Drogas – Exercícios de interpretação de textos

Esta é uma prova que durante algum tempo usei como teste de interpretação de textos e de conhecimentos gramaticais com alunos do ensino Médio. Geralmente selecionava apenas 10 questões por causa do tempo que tínhamos para fazer o teste e depois deixava como atividade para casa para os alunos. Encontrei uma outra versão mais completa desta prova no site do professor Henrique e posto esta versão aqui. O gabarito dos exercícios foi propositalmente ocultado para que vocês possam tentar resolver somente depois vejam as respostas comentadas.

Atividade de interpretação de textos

DROGAS: A MÍDIA ESTÁ DENTRO

Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça. Ouvi-o de um professor – um professor brilhante, é bom que se diga. Ele se saía muito bem, tecendo considerações críticas sobre o provão. Aliás, o debate era sobre o provão, mas isso não vem ao caso. O que me interessou foi um comentário marginal que ele fez – e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário. Primeiro, ele disse que a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda. Sim, a tese é óbvia, ninguém discorda disso, mas o mais interessante veio depois. Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV. Qual a conclusão lógica? Isso mesmo: nem todo hábito de consumo é ditado pela publicidade.
A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos do público. Inúmeros esforços publicitários não resultam em nada. Continuemos no campo das substâncias ilícitas. Existem insistentes campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam. Moral da história? Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia. Temos alguma autonomia para formar nossas decisões.
Tudo certo? Creio que não. Concordo que a mídia não pode tudo, concordo que as pessoas conseguem guardar alguma independência em sua relação com a publicidade, mas acho que o professor cometeu duas impropriedades: anunciou uma tese fácil demais e, para demonstrá-la, escolheu um exemplo ingênuo demais. Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína, ou de maconha, ou de heroína, ou de crack, a verdade é que os meios de comunicação nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas do efeito das drogas. A publicidade, nesse sentido, não refreia, mas reforça o desejo pelo efeito das drogas. Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem. (Eugênio Bucci)

1 – DROGAS; A MÍDIA ESTÁ DENTRO; com esse título o autor:

a) condena a mídia por sua participação na difusão do consumo de drogas;
b) mostra que a mídia se envolve, de algum modo, com o tema das drogas;
c) faz um jogo de palavras, denunciando o incentivo ao consumo de drogas pela mídia;
d) demonstra a utilidade da mídia em campanhas antidrogas;
e) indica que a mídia é bastante conhecedora do tema das drogas.

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1.Resposta: B – Com o título “DROGAS; A MÍDIA ESTÁ DENTRO”, o autor quer dizer que, mesmo de um modo involuntário, a publicidade, ao nos bombardear 24 horas por dia com o efeito das drogas, “não refreia, mas reforça o desejo pelo efeito das drogas”. É nesse sentido que a mídia se envolve com o tema das drogas.


Comentário:

a) O autor não condena a mídia, pois, à semelhança de Cristo, diz: “Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem”.

c) O autor não denuncia a mídia pela participação na difusão do consumo das drogas, apenas constata que ela reforça o desejo pelo seu efeito.

d) A mídia exerce uma influência negativa, já que reforça o desejo pelo efeito das drogas.

e) O autor não declara que a mídia é bastante conhecedora do tema das drogas; deduz-se, ao contrário, que não conhece bem o tema, pois, embora inconscientemente, reforça o desejo pelo efeito das drogas.

2 – “Há poucos dias…”; há verbos denominados impessoais (como o verbo “haver”, nesta frase) que permanecem com a forma equivalente à terceira pessoa do singular, não concordando com qualquer termo da frase. O item abaixo que apresenta um outro verbo empregado impessoalmente é:

a) A droga nunca traz bons resultados;
b) Choveu dinheiro na premiação da loteria;
c) Iniciei a campanha na semana passada;
d) O homem não deve ter medo de nada;
e) Nesta rua tem um bosque.

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2. Resposta: E – O verbo “ter”, no sentido de “haver”, “existir”, é impessoal, ou seja, fica sempre na terceira pessoa do singular. Nesse caso, teremos oração sem sujeito.


3 – “Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários…”; se desenvolvermos a forma do gerúndio assistindo de forma adequada ao texto, teremos:

a) depois de assistir;
b) assim que assisti;
c) enquanto assistia;
d) logo que assisti;
e) porque assisti.

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3. Resposta: C – O gerúndio, neste caso, indica contemporaneidade (simultaneidade, ao mesmo tempo) entre a ação que ele expressa e a oração principal, por isso a forma desenvolvida deve ser iniciada pela conjunção “enquanto”, que também indica simultaneidade: Há poucos dias, enquanto (= ao mesmo tempo em que) assistia a um desses debates universitários…


Comentário:


a) A locução “depois de”, além de exigir o verbo no infinitivo (a oração continuaria reduzida, só que agora, de gerúndio), modificaria o sentido, uma vez que “depois de” indica tempo posterior.

b) e d) Os conectivos “assim que” e “logo que” expressam tempo posterior, e não tempo concomitante, como o expresso pelo gerúndio.

e) A conjunção “porque” indica causa do fato posterior, o que não acontece com o gerúndio do enunciado.


