas solteiras, que são profundamente infelizes.

    (B) São homens orgulhosos, com traços de mania de superioridade.

    (C) Um e outro apresentam suscetibilidade e desconfiança exacerbadas.

    (D) Ambos são marcados pela doença, que os expõe à curiosidade pública.

    (E) Ambos procuram compensar na religiosidade as infelicidades da vida pessoal.

    QUESTÃO 18. O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro nestes versos permite afirmar corretamente que, no contexto de Espumas flutuantes:

    (A) o poeta romântico assume o ideal do progresso, abandonando as preocupações com a História.

    (B) o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela natureza.

    (C) o entusiasmo pelo progresso cultural contrapõe-se ao temor do progresso técnico, que agride a natureza.

    (D) o poeta romântico abre-se ao progresso e à técnica, em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais.

    (E) o poeta romântico propõe que literatura e natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico.

    QUESTÃO 19. A frase em que a correlação de tempos e modos verbais foge às normas da língua escrita padrão é:

    (A) Pode-se prever que os ideólogos do capitalismo usarão todos os apelos populistas de que puderem valer-se para introduzir um forte golpe.

    (B) Em 1970, não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro.

    (C) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas, não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.

    (D) Agora que ensandeceste, se a tua consciência reouver um instante de sagacidade, tu dirás que queres viver.

    (E) Se os parlamentares tivessem tido preocupação de discutir com seriedade as propostas, os leitores só poderão estar satisfeitos.

    QUESTÃO 20. Se iniciarmos a segunda estrofe pelo pronome tu, os verbos abris e fazei, que aparecem no texto, deverão mudar, respectivamente, para:

    (A) abre; faz.

    (B) abras; faças.

    (C) abres; faze.

    (D) abre; faça.

    (E) abres; fazes.

    QUESTÃO 21. O emprego dos pronomes este e esse, no início do texto (Memórias póstumas de Brás Cubas):

    (A) tem a finalidade de distinguir entre o que já se mencionou (mundo) e o que se vai mencionar (livro).

    (B) marca a oposição entre o concreto (mundo real) e o abstrato (mundo da ficção).

    (C) faz uma distinção decorrente da diferença entre a posição do narrador e a do leitor.

    (D) é conseqüência da oposição entre passado (livro) e presente (mundo).

    (E) é indiferente; assim como hoje, esses pronomes não têm valor distintivo.

    QUESTÃO 22. A alternativa em que o termo senão apresenta o mesmo valor gramatical expresso em “O senão do livro” é:

    (A) O motivo não pode ser outro senão que a melancólica paisagem.

    (B) Falara como pai, senão como juiz.

    (C) Ninguém senão seu irmão o ouvia.

    (D) Resplandecia aos olhos dos homens, formosa sem senão.

    (E) Não o apanhara senão para ter uma parte na glória e no serviço.

    QUESTÃO 23. Tendo em vista o contexto das Memórias póstumas de Brás Cubas, é correto afirmar que, nesse excerto:

    (A) as imagens que se referem ao próprio livro, mesmo exageradas, apontam para características que esse romance de fato apresenta.

    (B) ao ponderar a opinião do leitor, o narrador novamente evidencia o respeito e a consideração que tem por ele.

    (C) o movimento autocrítico põe em relevo, principalmente, a modéstia e a contenção características do narrador.

    (D) o fato de o narrador dirigir-se diretamente ao leitor configura um momento de exceção no livro.

    (E) a atitude do narrador contradiz a constância e a persistência com que habitualmente executa seus projetos.

    QUESTÃO 24. Refere-se corretamente a Alguma poesia, de Drummond, a seguinte afirmação:

    (A) A imagem do poeta como gauche revela a sua militância na poesia engajada e participante, de esquerda.

    (B) As oposições sujeito-mundo e província-metrópole são fundamentais em vários poemas.

    (C) A filiação modernista do livro liberou o poeta das preocupações com a elaboração formal dos poemas.

    (D) O livro não contém textos metalingüísticos, o que caracteriza a primeira fase do autor.

    (E) A ironia e o humor evitam que o eu-lírico se distancie ou se isole, proporcionando-lhe a comunhão com o mundo exterior.

    QUESTÃO 25. 

    I- Dirigindo-se a um interlocutor presente, que não fala ou cujas palavras não são registradas (…) o narrador põe em questão a identidade do homem e o sentido último da vida.

    II- Colocando o seu foco na relação entre o letrado e o iletrado, dela o conto extrai efeitos de suspense e humor.

    I e II referem-se, respectivamente, aos seguintes contos de Primeiras estórias:

    (A) “O espelho” e “Famigerado”.

    (B) “A terceira margem do rio” e “Famigerado”.

    (C) “O espelho” e “A terceira margem do rio”.

    (D) “Pirlimpsiquice” e “A terceira margem do rio”.

    (E) “Pirlimpsiquice” e “Famigerado”.

    QUESTÃO 26. Em Morte e vida severina, um dos motivos pelos quais Severino não encontrará emprego no local a que chegara encontra-se em:

    (A) Ao homem rústico falta competência para enfrentar o meio agreste e desenvolver técnicas necessárias para fazê-lo.

    (B) Os interesses da modernização financeira e industrial tornam ainda mais difícil para o homem rústico a obtenção de emprego.

    (C) Por ser desprovido de cultura religiosa e de vínculos com o Catolicismo, o sertanejo marginaliza-se ao chegar à Zona da Mata.

    (D) A grande fragilidade física a que chegou o retirante torna-o inapto para o trabalho pesado exigido na região.

    (E) Tendo experiência apenas na criação de gado, o sertanejo encontra-se deslocado em meio à cultura da cana-de-açúcar.

    Gabarito:

    1. (B) A afirmação II é falsa; o texto só comenta a dificuldade específica de apreender a qualidade de Kenoma.

    2. (D) “Tal mérito” retoma a expressão “principal qualidade” mencionada no início do texto.

    3. (C) O advérbio “não” nega diretamente a locução “de modo escancarado”.

    4. (B) As outras opções possuem erros como “rescessão” (recessão), “vultuosas” (vultosas), “Magestade” (Majestade), “espectativas” (expectativas) e “eminência” (iminência).

    5. (B) O uso de repetições e diminutivos recria a percepção infantil, sem usar discurso indireto ou subordinações complexas.

    6. (E) Ao substituir “tem” por “existe”, a concordância ficaria incorreta; o correto seria “existem” no plural.

    7. (D) O verbo “atingir” é transitivo direto, dispensando preposição.

    8. (A) O texto menciona que não há consenso, variando entre avaliações positivas, negativas ou matizadas.

    9. (C) O pronome “as” é atraído para antes do verbo pelo pronome relativo “que”.

    10. (A) O anacoluto marca uma grande inversão da ordem direta dos termos da oração.

    11. (B) Adjetivos subjetivos e diminutivos conferem caráter impressionista à descrição.

    12. (D) “Do pó acumulado” indica a causa da cor parda da janela.

    13. (E) O prefixo latino semi equivale ao grego hemi.

    14. (C) “Logo” equivale a “portanto”, indicando uma conclusão.

    15. (E) A conjunção introduz uma ressalva ou oposição entre a reflexão filosófica e a experiência individual.

    16. (A) O soneto camoniano desenvolve-se conjugando experiência individual e reflexão filosófica.

    17. (E) José Amaro compensa frustrações por introspecção e ação externa, não pela religiosidade.

    18. (D) Castro Alves expressa que o saber e a tecnologia são imprescindíveis e compatíveis com a natureza.