Obs.: Eis um caso em que o gerúndio indica “causa” e, assim, a forma desenvolvida pode iniciar-se por “porque”: Estando cansado, sentou-se ( =Deitou-se porque estava cansado).


4 – “…assistindo A um desses debates universitários…”; a regência cuida do emprego correto das preposições após certos nomes ou verbos. A frase a seguir em que há erro de regência é:

a) O público acompanha a novela que gosta;
b) A publicidade lembra ao consumidor o que deve comprar;
c) As pessoas preferem TV a teatro;
d) Nem todos aspiram cocaína;
e) A publicidade nunca se esquece de seu dever.

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4. Resposta: A – “Quem gosta, gosta de, por isso o correto seria: O público acompanha a novela de que gosta.

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Comentário:


b) O verbo “lembrar”, no sentido de “recordar”, é transitivo direto e indireto: A publicidade lembra ao consumidor (objeto indireto) o que deve comprar (objeto direto).

c) O verbo “preferir” é transitivo direto e indireto, com preposição “a”: As pessoas preferem TV (objeto direto) a teatro (objeto indireto).

Obs.: O verbo “preferir” jamais permite que se use “mais” e “do que”. Veja então uma construção comum, mas errada: As pessoas preferem mais TV do que teatro.

d) O verbo “aspirar”, no sentido de “sorver”, “inalar”, é transitivo direto, assim a alternativa “d” está correta.

Obs.: Com o sentido de “almejar”, “desejar muito”, esse verbo é transitivo indireto, com preposição “a”: Nem todos aspiram a bons empregos.


5 – “Ele se saía muito bem tecendo considerações críticas sobre o provão,…”; o gerúndio tecendo mostra uma ação:

a) que antecede a do verbo da oração anterior;
b) posterior à do verbo da oração anterior;
c) que é a consequência da ação da oração anterior;
d) simultânea à do verbo da oração anterior;
e) que mostra oposição à ação da oração anterior.

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5. Resposta: D – A ação expressa pelo gerúndio é simultânea, isto é, ocorre ao mesmo tempo que a da oração principal. A forma reduzida poderia ser iniciada por “enquanto”: Ele se sentia muito bem enquanto tecia considerações….


Vejamos exemplos referentes às demais alternativas:


a) Adormeceu, “deitando-se” no sofá (primeiro “deitou-se”, depois “adormeceu”).

b) Ele despediu-se da mulher, “indo” ao mercado (a ida ao mercado só acontece depois da despedida).

c) Caiu na calçada, “ferindo-se” na cabeça (o ferimento na cabeça é consequência da queda na calçada).

e) “Sofrendo”, não se queixava (geralmente as pessoas reclamam quando sofrem, mas ela não se queixava).

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6 – “Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça.”; o comentário correto sobre esse segmento do texto é:

a) os três “quês” do texto pertencem à idêntica classe gramatical;
b) a expressão “a gente”, por dar idéia de quantidade, deve levar o verbo para o plural;
c) a forma verbal “vão” deveria ser substituída pela forma “vai”;
d) a forma verbal “vão” dar transmite idéia de “possibilidade”;
e) a última oração do texto restringe o sentido do substantivo “raciocínio”.

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6. Resposta: E – A última oração “que não me saiu mais da cabeça” – é subordinada adjetiva restritiva, isto é, delimita (restringe) o antecedente “raciocínio” (refere-se somente ao raciocínio que não mais lhe saiu da cabeça).

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Comentário:


a) Os “quês” referem-se a classes gramaticais diferentes: o primeiro é pronome relativo (pode ser substituído por “os quais” e refere-se ao antecedente “debates”); o segundo é conjunção integrante (inicia uma oração substantiva, que pode ser trocada pela palavra “Isso” = a gente pensa ISSO); o terceiro é pronome relativo (pode ser substituído por “o qual” e refere-se ao antecedente “raciocínio”).

b) A expressão “a gente” é sujeito com núcleo no singular, por isso o verbo fica no singular: “… a gente pensa…”

c) O núcleo do sujeito de “vão” é “debates” (plural), desse modo o verbo fica no plural: “… esses “debates” não “vão” dar em nada…”

d) A forma verbal “vão” é auxiliar de “dar”, que transmite a ideia de “certeza”.


7 – “Ouvi-o de um professor…”; o item abaixo em que houve um mau emprego do verbo com o pronome oblíquo é:

a) Os comentários, escutei-os de um professor;
b) As revistas, compramo-las no jornaleiro;
c) Ao professor, dei-o um conselho;
d) Os debates, assistiram-nos muitas pessoas;
e) Os resultados, discuti-os com a turma.

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7. Resposta: C – Aqui, deveria ser usado o pronome “lhe”, que corresponde ao objeto indireto pleonástico, isto é, repetido: Ao professor, dei-lhe (= dei ao professor) um conselho.