    19. (E) A forma “tivesse tido” exige a correlação com “poderiam estar”.

    20. (C) “Vós abris” equivale a “tu abres” e “fazei vós” equivale a “faze tu”.

    21. (C) Brás Cubas usa “este” para o que está próximo (livro) e “esse” para o interlocutor/objeto distante (mundo).

    22. (D) “Senão” tem o sentido de defeito ou falha.

    23. (A) O narrador machadiano comenta seu próprio labor narrativo, interagindo com o leitor.

    24. (B) A poética de Drummond reside na tensão entre sujeito-mundo e província-metrópole.

    25. (A) “O espelho” foca na busca de identidade e “Famigerado” no significado das palavras.

    26. (B) A modernização financeira (bancos) e industrial (usinas) dificulta a sobrevivência do retirante.

    Conclusão

    Dominar a análise de textos e obras literárias da Fuvest é essencial para garantir sua vaga. Portanto, revise as relações semânticas das preposições, os tempos verbais e as características de cada autor clássico. Dessa forma, você transformará a complexidade da prova em pontos garantidos na sua folha de respostas.

    Quer tirar dúvidas e praticar com outros concurseiros e vestibulandos? Então junte-se à nossa comunidade:

  • Tipos de Sujeito: O Guia Definitivo para Gabaritar Concursos

    Você confunde sujeito simples com composto? Não sabe identificar quando o sujeito é indeterminado ou inexistente? Pois saiba que esse é um dos tópicos mais cobrados em provas de português. Neste guia definitivo, você vai dominar todos os tipos de sujeito e nunca mais errar questões sobre esse assunto.

    O que é sujeito e por que ele importa tanto

    O sujeito é o termo sobre o qual se declara algo na oração. Portanto, identificá-lo corretamente é fundamental para compreender a mensagem do texto e garantir concordância verbal adequada. Além disso, as bancas adoram cobrar análise sintática, especialmente a classificação de sujeitos.

    Nesse sentido, dominar esse conteúdo é questão de sobrevivência em qualquer prova de português. As orações podem apresentar três categorias principais: sujeito determinado (simples, composto ou oculto), sujeito indeterminado e sujeito inexistente. Vamos destrinchar cada um deles agora.

    A Teoria Explicada (Sujeito Determinado)

    O sujeito determinado é aquele que você consegue identificar com precisão no texto ou pela desinência do verbo. Como seu mentor, aviso: não subestime o óbvio.

    1. Sujeito Simples

    Possui apenas um núcleo, mesmo que a ideia esteja no plural.

    • ✅ CERTO: “Os alunos (núcleo) chegaram.” (Simples)

    • ❌ ERRADO: Achar que porque está no plural, o sujeito é composto.

    2. Sujeito Composto

    Apresenta dois ou mais núcleos ligados ao mesmo verbo.

    • Exemplo: “Camila e Lorena fizeram os doces.” (Núcleos: Camila, Lorena).

    3. Sujeito Oculto (Desinencial)

    Não aparece escrito, mas a terminação do verbo entrega quem ele é.

    • Exemplo: “Fizemos o relatório.” (Sujeito: Nós).

    Para aprofundar seus conhecimentos em análise sintática e outras regras gramaticais, visite a categoria Mais Português.

    Sujeito Indeterminado e Inexistente

    Aqui é onde o examinador tenta te derrubar. Muita atenção nestes dois casos:

    Sujeito Indeterminado

    Sabemos que alguém praticou a ação, mas a identidade é desconhecida ou ocultada propositalmente.

    • Verbo na 3ª pessoa do plural: “Quebraram o vidro.” (Quem? Não se sabe).

    • Verbo + SE (Índice de Indeterminação): “Precisa-se de técnicos.”

    Sujeito Inexistente (Oração sem Sujeito)

    Ocorre com verbos impessoais. Eles não têm “dono”.

    • Fenômenos da natureza: “Choveu muito.”

    • Haver (sentido de existir): “Havia muitos problemas.”

    • Fazer (tempo decorrido): “Faz dois anos.”

    Como isso cai na prova? (Visão de Banca)

    As bancas como Cebraspe, FGV e Vunesp adoram a “Partícula SE”. Guarde esta regra de ouro:

    1. VTD + SE: O sujeito existe e é determinado (Voz Passiva). Ex: “Vendem-se casas” (Casas são vendidas).

    2. VTI + SE: O sujeito é indeterminado. Ex: “Precisa-se de ajuda”.

    Questões Práticas (MODO B – Formatação)

    QUESTÃO 1.

    (CESPE – Adaptada) No trecho “Abre a porta, liga o motor e parte com o veículo”, o termo “o veículo” é sujeito das formas verbais “Abre”, “liga” e “parte”.

    (A) Certo

    (B) Errado

    QUESTÃO 2. (Fatec-SP) No trecho “Deu um grito fraco e caiu.”, o sujeito dos verbos destacados é:

    (A) composto, porque as ações dos dois verbos são atribuídas ao pronome pessoal ela.

    (B) inexistente, pois o pronome pessoal ela não aparece na sentença.

    (C) desinencial, pois se subentende a conjugação do verbo com o pronome pessoal ela.

    (D) indeterminado, pois não se pode determinar a posição do pronome pessoal ela no trecho.

    QUESTÃO 3. (OSEC) Das orações: “Pede-se silêncio”, “A caverna anoitecia aos poucos”, “Fazia um calor tremendo naquela tarde” – o sujeito classifica-se respectivamente como:

    (A) indeterminado, inexistente, simples

    (B) oculto, simples, inexistente

    (C) inexistente, inexistente, inexistente

    (D) oculto, inexistente, simples

    (E) simples, simples, inexistente

    QUESTÃO 4. (Elaboração própria) Identifique a alternativa em que o sujeito é indeterminado:

    (A) Choveu muito ontem à noite.

    (B) Falaram mal de você na reunião.

    (C) Vendem-se apartamentos novos.

    (D) Os alunos estudaram bastante.

    (E) Havia muitos candidatos na sala.

    QUESTÃO 5. (Elaboração própria) Marque a alternativa em que há sujeito composto:

    (A) Os meninos e as meninas brincavam no parque.

    (B) As crianças corriam alegremente.

    (C) Precisa-se de novos funcionários.

    (D) Choveu durante toda a semana.

    (E) Fizemos todos os exercícios propostos.

    Gabarito: 1. (B) O termo “o veículo” é objeto direto; o sujeito é oculto.

    2. (C) O verbo indica a 3ª pessoa, apontando para um sujeito implícito no contexto.

    3. (E) Silêncio é pedido (Simples); A caverna (Simples); Fazer indicando clima (Inexistente).

    4. (B) Verbo na 3ª pessoa do plural sem referência anterior indica indeterminação.

    5. (A) Possui dois núcleos: meninos e meninas.

    Conclusão + CTA

    Dominar os tipos de sujeito é o primeiro passo para não cair em pegadinhas de concordância. Portanto, revise os verbos impessoais e a função da partícula “se” constantemente. Além disso, pratique com questões exaustivamente para automatizar o processo de identificação.

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  • Exercícios sobre Vícios de Linguagem, Clareza e Concisão para Concursos

    Se você estudou a teoria sobre vícios de linguagem, clareza e concisão, agora é hora de colocar o conhecimento em prática. Resolver exercícios é a forma mais eficiente de fixar o conteúdo e se preparar para o estilo de cobrança das bancas examinadoras. Neste artigo, você encontra questões objetivas no padrão de concursos e também atividades de reescritura e análise textual.

    Portanto, pegue papel e caneta, cronometre seu tempo e tente resolver cada questão antes de consultar o gabarito. Essa prática simula a experiência real da prova e melhora significativamente o seu desempenho.

    Questões Objetivas sobre Vícios de Linguagem, Clareza e Concisão

    QUESTÃO 1. Assinale a alternativa que apresenta exemplo de tautologia (pleonasmo vicioso):

    (A) O candidato apresentou os documentos solicitados pela banca.

    (B) Todos os participantes foram unânimes na decisão tomada.

    (C) A empresa comunicou a mudança de endereço aos funcionários.

    (D) O resultado da prova será divulgado na próxima semana.

    (E) A reunião foi marcada para a primeira segunda-feira do mês.


    QUESTÃO 2. Leia o trecho a seguir: “Solicitamos o pagamento das mensalidades nas datas aprazadas no dito carnê, colaborando destarte para a manutenção precípua deste sodalício na orientação e assistência dos seus associados.” O principal vício de linguagem presente no trecho acima é:

    (A) Coloquialismo excessivo.

    (B) Tautologia.

    (C) Verbosidade por vocabulário rebuscado.

    (D) Ambiguidade estrutural.

    (E) Uso inadequado de gerúndio.


    QUESTÃO 3. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um chavão ou expressão inadequada:

    (A) Vimos através desta solicitar a revisão do contrato.

    (B) Em resposta ao contrato referenciado, informamos que…

    (C) Comunicamos a alteração no prazo de entrega do material.

    (D) Vimos pela presente informar que o prazo foi prorrogado.

    (E) Solicitamos a V. S.ª a inclusão do colaborador no curso referenciado.


    QUESTÃO 4. Observe as expressões abaixo: I. Elo de ligação II. Retornar de novo III. Escolha opcional IV. Resultado final V. Há anos atrás

    São exemplos de tautologia TODAS as expressões indicadas em:

    (A) I, II, III e IV apenas.

    (B) I, II, III e V apenas.

    (C) I, II, III, IV e V.

    (D) II, III e V apenas.

    (E) I, III e V apenas.


    QUESTÃO 5. Considere a frase: “A cozinheira encontrou a ajudante entrando na cozinha.” O problema de clareza presente nessa frase é classificado como:

    (A) Verbosidade por construção intercalada.

    (B) Ambiguidade polissêmica causada pelo verbo “entrar”.

    (C) Tautologia pela repetição da ideia de “cozinha”.

    (D) Ambiguidade estrutural causada pelo uso do gerúndio.

    (E) Coloquialismo excessivo no registro de linguagem.


    QUESTÃO 6. Leia o trecho: “Frederico encontrou Godofredo na rua e lhe disse que seu primo estava em casa.” A ambiguidade do trecho poderia ser eliminada pela seguinte reescritura:

    (A) Frederico encontrou Godofredo na rua e disse que seu primo dele estava em casa.

    (B) Frederico encontrou Godofredo na rua e lhe disse que o primo de Godofredo estava em casa.

    (C) Frederico encontrou Godofredo na rua e disse-lhe que seu primo estava em casa dele.

    (D) Frederico, na rua, encontrou Godofredo e lhe disse que seu primo estava em casa.

    (E) Encontrando Godofredo na rua, Frederico lhe disse que seu primo estava em casa.


    QUESTÃO 7. Assinale a alternativa que apresenta reescritura mais concisa, sem alteração de sentido, para o trecho: “Informamos que a entrada, a frequência e a permanência nas dependências deste clube é terminantemente proibida, seja qual for o pretexto, a pessoas que não fazem parte de seu quadro de sócios.”

    (A) Comunicamos que está proibida a entrada e permanência de não-sócios nas dependências do clube sob qualquer pretexto.

    (B) É proibida a entrada de não-sócios.

    (C) Pessoas que não são sócias estão proibidas de entrar, frequentar ou permanecer no clube.

    (D) Informamos que pessoas de fora do quadro de sócios não podem entrar no clube.

    (E) Proíbe-se terminantemente a entrada, permanência e frequência de não-sócios.


    QUESTÃO 8. A redução extensiva de um texto visa principalmente:

    (A) Eliminar todas as conjunções e pronomes relativos do texto.

    (B) Reduzir o excesso de elementos como o “que”, substituindo-os por formas mais enxutas.

    (C) Substituir todos os verbos pela voz passiva.

    (D) Transformar frases longas em frases de uma única palavra.

    (E) Eliminar todos os adjetivos e advérbios do texto.


    QUESTÃO 9. Qual das alternativas abaixo apresenta a reescritura correta, aplicando redução extensiva ao trecho: “Espero que me respondas a fim de que se esclareçam as dúvidas que dizem respeito ao assunto que foi discutido.”

    (A) Espero que me respondas para esclarecer as dúvidas do assunto.

    (B) Espero sua resposta a fim de esclarecer as dúvidas a respeito do assunto discutido.

    (C) Responda-me para que as dúvidas que temos sejam esclarecidas sobre o assunto que foi discutido.

    (D) Espero que se esclareçam as dúvidas que dizem respeito ao assunto.

    (E) Aguardo resposta que esclareça dúvidas que existem sobre o que foi discutido.


    QUESTÃO 10. Leia o texto de Millôr Fernandes:

    “A senhora, uma dona de casa, estava na feira, no caminhão que vende galinhas. O vendedor ofereceu a ela uma galinha. Ela olhou para a galinha, passou a mão embaixo das asas da galinha, apalpou o peito da galinha, alisou as coxas da galinha, depois tornou a colocar a galinha na banca e disse ao vendedor: ‘Não presta!’. Aí o vendedor olhou para ela e disse: ‘Também, madame, num exame assim nem a senhora passava.’”

    A repetição da palavra “galinha” no texto funciona como:

    (A) Vício de linguagem que compromete a qualidade do texto.

    (B) Tautologia que deveria ter sido eliminada na revisão.

    (C) Recurso expressivo intencional que constrói o efeito humorístico.

    (D) Erro de coesão que prejudica a clareza da narrativa.

    (E) Pleonasmo vicioso característico do coloquialismo excessivo.

    Atividades de Reescritura e Análise Textual

    As atividades a seguir exigem que você analise textos e os reescreva, aplicando os princípios de clareza e concisão. Elas são essenciais para treinar a habilidade de redação.

    QUESTÃO 11. (Reescritura — Redução extensiva) Leia o trecho a seguir e reescreva-o, aplicando as noções de redução extensiva:

    “Em resposta ao documento enviado por V.S.ª a esta Superintendência, reivindicando pagamento de indenizações por perdas materiais, informamos que, após detida análise de seu processo, concluímos que não há qualquer aspecto que possibilite à Companhia proceder ao pagamento solicitado.” (GOLD, 2002, p. 61)

    QUESTÃO 12. (Reescritura — Eliminação de ambiguidades) Leia o texto a seguir. Reescreva-o, desfazendo todas as ambiguidades.

    Snooker (FERNANDES, 1991, p. 14)

    Certa vez eu jogava uma partida de sinuca e só havia a bola sete na mesa. De modo que mastiguei-a lentamente, saboreando-lhe os bocados com prazer. Refiro-me à refeição que havia pedido ao garçom. Dei-lhe duas tacadas na cara. Estou me referindo à bola. Em seguida saí montado nela e a égua de que estou falando agora, chegou calmamente à fazenda de minha mãe. Fui encontrá-la morta na mesa, meu irmão comia-lhe uma perna com prazer e ofereceu-me um pedaço: “Obrigado”, disse eu, “já comi galinha no almoço”.