Comentário:


a) O pronome “os” está correto, pois substitui “Os comentários”, que é objeto direto.

b) O verbo “comprar” é transitivo direto. O pronome “o” (e flexões), transforma-se em “lo” (e flexões) quando se põe depois de formas terminadas em r, s e z; essas letras são retiradas dos verbos: compramos + os = compramo-las; fiz + o = fi-lo; fazer + o = fazê-lo.

d) O verbo “assistir”, no sentido de “ver”, “presenciar”, é transitivo indireto, com preposição “a”. Na norma culta tradicional, esse verbo não aceita o pronome “lhe”, mas a “ele(s)”, “a ela(s)”. Corrigindo para a norma culta: Aos debates (objeto indireto), assistiram a eles (objeto indireto pleonástico) muitas pessoas. No entanto, como na língua cotidiana esse verbo é usado como transitivo direto (assistir os debates), e a questão pede apenas que se verifique o emprego do pronome oblíquo, nada mais se fez do que substituir o objeto direto antecipado “os debates – o.d. pelo pronome correspondente ao objeto direto , que é “os”. Quando o verbo termina em som nasal, o pronome “o” (e flexões) transforma-se em “no” ( e flexões): põe + o = põe-no; assistiram + os = assistiram-nos. Assim, essa alternativa também está correta.

e) O pronome “os” está correto, visto que substitui “Os resultados”, que é objeto direto.

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8 – A expressão destacada que tem seu significado corretamente expresso é:

a) “…que a gente pensa que não vão dar em nada.” – que não vão chegar a ser publicados;
b) “…ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça.” – que me deixou com dor de cabeça;
c) “…o debate era sobre o provão, mas isso não vem ao caso.” – tem pouca importância;
d) “…um professor brilhante, é bom que se diga.” – é importante destacar isso;
e) “Ele se saía muito bem…” – ele desviava do assunto principal.

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8. Resposta: D – A expressão “é bom que se diga” significa é “importante reforçar isso”, “é importante destacar isso”.


Comentário:


a) que não vão dar em nada = que não vão trazer consequência alguma, que não vão resultar em nada;

b) que não me saiu da cabeça = que não consegui esquecer, que me perturbou muito;

c) isso não vem ao caso = isso nada tem a ver com o assunto, isso não é pertinente para o caso;

e) saía muito bem = ele tinha sucesso.


9 – “O que me interessou foi um comentário marginal…”; o vocábulo destacado significa:

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a) subliminar;
b) maldoso;
c) anormal;
d) desprezível;
e) paralelo.

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9. Resposta: E – O vocábulo “marginal”, no contexto, ignifica “que anda a par de outro”; “paralelo”.


10 – “O que me interessou foi um comentário marginal que ele fez – e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário.” ; a forma menos adequada de reescrevermos o texto acima, respeitando-se o sentido original, é:

a) Interessou-me um comentário marginal que ele fez – e o exemplo escolhido para ilustrar seu comentário;
b) Interessaram-me não só um comentário marginal que ele fez, como também o exemplo que escolheu para a ilustração de seu comentário;
c) O que me interessou foram um comentário marginal (que ele fez) e o exemplo (que escolheu para ilustrar seu comentário);
d) Um comentário marginal que ele fez e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário foi o que me interessou;
e) Um comentário marginal feito por ele e o exemplo escolhido para a ilustração de seu comentário foi o que me interessou.

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10. Resposta: C – A questão trata de “paráfrase” (reescritura do texto, mantendo o sentido original).


O ideal seria colocar o verbo “fazer” no singular (= foi). Além disso, na frase original, as orações adjetivas (iniciadas por pronomes relativos) são restritivas, isto é, limitam o significado dos termos a que se referem: somente o comentário marginal que o publicitário fez e somente o exemplo que escolheu interessaram ao autor. Na alternativa c, essas orações adjetivas transformaram-se em explicativas, tendo sentido diferente: qualquer comentário marginal e qualquer exemplo interessariam ao autor. Neste caso, as orações apenas indicam uma característica inerente aos termos a que se referem.

Obs.: As orações explicativas separam-se por vírgulas, parênteses ou travessões; as restritivas, não.


11 – “…e o exemplo que escolheu para ilustrar SEU comentário.”; o item abaixo em que o uso do possessivo SEU gera ambigüidade é:

a) O publicitário fez comentários sobre SEU outdoor;
b) O cronista levou o cachorro em SEU automóvel;
c) O jornalista transportou as mercadorias em SEU horário de trabalho;
d) O secretário viu o professor do debate em SEU escritório;
e) O jornalista nada dizia sobre SEU texto.

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11. Resposta: D – “Ambigüidade” é o duplo sentido dado à frase, provocando falta de clareza. Nesta alternativa, o escritório pode pertencer ao “secretário” ou ao “professor”.


Nos demais casos, pó pronome SEU só tem uma referência:


a) SEU outdoor = outdoor do “publicitário”;

b) SEU automóvel = automóvel do “cronista”;

c) SEU horário de trabalho = horário de trabalho do “jornalista”;

e) SEU texto = texto do “jornalista”.


12 – “Primeiro, ele disse que a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda.”; a expressão ou melhor indica:

a) retificação;
b) esclarecimento;
c) alternância;
d) incerteza;
e) ratificação.

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12. Resposta: B – No texto, a expressão denotativa “ou melhor” esclarece o que foi dito anteriormente. Quando o autor diz “não pode tudo”, essa expressão é muito vaga; então ele esclarece o que isso quer dizer: “nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda”.


13 – “Sim a tese é óbvia…”; “Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV.”; em termos argumentativos, podemos dizer, com base nestes dois segmentos, que:

a) a tese é acompanhada de argumento que a defende;
b) a tese leva a uma conclusão explícita;
c) a tese parte de uma premissa falsa;
d) a tese não é acompanhada de dados que a comprovem;
e) a tese é falaciosa e não pode ser provada.

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13. Resposta: A – A tese – “a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda” – vem acompanhada de um “argumento” (justificativa) que a defende: “muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV”.


Comentário:


b) Para haver uma conclusão explícita, o professor teria de dizer, por exemplo: a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda. (…) muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV. Portanto, nem todo o hábito de consumo é ditado pela publicidade(observemos a conclusão destacada, que é explícita, é do autor, e não do professor.

c) A premissa (princípio ou fato que serve de base a um raciocínio – “muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV”) é verdadeira; a tese é que é falsa.

d) Vimos na alternativa a que a tese vem acompanhada de argumento que a defende.

e) Diz-se que o raciocínio é “falacioso” quando é fraudulento, isto é, quando pretende induzir o interlocutor a um erro. No caso do texto, não há uma intenção proposital de enganar. O que acontece é que o argumento, para o autor do texto, não é suficiente para comprovar a tese.

Exemplo de sofisma ou falácia ( parte-se de uma afirmação falsa e, a partir dela iram-se conclusões como verdadeiras): Todos os homem são infiéis. José é homem. Logo José é infiel.


14 – “Para corroborar sua constatação…”; no caso do professor citado no texto, seu pensamento é apoiado por:

a) opinião própria;
b) estatística;
c) testemunho de autoridade;
d) evidência;
e) analogia.

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14. Resposta: D – O professor tem a certeza de que sua tese, devido ao argumento apresentado – um fato (“muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV”) – é clara, evidente. Só que, para o autor do texto, o argumento apresentado não é válido, pois a propaganda, sim, influencia o consumo de drogas.


Vejamos exemplos referentes às outras alternativas:


a) “opinião pessoal” (expressa ponto de vista, julgamento): Acho que o governador terá de aumentar os salários dos professores, se quiser que eles se sintam satisfeitos.

b) “estatística” – (baseia-se em dados científicos): “Pesquisas realizadas em vários países mostram que a pobreza e a violência atingem especialmente os mais jovens. No Brasil, de acordo com o último censo demográfico, os adolescentes 4 representam 12,5% da população total. Cleide de Oliveira Lemos. “Reduzir a idade penal é a solução?” In: UnB Revista. dez./2003-mar./2004).

c) “testemunho de autoridade” (perito no assunto, ou pessoa ou organismo com bastante prestígio no meio social): “(…) o impacto contra o solo durante a corrida ajuda a fixar o cálcio nos ossos e, dessa forma, auxilia na prevenção da osteoporose, um problema da velhice. ‘A corrida é melhor para os ossos do que a hidroginástica, porque na água o impacto não ocorre”, diz o médico Paulo Zogaib, professor de medicina esportiva da Universidade Federal de São Paulo.

e) “analogia” (semelhança): As pessoa que estavam com esta doença tomaram o remédio X e melhoraram no dia seguinte. Então você também pode tomar o remédio X, que melhorará rapidamente.


15 – Muitas vezes a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos do público; esta afirmação:

a) funciona como mais um argumento para a tese emitida pelo professor;
b) desmoraliza o falso argumento citado pelo professor no debate;
c) confirma a tese de que a publicidade pode tudo;
d) é mais um argumento do professor em defesa do que pensa;
e) representa mais uma dúvida do jornalista sobre o tema debatido.

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15. Resposta: A – Observemos o texto: “A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos do público”. A expressão “A favor da mesma tese” significa a favor da tese anterior, que é a de que a propaganda não pode tudo.


Comentário:


a) Neste caso, o autor aceita o argumento citado pelo professor.

c) O autor confirma a tese de que a publicidade não pode tudo.

d) Esse é um argumento do autor do texto, e não do professor.

e) Não representa dúvida do jornalista; pelo contrário, certeza, pois, em seguida, ele diz que ainda temos um mínimo de liberdade diante da mídia.


16 – Toda publicidade muda hábitos / X é publicidade contrária ao consumo de cocaína / X vai mudar o hábito de consumo da cocaína. Este silogismo, considerando-se o que é dito no texto, NÃO é verdadeiro porque:

a) a premissa não é verdadeira;
b) um dos termos do silogismo possui ambiguidade;
c) a conclusão não é uma decorrência lógica da premissa;
d) a premissa não é suficiente para a conclusão;
e) a organização dos termos está fora da disposição padrão.