    Logo em seguida chegou minha mulher e deu-me na cara. Um beijo, digo. Dei-lhe um abraço. Fazia calor. Daí a pouco minha camisa estava inteiramente molhada. Refiro-me a que estava na corda secando quando começou a chover. Minha sogra apareceu para apanhar a camisa. Não tive remédio senão esmagá-la com o pé. Estou falando da barata que ia trepando na cadeira.

    Malaquias, meu primo, vivia com uma velha de oitenta anos. A velha era sua avó, esclareço. Malaquias tinha dezoito filhos mas nunca se casou. Isto é, nunca se casou com uma mulher que durante mais de um ano. Agora, sentado à nossa frente, Malaquias fura o coração com uma faca. Depois corta as pernas e o sangue vermelho do porco enche a bacia.

    Nos bons tempos passeávamos juntos. Eu tinha um carro. Malaquias tinha uma namorada. Um dia rolou a ribanceira. Me refiro a Malaquias. Entrou pela pretoria adentro arrebentando a porta e parou resfolegante junto do juiz paliado de susto. Me refiro ao carro. Depois então saiu da pretoria com a noiva já na direção. Me refiro ao carro. E a Malaquias.

    QUESTÃO 13. (Reescritura — Linguagem objetiva e concisa) Leia o texto abaixo e reescreva-o usando linguagem objetiva e concisa. Dê um novo título ao seu texto.

    A vaca (FERNANDES, 1991, p. 58)

    A vaca é um bicho de quatro patas que dá carne de vaca. Tem um rabo para espantar as moscas e uma cara muito séria de quem está fazendo sempre essa coisa importante que é o leite. O marido da vaca é o intitulado boi. A vaca tem dois estômagos e por isso fica sempre com a comida indo e vindo na boca que, quando a gente faz, a mãe diz que porcaria! Já vi ordenhar vaca, que é quando ela faz aquela cara fingindo que não está sentindo nada. Vaca dizem que já custa muito cara viva, agora no açougue custa mais e em bife então nem se fala.

    A vaca a professora ensina que ela dá leite mas nas horas de tirar é que a gente vê que ela dá mas custa. Ela só se alimenta de grama por isso eu acho que o leite devia ser verde. Se a gente fica perto ela fica olhando com aquele olhar de que a gente faz alguma coisa com ela e ela está muito magoada. Eu acho que todas as vacas vieram dos Estados Unidos porque estão sempre com jeitão de quem está mascando chiclete.

    QUESTÃO 14. (Dissertação argumentativa) Comente o trecho a seguir, tendo por base o seu ponto de vista sobre o assunto. Use a variação argumentativa do texto dissertativo. Escreva de forma clara e concisa.

    “O comércio global pode ajudar a reduzir o desemprego. Países capazes de lidar com novas especializações enfrentam melhor a onda de desemprego. O problema são os governos que ajudam indústrias ineficientes.” (PANITCHPAKDI, 2002, p. 11)

    Gabarito Comentado

    QUESTÃO 1 — Alternativa (B) “Todos foram unânimes” é uma tautologia clássica. Se a decisão foi unânime, todos necessariamente concordaram. A palavra “todos” repete a ideia já contida em “unânimes”. As demais alternativas não apresentam vícios de linguagem.

    QUESTÃO 2 — Alternativa (C) O trecho apresenta verbosidade por vocabulário rebuscado. Palavras como “aprazadas”, “destarte”, “precípua” e “sodalício” dificultam a compreensão da mensagem e afastam o leitor. O ideal seria: “Solicitamos o pagamento das mensalidades até as datas de vencimento constantes do carnê.”

    QUESTÃO 3 — Alternativa (C) “Comunicamos a alteração no prazo de entrega do material” é uma frase direta, objetiva e sem chavões. As demais apresentam problemas: (A) “através desta” é chavão e uso inadequado de “através”; (B) “referenciado” não existe na norma culta; (D) “pela presente” é expressão redundante; (E) “referenciado” novamente é termo inexistente.

    QUESTÃO 4 — Alternativa (C) Todas as cinco expressões são tautologias. “Elo de ligação” (elo já é ligação), “Retornar de novo” (retornar já implica repetição), “Escolha opcional” (toda escolha é opcional), “Resultado final” (resultado já indica conclusão), “Há anos atrás” (o “há” e o “atrás” indicam passado simultaneamente).

    QUESTÃO 5 — Alternativa (D) O gerúndio “entrando” gera ambiguidade estrutural, pois não é possível determinar se quem entrava na cozinha era a cozinheira ou a ajudante. Esse é um caso clássico de ambiguidade por uso inadequado de forma nominal do verbo.

    QUESTÃO 6 — Alternativa (B) A reescritura “o primo de Godofredo” elimina a ambiguidade ao explicitar de quem é o primo. Nas demais alternativas, o possessivo “seu” continua gerando dúvida, ou a construção não resolve completamente o problema.

    QUESTÃO 7 — Alternativa (B) “É proibida a entrada de não-sócios” é a versão mais concisa que mantém integralmente o sentido original. Todas as informações essenciais estão preservadas em uma frase mínima. As demais alternativas, embora mais curtas que o original, ainda contêm elementos dispensáveis.

    QUESTÃO 8 — Alternativa (B) A redução extensiva visa principalmente eliminar o excesso de “quês” (pronomes relativos e conjunções integrantes), substituindo-os por formas mais enxutas como nominalizações, infinitivos e adjuntos. Não se trata de eliminar todos os pronomes, mas de reduzir o excesso.

    QUESTÃO 9 — Alternativa (B) “Espero sua resposta a fim de esclarecer as dúvidas a respeito do assunto discutido” é a reescritura correta com redução extensiva. Os quatro “quês” do original foram eliminados: “que me respondas” virou “sua resposta”; “de que se esclareçam” virou “de esclarecer”; “que dizem respeito” virou “a respeito”; “que foi discutido” virou “discutido”.

    QUESTÃO 10 — Alternativa (C) A repetição de “galinha” é um recurso expressivo intencional de Millôr Fernandes. Cada repetição constrói a cena de forma progressiva (olhou, passou a mão, apalpou, alisou), criando a tensão cômica necessária para a punchline final do vendedor. Não se trata de vício, mas de arte.

    QUESTÕES 11, 12, 13 e 14 — Respostas dissertativas Estas questões são de natureza aberta e exigem reescritura individual. Para a questão 11, aplique a redução extensiva eliminando “quês” e expressões prolixas. Para a questão 12, reescreva eliminando as ambiguidades intencionais do texto de Millôr Fernandes. Para a questão 13, transforme o texto humorístico em linguagem técnica e objetiva. Para a questão 14, elabore uma dissertação argumentativa de 15 a 20 linhas com introdução, desenvolvimento e conclusão.

    Conclusão

    Resolver exercícios sobre vícios de linguagem, clareza e concisão é a melhor forma de consolidar o aprendizado e se preparar para as bancas examinadoras. Cada questão treinada é um passo a mais rumo à aprovação. Pratique constantemente, revise seus erros e volte à teoria sempre que necessário.

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  • Gêneros e Tipos Textuais: Domine Esse Conteúdo Essencial para Concursos e ENEM

    Você já se pegou confundindo gênero textual com tipo textual na hora da prova? Pois saiba que essa dúvida é uma das armadilhas favoritas das bancas examinadoras. Portanto, dominar a diferença entre esses conceitos não é apenas “decoreba” — é uma competência decisiva para garantir pontos preciosos em concursos públicos e no ENEM.

    Neste guia definitivo, você vai entender de vez o que são gêneros e tipos textuais, como identificá-los nas questões e, principalmente, como acertar na mosca quando a banca tentar te confundir. Vamos lá?

    O Que São Gêneros Textuais? A Base da Comunicação do Dia a Dia

    Os gêneros textuais são textos concretos que você encontra no seu cotidiano. Eles nascem das necessidades comunicativas da sociedade e estão em constante evolução. Além disso, cada gênero possui características próprias que o diferenciam dos demais.

    Pense assim: quando você abre o WhatsApp para mandar uma mensagem, escreve um e-mail de trabalho ou lê uma notícia no portal de notícias, está lidando com gêneros textuais diferentes. Cada um deles tem uma função social específica e segue convenções próprias.

    Características Principais dos Gêneros Textuais

    Os gêneros textuais se caracterizam por serem altamente maleáveis e dinâmicos. Isso significa que eles se adaptam conforme as mudanças sociais e tecnológicas. Aliás, é só compararmos a quantidade de gêneros textuais que existem hoje (posts em redes sociais, stories, memes) com os que existiam antes da internet.

    Além disso, os gêneros contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia. Portanto, quando você reconhece um gênero, já sabe automaticamente como se comportar diante dele.

    Elementos Que Caracterizam os Gêneros

    Todo gênero textual possui cinco elementos fundamentais:

    1. Função Social: Cada gênero possui uma finalidade específica. Uma receita culinária ensina a preparar um prato, enquanto uma carta de reclamação busca resolver um problema.

    2. Autor/Locutor e Leitor/Ouvinte: Quem escreve e quem lê influenciam diretamente na produção e recepção dos textos. Um texto acadêmico exige formalidade justamente por causa do seu público.

    3. Contexto: O local cultural no qual o texto está inserido determina muitas de suas características. Uma piada no velório seria inadequada, não é mesmo?

    4. Linguagem: Cada gênero utiliza um registro linguístico apropriado. Compare a linguagem de um meme com a de uma petição jurídica.

    5. Meio de Divulgação: Existe um local apropriado para cada gênero. Você não espera encontrar uma bula de remédio no Instagram, certo?

    Gêneros Textuais São Construções Culturais

    Aqui vai uma informação importantíssima: os gêneros não são entidades naturais como borboletas ou estrelas. Eles são artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano.

    Isso explica por que novos gêneros surgem o tempo todo (pense nos tweets, reels, threads) e outros desaparecem ou se transformam. Portanto, a lista de gêneros textuais é praticamente infinita e está sempre crescendo.

    Para conhecer mais sobre como os gêneros textuais aparecem nas provas, visite a categoria Mais Português.

    E os Tipos Textuais? A Estrutura Por Trás dos Gêneros

    Enquanto os gêneros são infinitos, os tipos textuais são limitados. Eles representam a forma como o texto se organiza internamente, considerando aspectos linguísticos como escolhas lexicais, estrutura sintática, tempos verbais e relações lógicas.

    Em geral, existem cerca de cinco ou seis tipos textuais reconhecidos:

    • Narrativo
    • Descritivo
    • Dissertativo (ou Argumentativo)
    • Expositivo
    • Injuntivo (ou Instrucional)

    Narrativo

    São formados por narrativas que apresentam personagens localizados em tempo e espaço. Contam uma história com começo, meio e fim.

    ❌ ERRADO: “Era uma vez um reino distante…” ✅ CERTO: Textos narrativos constroem sequências de acontecimentos com personagens, tempo, espaço e enredo.

    Descritivo

    O texto descritivo cumpre o objetivo de descrever determinada pessoa, objeto, acontecimento ou lugar. Caracteriza-se pelo uso abundante de adjetivos.

    ❌ ERRADO: Descrições são sempre subjetivas. ✅ CERTO: Descrições podem ser objetivas (técnicas) ou subjetivas (literárias).

    Dissertativo

    Possuem uma estrutura permeada por argumentações que cumprem o objetivo de expor determinado tema. Nesse sentido, buscam persuadir o leitor.

    ❌ ERRADO: Todo texto dissertativo precisa convencer o leitor. ✅ CERTO: Textos dissertativos podem ser expositivos (apenas informam) ou argumentativos (defendem um ponto de vista).

    Expositivo

    Tem o objetivo de expor determinada ideia através de recursos de definição, conceituação, informação, descrição e comparação.

    ❌ ERRADO: Textos expositivos sempre apresentam opinião do autor. ✅ CERTO: Textos expositivos são objetivos e impessoais, focando na apresentação de informações.

    Injuntivo

    Os textos injuntivos também são conhecidos como textos instrucionais, pois cumprem a função de indicar uma ordem. Usam verbos no imperativo.

    ❌ ERRADO: “Você deveria estudar mais.” ✅ CERTO: “Estude todos os dias!” (imperativo, característico do tipo injuntivo)

    Como Isso Cai na Prova? Pegadinhas e Estratégias das Bancas

    As bancas adoram criar confusão entre gênero e tipo textual. Contudo, você não vai mais cair nessa armadilha. Veja as estratégias mais comuns:

    Estratégia 1: Misturar Gêneros com Tipos

    A banca apresenta uma alternativa com “narração, conto e anedota” como se fossem da mesma categoria. Porém, “narração” é tipo textual, enquanto “conto” e “anedota” são gêneros textuais.

    Estratégia 2: Questionar a Função do Gênero

    Muitas questões pedem para você identificar a função social de determinado gênero. Portanto, sempre se pergunte: “Para que esse texto foi escrito?”

    Estratégia 3: Testar o Reconhecimento de Elementos

    A banca pode questionar sobre o público-alvo, o contexto de circulação ou a linguagem utilizada em determinado gênero.

    Estratégia 4: Explorar a Relação Entre Gênero e Tipo

    Um mesmo gênero pode conter diferentes tipos textuais. Por exemplo, uma reportagem (gênero) pode ter trechos narrativos, descritivos e expositivos (tipos).

    Questões Práticas Comentadas

    Agora vamos praticar com questões que seguem o padrão das provas de concursos e do ENEM.

    Exercícios Sobre Gêneros Textuais

    QUESTÃO 1. [IMAGEM DO EXERCÍCIO]

    No último quadrinho do texto, há uma estrutura de um texto do tipo injuntivo do gênero:

    (A) tirinha

    (B) manual de instrução.

    (C) receita.

    (D) autoajuda.

    (E) HQ.

    Gabarito: Alternativa (C). O quadrinho apresenta instruções típicas de receita (“adicione duas colheres de açúcar”), caracterizando o tipo injuntivo. Porém, o gênero textual do contexto geral é a tirinha/HQ. A questão testa se você consegue diferenciar o tipo textual (injuntivo) presente em um trecho específico do gênero textual (tirinha) do material como um todo.


    QUESTÃO 2. Sobre as características dos gêneros textuais, é incorreto afirmar que:

    (A) Os gêneros textuais desempenham funções sociais diversas, reconhecidas pelo leitor com base em suas características específicas, bem como na situação comunicativa em que ele é produzido.

    (B) Os gêneros textuais são estruturas relativamente padronizadas que variam de acordo com as várias situações comunicativas.

    (C) Os gêneros textuais são estruturas bem definidas, limitadas, e podem apresentar-se sob a forma de cinco diferentes tipos de texto.

    (D) Os gêneros textuais podem ser representados na linguagem verbal e não verbal, em anúncios publicitários, charges, tirinhas e também em reportagens, notícias, e-mails, etc.