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16. Resposta: A – A premissa “Toda publicidade muda hábitos” não é verdadeira. O correto seria isto: “Nem toda a publicidade muda hábitos”.


Comentário:


b) Não há ambiguidade (duplo sentido) em nenhum dos termos do silogismo.

Obs.: “Silogismo” é um raciocínio de demonstração em que há três proposições, sendo duas as premissas e uma conclusão. Vejamos um exemplo bem conhecido: Todos os homens são mortais (premissa maior). Sócrates é homem (premissa menor). Logo, Sócrates é homem (conclusão).

c) e d) A conclusão é uma dedução lógica da premissa. No texto é uma conclusão errada porque a premissa maior está errada.

e) Os termos estão na disposição do padrão.


17 – Em alguns segmentos do texto, o autor interage com o leitor, dialogando com ele. O item em que essa estratégia está ausente é:

a) “Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem.”;
b) “Tudo certo? Creio que não.”;
c) “Qual a conclusão lógica? Isso mesmo: nem todo hábito de publicidade é ditado pela mídia.”;
d) Moral da história? Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia.”;
e) Ouvi-o de um professor – um professor brilhante, é bom que se diga.”.

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17. Resposta: E – “Interação” é um compartilhamento da opinião do autor com o leitor, por meio do diálogo (perguntas, respostas, observações) ou usando a primeira pessoa (nós, nosso), tendo como pressuposto que os dois (autor e leitor) têm a mesma opinião. Nesta alternativa, o autor apenas faz uma declaração.


Marcas lingüísticas de interação nas demais alternativas:


a) Por favor;

b) Tudo certo?

c) Qual a conclusão lógica?

d) Moral da história?


18 – O item em que a palavra destacada tem um sinônimo corretamente indicado é:

a) “…nem todas as atitudes humanas são DITADAS pela propaganda.”- regulamentadas;
b) “Para CORROBORAR sua constatação, …”- contrariar;
c) “Continuemos no campo das substâncias ILÍCITAS.”- perigosas;
d) “…algumas um tanto SOPORÍFERAS,…”- maçantes;
e) “Temos alguma AUTONOMIA para formar nossas decisões.”- inteligência.

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18. Resposta: D – Em sentido figurado, “soporíferas” significa “maçantes”, “enfadonhas”, “tediosas”.


Vejamos, de acordo com o Aurélio, o significado correto das demais palavras:


a) DITADAS = impostas;

b) CORROBORAR = fortalecer, confirmar, comprovar;

c) SOPORÍFERAS = ilegais, proibidas;

e) AUTONOMIA = liberdade.


19 – “nem todo hábito de consumo é ditado pela publicidade.”; colocando-se esse segmento do texto na voz ativa, temos como forma adequada:

a) a publicidade não dita todo hábito de consumo;
b) a publicidade dita todo hábito de consumo;
c) o hábito de consumo dita a publicidade;
d) o hábito de consumo não dita a publicidade;
e) nem toda publicidade dita todo hábito de consumo.

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19. Resposta: A – Na transformação da voz passiva para a ativa, o agente da passiva (A publicidade) passa para sujeito; no lugar do verbo “ser” (presente) coloca-se o verbo principal (ditar) no presente; por último, o sujeito da voz passiva (nem todo hábito de consumo) passa a objeto direto: A publicidade (sujeito) não dita (verbo no presente) não dita todo hábito de consumo (objeto direto).


20 -“A favor da mesma tese, PODERÍAMOS dizer que…”; o uso do futuro do pretérito, nesse segmento, indica:

a) uma hipótese;
b) uma forma polida de presente;
c) uma possibilidade não realizada;
d) ação posterior ao tempo em que se fala;
e) incerteza sobre fatos passados.

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20.Resposta: B – A forma verbal “poderíamos” corresponde ao presente (podemos) e indica polidez, delicadeza.


Exemplos referentes às demais alternativas:


a) Se tiver dinheiro, comprarei um carro novo. (somente haverá a compra, caso tenha dinheiro.)

c) Se você o tivesse escutado, não teria errado (a possibilidade de não errar não se concretizou; ele errou porque não o escutou).

d) Eduardo disse que viajaria no dia seguinte ( a viagem só se realizaria depois de Eduardo ter falado).

e) O que teria acontecido com meus colegas de infância? (há dúvida sobre fatos passados).


21 – “A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e não consegue mudar os hábitos do público.”; a segunda e terceira vírgulas desse segmento:

a) destacam um esclarecimento do autor;
b) separam o aposto do resto da frase;
c) mostram uma alteração na ordem direta dos termos;
d) indicam fala do autor com o leitor;
e) separam orações.

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21. Resposta: C – A ordem direta foi alterada com a inserção do adjunto adverbial “muitas vezes”.

Obs.: Neste caso, chama-se adjunto adverbial deslocado ou antecipado.


22. “Inúmeros esforços publicitários não resultam em nada.”; “…a gente pensa que não vão dar em nada,…”. Estes segmentos do texto mostram que:

a) a lógica da língua não é a mesma da matemática;
b) há erro claro pela repetição de duas negativas;
c) uma variação regional de linguagem contamina o texto;
d) o autor pretende dar um tratamento técnico ao tema;
e) o texto é revestido de tom altamente negativista.