    (E) Os gêneros textuais, por adequarem-se às necessidades linguísticas dos falantes de acordo com as mudanças históricas e sociais, são incontáveis, diferentemente do que acontece com os tipos textuais.

    Gabarito: Alternativa (C). Esta é a afirmação incorreta porque inverte os conceitos. Os tipos textuais é que são limitados (cerca de cinco ou seis), enquanto os gêneros textuais são incontáveis e em constante expansão. Portanto, a alternativa C confunde essas definições.


    QUESTÃO 3. [IMAGEM DO EXERCÍCIO – Cartão Postal com texto sobre instituição do cartão-postal no Brasil]

    O cartão postal é um gênero textual geralmente usado por turistas quando estão viajando para enviar aos que ficaram imagens dos lugares visitados. Entretanto, o cartão postal apresentado é uma peça publicitária e reconhece-se nela a intenção de:

    (A) Comemorar a data da instituição do cartão-postal no Brasil, ainda na época do Império.

    (B) Apresentar uma paisagem de um local específico, conteúdo recorrente em um cartão-postal.

    (C) Incentivar as pessoas de uma cidade a enviar cartões postais umas para as outras.

    (D) Instituir um novo tipo de cartão-postal, o virtual, a ser comercializado em um site da internet.

    (E) Fazer propaganda de um ponto turístico romântico específico, atraindo a visitação por casais.

    Gabarito: Alternativa (A). O texto menciona explicitamente “O Brasil instituiu o cartão-postal por meio do decreto n.7.695, promulgado pelo então imperador D.Pedro II” e apresenta a data “28 de abril” como “Dia do Cartão-Postal”. Portanto, trata-se de uma peça comemorativa sobre a instituição histórica desse gênero textual no Brasil.


    Exercícios Sobre Tipos Textuais

    QUESTÃO 4. Assinale a alternativa que contenha apenas tipos textuais.

    (A) narração, conto e anedota.

    (B) fábula, exposição e descrição.

    (C) notícia, argumentação e injunção.

    (D) narração, descrição e injunção.

    (E) argumentação, narração e receita.

    Gabarito: Alternativa (D). Narração, descrição e injunção são tipos textuais. As demais alternativas misturam tipos com gêneros: “conto”, “anedota”, “fábula”, “notícia” e “receita” são gêneros textuais, não tipos.


    QUESTÃO 5. Preencha os parênteses com os números correspondentes; em seguida, assinale a alternativa que indica a correspondência correta.

    1. Narrar;
    2. Argumentar;
    3. Expor;
    4. Descrever;
    5. Prescrever;

    ( ) Ato próprio de textos em que há a presença de conselhos e indicações de como realizar ações, com emprego abundante de verbos no modo imperativo.

    ( ) Ato próprio de textos em que há a apresentação de ideias sobre determinado assunto, assim como explicações, avaliações e reflexões. Faz-se uso de linguagem clara, objetiva e impessoal.

    ( ) Ato próprio de textos em que se conta um fato, fictício ou não, acontecido num determinado espaço e tempo, envolvendo personagens e ações. A temporalidade é fator importante nesse tipo de texto.

    ( ) Ato próprio de textos em que retrata, de forma objetiva ou subjetiva, um lugar, uma pessoa, um objeto etc., com abundância do uso de adjetivos. Não há relação de temporalidade.

    ( ) Ato próprio de textos em que há posicionamentos e exposição de ideias, cuja preocupação é a defesa de um ponto de vista. Sua estrutura básica é: apresentação de ideia principal, argumentos e conclusão.

    (A) 3, 5, 1, 2, 4

    (B) 5, 3, 1, 4, 2

    (C) 4, 2, 3, 1, 5

    (D) 5, 3, 4, 1, 2

    (E) 2, 3, 1, 4, 5

    Gabarito: Alternativa (B) – (5, 3, 1, 4, 2).

    • Prescrever (5) = conselhos e verbos no imperativo (tipo injuntivo)
    • Expor (3) = apresentação de ideias com linguagem objetiva (tipo expositivo)
    • Narrar (1) = contar fatos com temporalidade (tipo narrativo)
    • Descrever (4) = retratar com adjetivos, sem temporalidade (tipo descritivo)
    • Argumentar (2) = defender ponto de vista com argumentos (tipo argumentativo)

    Exercícios De Olho na Prova (Colégio Militar de Brasília)

    Texto: O beija-flor e a floresta

    [Texto completo da fábula apresentado no material]

    QUESTÃO 6. O texto acima é claramente uma fábula. Esse gênero textual tem, entre suas características, a presença de animais como personagens e o fato de conter, via de regra, um ensinamento moral sobre o comportamento humano. No caso, a moral desta fábula, além de “A união faz a força”, poderia ser representada de modo mais adequado pela sentença:

    (A) “Quem brinca com fogo pode se queimar.”

    (B) “As aparências enganam.”

    (C) “É antes só do que mal acompanhado.”

    (D) “A palavra convence, mas o exemplo arrasta.”

    (E) “Onde há fumaça há fogo.”

    Gabarito: Alternativa (D). O beija-flor não apenas falou sobre a necessidade de combater o incêndio, mas deu o exemplo fazendo sua parte, mesmo sendo pequeno. Seu exemplo inspirou o elefante e depois todos os outros animais. Portanto, a moral “A palavra convence, mas o exemplo arrasta” representa perfeitamente essa lição.


    QUESTÃO 7. De acordo com as ideias do Texto I (“Como Todo Santo Dia”), é correto afirmar que:

    (A) toda a turma ignorava as atitudes dos agressores de Leo.

    (B) o comportamento da professora Luciana demonstrava que ela tinha conhecimento das agressões, mas não se manifestava.

    (C) os três últimos parágrafos do texto sugerem ao leitor que a narradora também era, possivelmente, uma vítima de bullying.

    (D) no trecho “Aos poucos, os alunos iam se dispersando…” (l.30), o termo destacado se refere apenas a Denílson, Caio e Fred.

    (E) Léo tenta reagir à situação imposta pelos colegas, mas, mesmo assim, é humilhado.

    Gabarito: Alternativa (C). Os três últimos parágrafos revelam: “Eu via o que faziam com o Leo, via, sim, e não concordava. Mas era impossível defendê-lo. Eu não conseguia defender nem a mim mesma.” Essa fala sugere fortemente que a narradora também sofria bullying, por isso não conseguia se defender nem defender o Leo.


    QUESTÃO 8. Com base na leitura do Texto I, marque a opção correta em relação ao sentido da palavra destacada nos trechos em análise.

    (A) Em “…– e Caio ria, um prazer desmesurável.” (l.21), o termo destacado pode ser substituído por “negligenciado” sem perda de sentido no contexto.

    (B) A palavra “baderna” (l.4) se refere à atitude de alguns alunos ao entrarem na sala e não à de todos.

    (C) No trecho “Agora os três amigos partiam para as próprias carteiras, acomodando-se em meio ao riso, ao deboche…”,(l.29), o termo destacado tem o sentido de ociosidade.

    (D) O vocábulo destacado em “Impossível passarem despercebidos aos olhos de qualquer um de nós…” (l.4/5) pode ser substituído por “desprevenidos”, sem alterar o sentido do trecho.

    (E) Ao se referir às “companhias indissociáveis deles.” (l.29), a narradora se refere a companhias questionáveis das personagens.

    Gabarito: Alternativa (B). A palavra “baderna” refere-se especificamente ao comportamento de Denílson, Caio e Fred ao entrarem na sala fazendo barulho e bagunça, não ao comportamento de todos os alunos.