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22. Resposta: A – Pela lógica da matemática, sé há inúmeros esforços, há resultados; se a gente pensa que não vai dar em nada, pela lógica não resultará em nada. Mas a lógica da língua é diferente; às vezes, premissas aparente válidas não são verdadeiras, resultam em conclusões erradas.


Comentário:


b) O advérbio “não”, nos dois casos, está bem colocado.

c) A expressão coloquial “a gente pensa que não vai dar em nada” torna o texto mais íntimo com o leitor, não prejudicando a mensagem.

d) Não há características de texto técnico.

e) O autor não é negativista, faz uma constatação da realidade.


23 – “Continuemos no campo das substâncias ilícitas.”; o emprego da primeira pessoa do plural em continuemos se justifica porque o autor:

a) se refere a ele e ao professor citado no texto;
b) engloba o autor e os publicitários;
c) quer escrever de forma mais simpática e popular;
d) abrange o autor e os possíveis leitores;
e) distraiu-se sobre o tratamento até então dado ao tema.

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23. Resposta: D – Ao usar a primeira pessoa, o autor aproxima-se dos leitores, levando-os a partilhar o mesmo pensamento.


24 – “Existem insistentes campanhas antidrogas nos meios de comunicação.”; a forma verbal abaixo que substitui INADEQUADAMENTE existem nesse segmento do texto, por não respeitar a concordância verbal, é:

a) há;
b) pode haver;
c) podem haver;
d) devem existir;
e) deve haver.

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24. Resposta: C – O verbo “haver” (e o auxiliar), no sentido de “existir”, não se flexiona, isto é, fica na terceira pessoa do singular: “pode haver”. Assim, estão corretas as alternativas “a” (há), “b” (pode haver) e “e” (deve haver). O verbo “existir” concorda normalmente com o sujeito, (campanhas antidrogas), portanto, correta.

Obs.: Em “Existem insistentes campanhas antidrogas”, o sujeito da oração é “insistentes campanhas antidrogas”; já em “Há insistentes campanhas antidrogas”, temos oração sem sujeito, e a expressão “insistentes campanhas antidrogas” é objeto direto.


Comentário:


d) O verbo “existir” (e o auxiliar) concorda normalmente com o sujeito: Existem “insistentes campanhas” (sujeito do enunciado) / devem existir.


25 – “…campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam.”; no segmento sublinhado, o autor do texto alude à estratégia publicitária do(da):

a) sedução;
b) intimidação;
c) provocação;
d) constrangimento;
e) tentação.

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25. Resposta: B – O vocábulo “terrorismo” significa, segundo o Aurélio, modo de coagir (intimidar), ameaçar ou influenciar outras pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror.


26 – “…campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam.”; com esse segmento do texto, o autor nos diz que:

a) todas as campanhas antidrogas fracassam porque empregam estratégias inadequadas;
b) campanhas antidrogas fracassam mas nem todas são bem elaboradas;
c) mesmo apelando a estratégias diversas, todas as campanhas antidrogas fracassam;
d) campanhas antidrogas apelam para várias estratégias porque fracassam;
e) as campanhas antidrogas trazem contradições internas, que as levam ao fracasso.

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26. Resposta: C – O texto afirma que nenhuma propaganda obteve êxito “apesar de” (concessão) de serem terroristas. Em outras palavras, campanhas que causam medo (intimidam) deveriam ter sucesso, mas nem assim conseguem resultado. O que o autor diz no texto é que, ao invés de frearem o consumo, as campanhas o estimulam, pelo reforço do desejo pelo efeito das drogas.


Comentário:


a) Não há referência a campanhas inadequadas.

b) Não se verifica oposição entre campanhas mal elaboradas e fracasso.

d) Não há relação de causa e consequência. O objetivo das campanhas é frear o consumo, pela insistência – para que não esqueçamos os malefícios das drogas.

e) Não se fala em contradições internas.


27 – “Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia.”; com esse segmento do texto, o autor quer dizer que:

a) nossa liberdade é completa diante das pressões da mídia;
b) possuímos liberdade limitada diante da mídia, ainda que a empreguemos mal;
c) como consumimos produtos químicos ilegais, temos reduzida liberdade;
d) já que a mídia anuncia produtos ilegais, nossa liberdade de escolha é limitada;
e) temos pouca liberdade diante da ação da mídia pois parte de sua ação é ilegal.

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27. Resposta: B – O autor quer dizer que ainda temos alguma liberdade (mínima, limitada), apesar dessa liberdade se referir ao consumo de produtos químicos ilegais.


Comentário:


a) A expressão “minimamente livre” é o oposto a “liberdade completa”.

c) O texto não afirma que consumimos produtos ilegais.

d) A mídia não anuncia produtos ilegais, o que seria um absurdo.

e) A ação da mídia não é legal, está estritamente dentro da lei.