    QUESTÃO 9. Acerca das ideias contidas no Texto I, pode-se afirmar que:

    I. Além da professora, dos agressores e da vítima, havia outras pessoas na sala, após a agressão. II. O bullying provoca reações apenas emocionais em suas vítimas. III. Leo era a única vítima de bullying da sala.

    A respeito das assertivas, é correto o que se afirma em:

    (A) I, apenas.

    (B) II, apenas.

    (C) III, apenas.

    (D) I e II, apenas.

    (E) I, II e III.

    Gabarito: Alternativa (A). Apenas a afirmativa I está correta. O texto menciona “muitos alunos riam abertamente” e a narradora estava presente, comprovando que havia outras pessoas na sala. A afirmativa II está incorreta porque o bullying também provoca reações físicas (Leo fica vermelho, nervoso, atrapalhado). A afirmativa III está incorreta porque a narradora sugere que também era vítima (“Eu não conseguia defender nem a mim mesma”).


    QUESTÃO 10. “Fred, por último, arrematava com chutes, inventava um sem querer, fingia um não vi, e lá iam as canetas, lápis, borracha ou a própria mão do Léo na sua mira perversa.” (l.26 a l.27). Esse parágrafo demonstra atitudes com o objetivo principal de:

    (A) apelidar a vítima.

    (B) ignorar a vítima.

    (C) humilhar a vítima.

    (D) excluir a vítima.

    (E) isolar a vítima.

    Gabarito: Alternativa (C). As ações descritas (chutar os objetos, fingir que não vê, ter a mão de Leo na “mira perversa”) têm como objetivo principal humilhar e constranger a vítima publicamente, não apenas ignorá-la, isolá-la ou apelidá-la.


    QUESTÃO 11. [IMAGEM DO EXERCÍCIO – Tirinha Calvin]

    O humor da tira reside no fato de Calvin:

    (A) não saber em que time jogaria.

    (B) não saber, segundo os garotos, jogar.

    (C) ser chamado de “idiota” e “atolado” por outros garotos.

    (D) interpretar bullying como espírito de equipe.

    (E) ter aprendido a jogar com sua avó.

    Gabarito: Alternativa (D). O humor surge do contraste entre o que realmente está acontecendo (Calvin sendo insultado e rejeitado) e sua interpretação ingênua de que isso representa “espírito de equipe” e “muito bom”. Essa incompreensão da situação real cria o efeito cômico.


    QUESTÃO 12. Considere as afirmações que seguem a respeito do texto “Asa Branca”:

    I. A letra da canção fala da seca, das tristes condições de vida do sertanejo. II. O eu lírico é um homem do campo, já que cita o gado e a plantação. III. A esperança do eu lírico é que tudo vai ficar verde de novo, exatamente da mesma cor dos olhos de sua amada.

    Está(ão) correta(s):

    (A) I e II.

    (B) II e III.

    (C) I, II e III.

    (D) I e III.

    (E) Apenas I.

    Gabarito: Alternativa (C). Todas as afirmativas estão corretas. I – a canção retrata a seca e o sofrimento do sertanejo; II – as referências ao gado, alazão e plantação confirmam que o eu lírico é homem do campo; III – o verso “Quando o verde dos teus óio / Se espaiar na prantação” estabelece claramente essa comparação entre a cor dos olhos da amada e o verde da plantação renovada.


    QUESTÃO 13. A palavra que melhor substitui o substantivo destacado no verso “Por que tamanha judiação” é:

    (A) zombaria.

    (B) sofrimento.

    (C) fumaça.

    (D) piedade.

    (E) afeição.

    Gabarito: Alternativa (B). No contexto da seca devastadora descrita na canção, “judiação” refere-se ao sofrimento, à situação penosa e cruel imposta pela estiagem. Não se trata de zombaria, mas sim da dor causada pela falta de água.


    QUESTÃO 14. A Interjeição é uma palavra ou frase que expressa emoções, sentimentos, sensações. O eu lírico, ao utilizar a interjeição “ai”, no verso “Eu preguntei a Deus do céu, ai” quis demonstrar:

    (A) a religiosidade do povo.

    (B) o seu cansaço.

    (C) o medo que estava sentindo.

    (D) a admiração pela sua terra.

    (E) a sua dor.

    Gabarito: Alternativa (E). A interjeição “ai” expressa a dor e o sofrimento do eu lírico diante da situação devastadora da seca. É uma manifestação espontânea de angústia e pesar.


    QUESTÃO 15. No trecho “Os bonecos modernos das crianças deste século também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.” (linhas 5, 6 e 7), a palavra em destaque se refere a:

    (A) crianças.

    (B) bonecos modernos.

    (C) atividades.

    (D) capacidades incríveis.

    (E) histórias.

    Gabarito: Alternativa (B). O pronome “lhes” retoma “bonecos modernos”, que são dotados de inteligência artificial. A sequência do texto confirma isso ao explicar que “eles” (os bonecos) andam sozinhos, contam histórias e sugerem atividades.


    Conclusão: Dominando Gêneros e Tipos Textuais

    Chegamos ao final deste guia completo sobre gêneros e tipos textuais. Portanto, agora você já sabe que:

    • Gêneros textuais são infinitos e surgem das necessidades comunicativas da sociedade
    • Tipos textuais são limitados (narrativo, descritivo, expositivo, argumentativo, injuntivo)
    • Um mesmo gênero pode conter vários tipos textuais
    • As bancas adoram confundir esses conceitos nas provas

    Lembre-se: a diferença fundamental é que os gêneros são os textos concretos que circulam na sociedade (carta, notícia, receita, meme), enquanto os tipos são as formas de organização interna desses textos (narrar, descrever, argumentar).

    Continue praticando com questões de concursos anteriores e, sempre que tiver dúvida, volte aqui para revisar os conceitos.

    Fique por dentro de mais conteúdos essenciais:

  • Sílaba Tônica: O Guia Definitivo para Concursos e ENEM

    Você já perdeu pontos em uma prova por marcar a alternativa errada sobre acentuação? Ou ficou na dúvida se “rubrica” tem acento ou não? A verdade é que dominar a sílaba tônica é fundamental para acertar questões de ortografia, acentuação e até interpretação de texto. Neste artigo, você vai entender de vez como identificar a sílaba tônica e aplicar esse conhecimento nas provas mais concorridas do Brasil.

    Portanto, prepare-se para transformar uma das suas maiores dificuldades em um dos seus pontos fortes.

    O que é Sílaba Tônica e Por Que Ela Importa?

    A sílaba tônica é aquela pronunciada com mais intensidade em uma palavra. Simples assim. Cada palavra tem apenas uma sílaba tônica, e identificá-la corretamente é essencial para aplicar as regras de acentuação.

    Além da sílaba tônica, existem outros dois tipos de sílabas quanto à intensidade:

    • Tônica: pronunciada com maior força (Ex: ca-FÉ, a-MOR, LÁ-pis)
    • Subtônica: pronunciada com intensidade média (comum em advérbios terminados em “-mente”)
    • Átona: pronunciada com intensidade fraca (as demais sílabas)

    Veja exemplos práticos:

    generosidade: ge (átona) – ne (átona) – ro (subtônica) – si (átona) – da (tônica) – de (átona)

    facilmente: fa (subtônica) – cil (átona) – men (tônica) – te (átona)

    Dominar esse conceito é o primeiro passo para nunca mais errar acentuação. Aliás, se você quer se aprofundar ainda mais em outros tópicos de gramática, visite nossa categoria Mais Português.