28 – “Tudo certo? Creio que não.”; o autor do texto acha que nem tudo está certo porque:

a) discorda da tese defendida pelo professor;
b) não concorda com a afirmação de que a mídia não faz propaganda de cocaína;
c) acha que a mídia faz propaganda clara de substâncias químicas ilegais;
d) o professor não apresenta qualquer argumento para a defesa de sua tese;
e) as drogas continuam sendo consumidas, apesar das campanhas contrárias.

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28. Resposta: B – Ao contrário do professor, o autor acha que a mídia faz propaganda das drogas ao falar sobre o efeito delas, reforçando o desejo por seu efeito.


Comentário:


a) Não é o fato de discordar da tese do professor que faz com que o autor diga que nem tudo está certo; o autor afirma que ainda temos alguma liberdade de consumo (logo, concorda parcialmente com a tese de “a mídia não poder tudo”).

c) é de forma implícita que a mídia faz propaganda das drogas (falando nos efeitos).

d) Já vimos que o professor apresenta um argumento, que não é válido para o autor.

e) Esta alternativa não procede.


29 – O item em que aparece um par de vocábulos acentuados graficamente por motivos distintos é:

a) há – pôr;
b) universitários – raciocínio;
c) cocaína – heroína;
d) lógica – hábito;
e) demonstrá-la – aliás.

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28. Resposta: A – “há” – monossílabo tônico terminado em “a”; “pôr” – acento diferencial de tonicidade “pôr” (verbo) / “por” (preposição);


Comentário:


Nas demais alternativas, as palavras são acentuadas pelo mesmo motivo:


b) paroxítonas terminadas em ditongo crescente;

c) acentua-se o “i” do hiato quando estiver sozinho na sílaba ou seguido de “s” (co-ca-í-na / he-ro-í-na);

d) proparoxítonas;

e) oxítonas terminadas em “a” ou “as”.


30 – “Concordo que a mídia não pode tudo…”; a forma reduzida da oração subordinada desse segmento do texto, mantendo-se o sentido original, é:

a) Concordo com a mídia podendo tudo;
b) Concordo com a mídia sem possibilidade de tudo;
c) Concordo que a mídia não está podendo tudo;
d) Concordo com a mídia não poder tudo;
e) Concordo com a mídia sem poder tudo.

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30. Resposta: D – A forma reduzida “não poder” (reduzida de infinitivo) é equivalente à forma desenvolvida do enunciado.


Comentário:


a) Corrigindo: Concordo com a mídia não podendo tudo ( forma reduzida de gerúndio);

b) A palavra “possibilidade” é forma nominal (substantivo);

c) “Que não está podendo” é forma desenvolvida (está), com conjunção “que”;

e) A preposição “sem” indica “negação”, o que contraria o texto.


31 – Segundo o texto, as drogas:

a) aparecem, na mídia, de forma explícita;
b) não são exploradas pela mídia;
c) são condenadas pela mídia de forma implícita;
d) aparecem na mídia por meio de referências indiretas;
e) são motivo central da propaganda midiática.

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31. Resposta: D – As drogas aparecem na mídia por meio de referências indiretas: “Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína, ou de maconha, ou de heroína, ou de crack, a verdade é que os meios de comunicação nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas do efeito das drogas”.


Comentário:


a) e b) Como vimos no comentário da letra “d”, as drogas não aparecem na mídia de forma explícita ( “Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína…” ).

c) São condenadas pela mídia de forma explícita: “a verdade é que os meios de comunicação nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas do efeito das drogas”.

e) O texto não fala que as drogas são motivo central da propaganda midiática. O autor usou a expressão “24 horas por dia” no sentido hiperbólico, para dizer que há muitos comerciais sobre esse assunto.


32 – “…nesse sentido, não refreia,…”; o verbo refrear mostra como forma INCORRETA:

a) refreemos;
b) refreada;
c) refreies;
d) refreamos;
e) refrea.

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32. Resposta: E – O verbo “refrear” conjuga-se como “passear”: passeia – refreia.


Comentário:


a) passeemos – refreemos;

b) passeada – refreada;

c) passeies – refreies;

d) passeamos – refreamos.


33 – “…eles não sabem o que fazem.”; temos, nesse segmento, um exemplo de:

a) oposição semântica de palavras;
b) intertextualidade por alusão;
c) ironia negativista;
d) declaração moralizante;
e) pergunta retórica.

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33. Resposta: B – “Intertextualidade” é a reutilização de textos anteriores, por meio de citações, alusões ou comentários. A expressão “eles não sabem o que fazem” refere-se às palavras de Cristo “perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”.


Comentário:


a) Não há oposição semântica (antítese);

c) Não é uma ironia negativista, mas, sim, ironia brincalhona.

d) Declaração moralizante seria se falasse, por exemplo, de como agir, ética ou moralmente: Fora da sagrada família, não haverá salvação.

e) Não é uma pergunta, mas uma declaração.


34. “…não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem.”; o comentário INCORRETO sobre os componentes desse segmento do texto é:

a) igualmente correta seria a forma podem culpar ;
b) por isso indica a explicação da ação verbal;
c) isso se refere à ação de a mídia promover o efeito das drogas;
d) assim como todo o mundo funciona como termo comparativo;
e) o pronome eles refere-se anaforicamente a publicitários.