    Classificação das Palavras: Oxítonas, Paroxítonas e Proparoxítonas

    De acordo com a posição da sílaba tônica, as palavras são classificadas em três grupos. Entender essa classificação é crucial para as provas.

    Palavras Oxítonas

    São aquelas cuja última sílaba é tônica.

    Exemplos: ca-fé, a-mor, su-flê, Pa-rá, a-vó

    Regras de acentuação:

    • Terminadas em A(S), E(S), O(S): sabiá, café, avó, vatapá
    • Terminadas em EM, ENS: armazém, parabéns, também
    • Terminadas em ditongos abertos ÉI, ÉU, ÓI: papéis, chapéu, herói

    ❌ ERRADO: “Ele tomou um cafe pela manhã.” ✅ CERTO: “Ele tomou um café pela manhã.”

    Palavras Paroxítonas

    São aquelas cuja penúltima sílaba é tônica. Esse é o grupo mais numeroso do português.

    Exemplos: ca-RÁ-ter, LÁ-pis, fá-cil, jÓ-quei

    Regras de acentuação (decorar é essencial!):

    Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:

    • R: açúcar, mártir, caráter
    • X: tórax, látex
    • N: abdômen, hífen
    • L: incrível, amável, fácil
    • PS: bíceps, fórceps
    • Ã(S), ÃO(S): ímã, órfão, órgãos
    • I(IS): táxi, júri, grátis
    • EI(S): jóquei, úteis
    • US: bônus, vírus
    • UM(UNS): fórum, álbuns
    • OM(ONS): prótons

    ❌ ERRADO: “O acucar está no armário.” ✅ CERTO: “O açúcar está no armário.”

    Palavras Proparoxítonas

    São aquelas cuja antepenúltima sílaba é tônica. Aqui não tem erro: todas são acentuadas!

    Exemplos: MÉ-di-co, PÚ-bli-co, LÂM-pa-da, ÁR-vo-re

    Essa é a regra mais fácil de memorizar. Se a palavra é proparoxítona, coloque o acento.

    ❌ ERRADO: “O medico atendeu o paciente.” ✅ CERTO: “O médico atendeu o paciente.”

    Como a Sílaba Tônica Cai nas Provas? Pegadinhas das Bancas

    As bancas adoram testar seu conhecimento sobre sílaba tônica de formas diferentes. Veja as estratégias mais comuns:

    Cebraspe (CESPE/UnB)

    Esta banca adora questões de certo/errado sobre acentuação. Frequentemente, ela apresenta frases e pede para você identificar erros de acentuação. Além disso, costuma cobrar palavras com dupla pronúncia ou silabadas comuns.

    FGV

    A FGV prefere questões contextualizadas. Ela insere palavras em textos e pede para você classificá-las ou justificar a acentuação. Portanto, não basta decorar as regras — você precisa aplicá-las.

    Vunesp

    A Vunesp mistura teoria com prática. Ela pode pedir tanto a classificação de palavras quanto a correção de erros em textos. Além disso, adora cobrar palavras que geram confusão, como “rubrica” (sem acento!) e “ínterim” (com acento!).

    Silabadas comuns que as bancas exploram:

    • ❌ rubrica — a pronúncia correta é ru-BRI-ca, não RÚ-bri-ca
    • ✅ ínterim — a pronúncia correta é ÍN-te-rim, não in-te-RIM
    • ❌ decano — a pronúncia correta é de-CA-no, não DÉ-ca-no

    Questões Práticas sobre Sílaba Tônica para Você Treinar

    Agora é hora de colocar em prática tudo que você aprendeu. Resolva as questões abaixo e confira o gabarito comentado.

    QUESTÃO 1. (Baseado em questões de concursos) Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pela mesma regra.

    (A) café – sofá – Pará

    (B) tórax – látex – fácil

    (C) médico – público – lâmpada

    (D) também – armazém – ninguém

    (E) júri – bônus – hífen


    QUESTÃO 2. (Baseado em FGV) Analise as afirmações sobre acentuação gráfica: I. A palavra “rubrica” deve ser acentuada na sílaba “rú”. II. Todas as palavras proparoxítonas recebem acento gráfico. III. A palavra “interim” está corretamente acentuada.

    Está correto o que se afirma em:

    (A) I, apenas.

    (B) II, apenas.

    (C) III, apenas.

    (D) I e II, apenas.

    (E) II e III, apenas.


    QUESTÃO 3. (Baseado em Vunesp) Em qual alternativa a palavra destacada está corretamente classificada quanto à posição da sílaba tônica?

    (A) “O público aplaudiu de pé” – paroxítona

    (B) “Vou publicar o artigo amanhã” – proparoxítona

    (C) “Ele tem um caráter admirável” – oxítona

    (D) “O açúcar acabou” – paroxítona

    (E) “Encontrei-o no armazém” – paroxítona


    QUESTÃO 4. (Baseado em Cebraspe) Julgue o item a seguir: A palavra “hífen” é acentuada por ser paroxítona terminada em “n”, seguindo a mesma regra de acentuação de “pólen” e “abdômen”. (A) Certo

    (B) Errado


    QUESTÃO 5. (Baseado em questões de concursos) Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras oxítonas:

    (A) café, amor, sofá, Belém

    (B) açúcar, lápis, fácil, móvel

    (C) médico, público, ônibus, tórax

    (D) herói, cipó, mesa, táxi

    (E) parabéns, você, papel, Ceará

    Gabarito Comentado

    Questão 1 — Resposta: C Todas as palavras do item C (médico, público, lâmpada) são proparoxítonas e, portanto, seguem a mesma regra: todas as proparoxítonas são acentuadas. No item A, temos oxítonas terminadas em vogais. No item B, temos paroxítonas com terminações diferentes. No item D, temos oxítonas terminadas em EM. No item E, temos paroxítonas com terminações variadas.

    Questão 2 — Resposta: B Apenas a afirmação II está correta. A palavra “rubrica” NÃO leva acento (a pronúncia correta é ru-BRI-ca, não RÚ-bri-ca), portanto I está errada. De fato, todas as proparoxítonas são acentuadas (II está correta). A grafia correta é “ínterim” (com acento), não “interim”, portanto III está errada.

    Questão 3 — Resposta: D A palavra “açúcar” é paroxítona terminada em R, e por isso é acentuada. A sílaba tônica é “çú” (a-ÇÚ-car), que está na penúltima posição. No item A, “público” é proparoxítona. No item B, “publicar” é oxítona. No item C, “caráter” é paroxítona. No item E, “armazém” é oxítona.

    Questão 4 — Resposta: A (Certo) A afirmação está correta. “Hífen”, “pólen” e “abdômen” são todas paroxítonas terminadas em N, e por isso são acentuadas graficamente conforme a regra de acentuação das paroxítonas.

    Questão 5 — Resposta: E Todas as palavras do item E são oxítonas: pa-ra-BÉNS, vo-CÊ, pa-PEL, Ce-a-RÁ. No item A, “amor” não é acentuada. No item B, todas são paroxítonas. No item C, há proparoxítonas e paroxítonas. No item D, “mesa” é paroxítona e “táxi” é paroxítona terminada em I.

    Conclusão: Domine a Sílaba Tônica e Garanta Pontos Preciosos

    Dominar a sílaba tônica não é apenas decorar regras. É entender a lógica por trás da acentuação e treinar com questões de provas anteriores. Portanto, revise este conteúdo regularmente e faça exercícios constantemente.

    Lembre-se: nas provas de concurso, cada ponto conta. E questões de acentuação são pontos “dados” para quem estuda corretamente.

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