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34. Resposta: B – A expressão “por isso” é a causa da ação verbal. Poderíamos reescrever a oração deste modo: “não se pode culpar os publicitários por causa disso”.


Comentário:


a) Obs.: Quando os verbos, na voz passiva sintética (verbo transitivo direto + se + sujeito paciente) têm como auxiliares “dever” e “poder”, há duas maneiras de concordância: não se podem culpar os publicitários (o auxiliar concorda com o sujeito “publicitários = os publicitários não podem ser culpados); uma outra forma é considerar como sujeito a oração reduzida de infinitivo, não havendo, nesse caso, locução verbal: Não se pode culpar os publicitários ( o verbo concorda com o sujeito “culpar os publicitários” = culpar os culpados não se pode).

c) O elemento coesivo “isso” refere-se ao fato de a publicidade não refrear , mas reforçar o desejo pelo efeito das drogas.

d) O autor compara “os publicitários” a “todo mundo”.

e) Basta substituir o pronome “eles” por ‘os publicitários”: os publicitários (=eles), assim como todo mundo, não sabem o que fazem.


Obs.: Termo “anafórico” é aquele que se refere a palavra ou expressão anterior. Nesta alternativa, “eles” refere-se a “publicitários”, que é termo anterior.

Termo “catafórico” é aquele que se refere a palavra ou expressão posterior: Vi-o na rua: meu pai. O pronome “o” refere-se a “meu pai”.


35 – “…tecendo considerações críticas sobre o provão.”; críticas significa:

a) de ironia;
b) de condenação;
c) de apreciação;
d) de humor;
e) de negativismo.

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35. Resposta: C – Entre os vários significados de “críticas”, encontram-se julgamento e apreciação.


36 – O adjetivo cuja expressão correspondente é indicada ERRADAMENTE é:

a) debates universitários – debates de universidades;
b) professor brilhante – professor de brilho;
c) comentário marginal – comentário à margem;
d) atitudes humanas – atitudes do homem;
e) substâncias ilícitas – substâncias fora da lei.

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36. Resposta: A – A expressão “debates universitários” significa “debates sobre assuntos da Universidade”.


37 – “Temos alguma autonomia para formar nossas decisões.”; a afirmativa INCORRETA sobre esse segmento do texto é:

a) o sujeito de temos é o mesmo de formar;
b) alguma significa não totalidade;
c) para indica causa;
d) formar pode ser substituída por formação de;
e) alguma concorda em gênero e número com autonomia.

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37. Resposta: C – A preposição “para” indica “finalidade”.


Comentário:


a) O sujeito de “temos” é o mesmo de “formar” – nós (nós temos alguma autonomia para nós formarmos nossas decisões).

b) O pronome “alguma”, antes do substantivo, significa “determinada”, “uma entre todas” (= não totalidade).

Obs.: Posposto ao substantivo, o pronome “alguma” significa “nenhuma”: Não temos autonomia alguma (= nenhuma).

d) A oração reduzida “para formar” pode ser substituída pela forma nominal (nome) “formação de”: Temos alguma autonomia para formação de nossas decisões.


38 – Inúmeros, ilícita, impropriedade têm em comum:

a) o prefixo negativo;
b) a classe gramatical;
c) o gênero;
d) o número;
e) a forma gráfica.

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38. Resposta: A – O prefixo presente nos três vocábulos indica “negação”.


Comentário:


b) classes diferentes: “inúmeros” e “ilícita” – adjetivos; “impropriedade” – substantivo;

c) gêneros diferentes: “inúmeros” – masculino; “ilícita” e “impropriedade” – femininos;

d) “inúmeros” – plural;“ilícita” e “impropriedade” – singular;

e) A grafia é totalmente diferente.


39 – O item cujo termo sublinhado possui valor de paciente e não de agente é:

a) hábito de consumo;
b) poder da mídia;
c) meios de comunicação;
d) efeito das drogas;
e) consumo de cocaína.

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39. Resposta: E – “Paciente” (=complemento nominal – corresponde ao sujeito da voz passiva: consumo de cocaína = a cocaína (sujeito paciente) é consumida


Comentários:


a) “Agente” (= adjunto adnominal) – corresponde ao sujeito da voz ativa: poder da mídia = a mídia (sujeito agente) tem poder.

b) poder da mídia = a mídia (sujeito agente) tem poder.

c) meios de comunicação = a comunicação (sujeito agente) tem meios.

d) efeito das drogas = as drogas (sujeito agente) causam efeito.


40 – “Tudo certo? Creio que não.”; o desenvolvimento do texto a seguir mostra:

a) certeza;
b) dúvida;
c) opinião;
d) incerteza;

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40. Resposta: C – O uso da forma verbal “creio” expressa ponto de vista, isto é, opinião.


Exemplos referentes às outras alternativas:

a) certeza – É claro que não.

b) dúvida – Talvez não.

c) opinião – É claro que não.

d) incerteza – Talvez não.

e) desconhecimento – Não sei a resposta.

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